Caio Collet inicia neste fim de semana, em Paul Ricard, a fase decisiva da temporada 2021 da F3.

É muito estranho falar em momento de decisão, sendo que mal chegamos à metade do mês de junho, e somente uma rodada da categoria foi disputada até agora.

Só que a F3 vai embarcar em uma sequência de cinco etapas em dois meses e meio, que pode até mesmo definir o campeão. Depois disso, restará apenas a visita ao Circuito das Américas, nos Estados Unidos, no fim de outubro.

Essa é uma fase que lembra um pouco a loucura que foi o ano passado, com as nove etapas da F3 acontecendo em 11 semanas.

Vale ressaltar que em 2021 a F3 realiza rodadas triplas, então serão 15 das 21 provas marcadas para a atual temporada nos próximos dois meses e meio. Em 2020, como eram jornadas duplas, foram 18 corridas em dois meses.

E o que aprendemos na F3 em 2020 é que, com tantas rodadas em sequência, fica muito difícil reverter uma má fase. Por exemplo, Oscar Piastri, campeão do ano passado, passou todo o campeonato com dificuldades em tomadas de tempo, jamais largou da primeira fila e mal teve a oportunidade de avaliar o que estava havendo de errado.

Igor Fraga sofreu com um monte de problemas mecânicos, que comprometeu seu desempenho principalmente nas classificações. Se houvesse um maior intervalo entre as competições, a equipe Charouz, para a qual competia, poderia ter inspecionado o equipamento com menos pressa.

Por isso, começar forte essa sequência de corridas da F3 2021 é fundamental para qualquer piloto que almeje conquistar o título.

O que esperar de Caio Collet nas próximas etapas da F3 2021

Nesse sentido, Collet pode ficar otimista. O brasileiro conquistou um pódio logo em sua estreia na F3, em Barcelona, e disse que tinha condições até de brigar por resultados melhores.

Neste ano, ele compete pela equipe holandesa MP, que com Collet e com o francês Victor Martins liderou os treinos de pré-temporada e também os realizados após a primeira etapa. O brasileiro, inclusive, foi o mais rápido no Red Bull Ring, que receberá a segunda das cinco etapas desta fase. A categoria ainda passa por Hungaroring, Spa-Francorchamps e Zandvoort antes da ida aos EUA.

Já, em Barcelona, no início do ano, cada um dos representantes da MP subiu ao pódio apenas uma vez, mostrando que ainda é possível o time melhorar o desempenho.

O calendário doido da F3 2021 é uma consequência da mudança de regras para este ano, em que F2 e F3 não dividem mais as pistas nos fins de semana como uma tentativa de diminuir os custos para os pilotos.

Como resultado, a F3 terá essa sequência de provas em circuitos europeus, enquanto a F2 volta somente em meados de julho, em Silverstone, e depois terá um hiato de dois meses até Monza. Difícil alguém explicar a lógica por trás dessa decisão.

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Oli Caldwell é o líder da F3 2021 após uma etapa – foto: prema/divulgaçaõ