Três acidentes em sete classificações até agora: o início de carreira de Yuki Tsunoda na F1 2021 tem sido mais complicado do que o esperado. E o piloto japonês pouco tem lembrado o fenômeno que era quando lutou pelo título da F2 no ano passado.

Como resultado das batidas, Tsunoda tem como posição média de largada 15,1, o que vem complicando na hora de somar pontos. Em Paul Ricard, por exemplo, após mais um enrosco, o representante da AlphaTauri partiu do pit-lane, teve um bom ritmo de prova e cruzou a linha de chegada em 13º, mas longe da briga pelo top-10.

Por outro lado, o estreante já teve seus bons momentos em 2021, como somar pontos logo em sua primeira corrida na F1, no Bahrein, e ter passado ao Q3 em Baku, onde voltou a pontuar.

O domínio de Pierre Gasly na AlphaTauri 2021

Mas o que deixa a temporada de estreia do nipônico na F1 ainda pior é a comparação com seu companheiro de equipe, Pierre Gasly, uma das grandes revelações dos últimos tempos.

O piloto francês chamou a atenção ao ganhar o GP da Itália do ano passado, em uma corrida maluca que contou com acidentes dos favoritos e punição a Lewis Hamilton.

Mas esqueça o que aconteceu em Monza. O desempenho de Gasly em 2021 tem sido muito melhor que o do ano passado. Em uma temporada em que a Ferrari voltou a andar bem e a McLaren se aproximou das equipes grandes, o francês tem brilhado com frequência. Ele passou para o Q3 em seis das sete corridas realizadas até agora. Tanto que sua posição média de largada é de 6,7, menos da metade que a de Tsunoda.

Assim, tem pontuado com frequência. Abandonou só a abertura do campeonato no Bahrein. De lá para cá, foi sexto em Mônaco, sétimo em Paul Ricard e em Imola e décimo em Portugal e na Espanha. Seu grande momento foi o pódio em Baku, ao garantir o terceiro lugar em uma ultrapassagem em Charles Leclerc na volta final.

Ou seja, o que passa a impressão de a temporada de Tsunoda ser pior do que realmente está sendo é a comparação com seu companheiro, uma vez que ele está sendo completamente destruído por Gasly.

Curiosamente, é justamente essa a situação que Gasly passou na Red Bull. Uma das principais críticas feitas à equipe rubro-taurina nos últimos anos era promover pilotos com pouca experiência, colocá-los ao lado de Max Verstappen e esperar que andassem próximo ao holandês.

O resultado, hoje, já sabemos. Gasly (e também Alexander Albon) não resistiu à pressão, foi perdendo a confiança ao ser constantemente derrotado pelo holandês e acabou demitido após apenas 12 corridas.

Resta ver se Tsunoda conseguirá lidar com a pressão e com a concorrência de Gasly para mostrar o talento da época da F2. Porque, por mais bem avaliado que ele seja, a Red Bull nunca foi de ter muita paciência. E Albon, além de Juri Vips e Liam Lawson (que estão na luta pelo título na categoria de base), estão esperando qualquer tropeço do nipônico para receberem uma chance na F1.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos do GP da França da F1, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial no fim de semana.

Yuki Tsunoda vai tendo um início complicado na F1 2021 – fotos do post: honda/divulgação