Após um hiato de um ano, a temporada 2021 da W Series, a controversa categoria destinada apenas a mulheres, começa neste sábado, dia 26, no Red Bull Ring. Das 18 participantes, uma é brasileira: Bruna Tomaselli.

A catarinense, de 23 anos de idade, de maneira até mesmo surpreendente não foi selecionada para fazer parte do grid inaugural do campeonato, em 2019, mas no fim daquele ano a situação foi corrigida, e ela acabou aprovada em uma seletiva para correr na W Series a partir de 2020.

Só que, por causa do momento em que estamos vivendo, a temporada passada acabou cancelada, e só agora Tomaselli conseguirá estrear.

Quando a brasileira foi aproada para fazer parte da W Series, no fim de 2019, ela estava em boa fase. Na época, corria na USF2000, nos EUA, e tinha terminado o ano na oitava posição na tabela, com um quinto lugar, em Mid-Ohio, como melhor resultado.

Mas agora ela, assim como praticamente todo o restante do grid, teve um ano sabático “forçado”. Resta ver se a inatividade afetará a boa fase que Tomaselli vivia.

Para não ficar parada nesse tempo todo, a brasileira fez nos dois últimos anos diversos testes com um antigo carro de F3 no Brasil, além de ter tomado parte do Endurance Brasil, campeonato de corridas de longa duração, onde ela pilotava por cerca de duas horas a cada etapa. Nesse sentido, a preparação física não deverá ser um problema para a competidora neste ano.

Só que muitas de suas adversárias, principalmente as que também estão estreando na W Series em 2021, também tiveram uma preparação intensa para a nova empreitada.

A espanhola Belén Garcia, por exemplo, também tem competido na F-Regional by Alpine neste ano. Já a russa Irina Sidorkova fez parte do grid da F3 Asiática, no início de 2021, embora uma lesão tenha a afastado das pistas em algumas etapas. E a também espanhola Nerea Martí teve um longo programa de treinamento com um carro da F-Renault Eurocup. Todos esses campeonatos usam equipamentos bastante similares aos da W Series.

O objetivo de Bruna Tomaselli na W Series 2021

Com tão pouco tempo de pista a cada etapa (a W Series realiza somente um treino livre, uma classificação e uma única corrida a cada rodada), toda quilometragem acumulada e experiência no equipamento fará a diferença para as competidoras neste ano.

No caso de Tomaselli, ainda há a dificuldade de precisar conhecer as pistas e a cultura europeia como um todo, uma vez que antes ela só competiu no Brasil e nos Estados Unidos.

Por isso, para uma primeira temporada na Europa e com pouco tempo para se adaptar, o ideal para a brasileira é aproveitar que serão duas etapas seguidas no Red Bull para se acostumar logo ao equipamento e à Europa e, de repente, beliscar pontos nessas duas corridas. Daí, conforme estiver mais confortável na categoria, conseguirá mostrar o potencial que tem.

Um bom objetivo seria garantir a participação na próxima temporada, terminando este ano entre as primeiras colocadas na tabela – as 12 primeiras de 2019 garantiram presença na W Series 2021 sem precisar passar por qualquer seletiva.

E Tomaselli já mostrou que, conforme vai acumulando experiência em um equipamento, seu desempenho melhora. Tanto que nos três anos em que correu nos EUA, ela saiu de 21ª na classificação final em 2017 para a oitava colocação dois anos mais tarde.

Você pode clicar aqui para conferir os resultados completos da rodada de abertura da W Series 2021 no Red Bull Ring, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial no fim de semana.

foto do topo: w series/divulgação

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Bruna Tomaselli estreia na W Series em 2021 após se destacar correndo nos EUA – foto: w series/wng sports/divulgação