Uma das maiores equipes do automobilismo dos EUA, a Ganassi vai deixar a Nascar no fim da temporada 2021. A tradicional escuderia teve sua operação comprada por outro time, a Trackhouse, e a partir de 2022 se dedicará apenas à Indy e à Imsa, além da Extreme E.

Se você perguntar quais são as maiores equipes americanas para quem acompanha praticamente só o automobilismo europeu, a Ganassi provavelmente será uma das respostas.

Mas isso se deve muito pelo seu sucesso na Indy, onde já ganhou nove títulos e quatro 500 Milhas de Indianápolis, inscrevendo pilotos como Scott Dixon, Dario Franchitti e Alessandro Zanardi.

Na Nascar, o destaque é menor. A Ganassi entrou na categoria em 2001 em parceria com Felix Sabates, um empresário de origem cubana que já era dono de um time no campeonato. Desde então, a esquadra acumulou 26 vitórias e passou perto da luta pelo título em 2009, quando Juan Pablo Montoya foi o oitavo na tabela de pontos e, em 2017, com Kyle Larson tendo sido um dos principais nomes da temporada regular, mas que acabou eliminado nas semifinais dos playoffs. Mas o título nunca veio.

Por isso, levando em conta apenas os resultados, a Nascar não está perdendo uma de suas principais equipes, apesar de a Ganassi em si ser uma gigante.

Mas claro que nunca é bom sinal quando uma escuderia desse porte decide deixar a categoria. Outros donos de equipes/patrocinadores podem questionar se vale realmente investir no campeonato ou se há algum problema de que não estão sabendo.

Só que a Nascar está em um momento de crescimento. Puxadas pela chegada do novo carro em 2022, que promete diminuir os custos para competir, as equipes Kaulig e GMS já anunciaram que vão disputar a divisão principal a partir do próximo ano. Já a JR Motorsports, de Dale Earnhardt Jr, só não subiu de divisão porque o preço dos charter (como são chamadas as franquias da Nascar) estão inflacionados.

Essas escuderias se juntam a Spire, 23XI, Live Fast e à própria Trackhouse, nova dona da Ganassi, que estrearam na Cup nos últimos anos.

E quem é essa Trackhouse que teve condições de comprar as operações de um dos times mais tradicionais do automobilismo dos EUA?

A nova dona da Ganassi na Nascar

A Trackhouse é uma esquadra fundada pelo ex-piloto Justin Marks e que conta com investidores da região de Nashville. Essa é uma área dos EUA muito conhecida pela indústria da música, mas que tem buscado se firmar também nos esportes e já percebeu que o automobilismo como um todo está em alta.

Tanto que a própria Nascar já correu no oval de Nashville (localizado na cidade vizinha de Lebanon) neste ano, e a Indy tem uma etapa marcada em um circuito de rua na cidade.

Entre os investidores da Trackhouse está o cantor Pitbull, que fez bastante sucesso no começo da década e, inclusive, participou da abertura da Copa do Mundo de futebol no Brasil, em 2014. Mas agora ele está mais interessado mesmo é em outro esporte.

Você pode clicar aqui para conferir os resultados completos da Nascar em Road America, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial no fim de semana.

foto do topo: harold hinson/hhp/chevy racing

Daniel Suárez, Nascar, equipe, Trackhouse, Bristol, 2021
Pela nova equipe Trackhouse, Daniel Suárez tem sido um dos destaques do meio do pelotão da Nascar em 2021 – foto: andrew coppley/hhp/chevy racing/divulgação