Com o campeonato entrando em sua fase final, a Indy se prepara para um intenso e louco mercado de pilotos de olho na temporada 2022.

E foi o “efeito Grosjean” que deu o pontapé inicial nas especulações. Após anos de altos e baixos – e de muitos acidentes – na F1, o francês estreou na Indy em 2021, pela mediana Dale Coyne, e tem sido bastante competitivo. Conquistou por enquanto uma pole-position, no misto de Indianápolis, e tem brigado constantemente pelas primeiras posições.

Os bons resultados de Grosjean logo de cara – e também de Marcus Ericsson, que já ganhou neste ano – abriram os olhos de outros competidores que não se firmaram na F1 e podem ver, em uma ida para o campeonato americano, a chance de voltar a andar na frente, com a vantagem de não precisar levar nenhum grande patrocinador para assegurar a vaga (diferentemente do que acontece na Europa).

Nesse cenário, segundo a imprensa americana, Grosjean deve ser recompensado pelo destaque que vem tendo e ir para a Andretti em 2022. Nico Hulkenberg, caso não fique com a segunda vaga na Williams, é cotado na ECR, enquanto Alex Albon também é especulado na Indy, até como substituto de Grosjean na Dale Coyne, mas também tem proposta para correr pela Nissan na Formula E.

Quem também pode ir para os EUA é Christian Lundgaard, da academia de jovens pilotos da Alpine. Em meio a um 2021 de altos e baixos na F2, ele testou pela Rahal Letterman Laningan recentemente e é cotado na equipe já no fim deste ano, em um carro em que António Félix da Costa também já foi especulado.

Isso sem falar em Marcus Armstrong, da Academia da Ferrari, que também não vem fazendo um bom ano na F2 e está em Nashville para conferir de perto a etapa da Indy.

Quem vai correr na Indy em 2022?

Com tantos competidores especulados na Indy em 2022, fica a dúvida: será que vai ter espaço para todo mundo?

É aqui que o mercado de pilotos pode ficar mais louco. A partir de 2023, o regulamento LMDh estreará na Imsa (e também no WEC), e um monte de montadoras – Acura, Audi, BMW, Porsche, Cadillac e Lamborghini – estarão presentes no grid, seja em equipes-clientes ou em times com 100% de apoio de fábrica.

A chegada dessas marcas deverá aumentar o número de vagas nas corridas de longa duração, e é comum que elas busquem por estrelas da Indy para preenchê-las.

É só ver que a Peugeot, que está construindo um hipercarro para o WEC optou por três ex-F1 (Kevin Magnussen, Paul di Resta e Jean-Éric Vegne) em seu plantel para em 2022.

Com boas oportunidades na Imsa, pilotos que não estão mais no auge da carreira na Indy podem enxergar essa troca de categoria como uma chance de se manter competitivos por mais alguns anos, acelerando a mudança de geração no campeonato de monopostos.

Assim, com um monte de gente de olho na Indy e boas oportunidades para quem deixar a categoria, o mercado de pilotos deverá ser bastante agitado nos próximos meses.

Você pode clicar aqui para ver como o grid da Indy 2022 está sendo formado.

E clicar aqui para ver os resultados completos da etapa de Nashville da Indy, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial no fim de semana.

foto do topo: die presse/CC BY-SA 4.0

O “efeito Romain Grosjean” fez a Indy ganhar mais destaque na Europa – foto: honda/divulgação