Surpresa! Kevin Magnussen fará sua estreia na Indy, em 2021, em Road America, como substituto de Felix Rosenqvist, que sofreu um forte acidente na primeira bateria da rodada dupla de Detroit. Na prova disputada no último fim de semana, o acelerador do carro do sueco travou, e ele acertou em cheio a barreira de proteção.

O dinamarquês chega à principal categoria de monopostos dos EUA depois de conquistar, também em Detroit, sua primeira vitória desde 2013 na prova da Imsa, campeonato em que defende a Ganassi ao lado do veterano holandês Renger van der Zande.

Mesmo quando ainda estava na F1, Magnussen nunca escondeu que cogitava um dia correr na Indy, uma vez que seu pai, Jan Magnussen, participou do campeonato em 1996 e em 1999. Na verdade, o filho até fechou um acordo com a Andretti para 2015, mas acabou vetado de última hora pela McLaren, com quem tinha contrato na época na F1.

Ironicamente, sua estreia na Indy será justamente pela McLaren.

Como o dinamarquês não tem experiência com o equipamento da Indy, sua estreia no meio da temporada e sem nenhum teste servirá como um termômetro para ver como pilotos saídos da F1 podem render nos EUA.

Romain Grosjean, também egresso da F1, tem chamado a atenção neste ano. O antigo companheiro de equipe de Magnussen na Haas cravou a pole-position para a etapa disputada no circuito misto de Indianápolis, brigou pela vitória naquela prova e ficou com o segundo lugar. Desde então, tem se destacado nas classificações, embora esteja cometendo erros nas corridas.

Só que Grosejan corre por uma equipe no máximo do meio do pelotão. Não é comum a Dale Coyne estar constantemente na briga pelas primeiras colocações como o francês vem conseguido fazer. Parte dessa melhora é atribuída justamente ao talento e à experiência do piloto, que não estava sendo bem aproveitado na F1.

Quem vai para a Indy em 2022?

Levando em conta os exemplos de Magnussen e Grosjean, times da Indy perceberam que há, sim, interesse de competidores estabelecidos na Europa em tentar a chance nos EUA. Um bom exemplo de novidades que podem aparecer é António Félix da Costa, atual campeão da Formula E, que negocia com a RLL.

Com esse novo crescimento internacional da Indy, pode ser uma boa para as equipes ficarem de olho em quem acabar sem vaga na F1 para tentar atraí-lo em busca de repetir o salto de qualidade que a Dale Coyne vem tendo em 2021. Aí o desempenho de Magnussen em Road America será importante, porque poderá indicar o quanto um piloto vindo da principal categoria do automobilismo mundial pode render mesmo caindo de paraquedas (não literalmente) na Indy.

Isso acontece em um momento de troca de geração na Indy. Com Pato O’Ward liderando o campeonato e jovens como Alex Palou e Rinus VeeKay se destacando, além de bons desempenhos ocasionais de Grosjean, apostar nos mesmos nomes de sempre não está mais resolvendo os problemas das escuderias.

E praticamente todas as equipes vão ter vagas se abrindo nas duas próximas temporadas, o que pode levar a um mercado de pilotos tão agitado quanto o dos anos 1990, quando volta e meia algum nome da F1 era especulado nos EUA.

Quanto a Magnussen, resta ver se o acordo com a Peugeot para disputar o WEC acabará o impedindo de se transferir em tempo integral para a Indy no futuro.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos de Magnussen em Detroit, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial no fim de semana.

foto do topo: richard prince/cadillac photo/divulgação

Kevin Magnussen estreia em uma McLaren em ótima fase na Indy 2021, tendo vencido em Detroit com Pato O’Ward – foto: phillip abbott/lat/chevy racing/divulgação