A temporada 2021 da F-Regional by Alpine ainda nem começou, mas Gabriel Bortoleto já até trocou de equipe. Segundo uma notícia publicada pelo site Italiaracing, o piloto deixou a escuderia DR e correrá pela FA, cofundada por Fernando Alonso, bicampeão da F1.

O motivo é o desempenho abaixo do esperado na pré-temporada. Nas três atividades realizadas, o brasileiro começou com o 18º lugar na soma dos tempos em Imola, mas depois disso andou para trás. Nos quatro dias de testes que aconteceram em Barcelona e em Paul Ricard, ele jamais esteve dentro do grupo dos 25 primeiros.

Não que houvesse muita expectativa para que a DR andasse bem neste ano. A escuderia portuguesa vem da F-Regional Europeia, onde conquistou uma vitória no ano passado. Só que o triunfo foi obtido pelo veterano guatemalteco Ian Rodríguez na única etapa de que ele tomou parte. Nas demais, o time contou somente com o italiano Emidio Pesce, que jamais foi além do sétimo lugar. Pode não parecer um desempenho tão ruim, mas estamos falando de um campeonato que mal passava dos dez carros por corrida.

Para este ano, a DR manteve Pesce, trouxe o espanhol Brad Benavides (que estava inscrito pela escuderia na F-Regional no ano passado, mas não apareceu em nenhuma etapa) e acertou com Bortoleto na expansão para três carros.

Aliás, o brasileiro não era o único piloto descontente com o rumo da pré-temporada da F-Regional by Alpine. O espanhol Mari Boya também não estava feliz de ter sido colocado para correr na FA.

O que esperar da FA na F-Regional by Alpine 2021

Boya queria competir pela MP, esquadra holandesa que costumava lutar pelo título da F-Renault com frequência. A FA, na verdade, é uma equipe satélite da MP, uma vez que sua operação é feita pelo time holandês.

Ainda assim, Boya preferia correr pelo time principal. Em Imola e em Barcelona, o espanhol não entrou dentro do grupo dos 20 primeiros. Em Paul Ricard, nos últimos testes da pré-temporada, nem participou. Como havia uma vaga na Van Amersfoort, ele optou por trocar de equipe, o que abriu espaço para Bortoleto mudar-se para a FA.

A última coisa que um piloto quer às vésperas do início de um campeonato é precisar mudar de equipe. Afinal, será preciso se adaptar à nova casa e às metodologias de trabalho ao mesmo tempo em que todo o desenvolvimento feito durante a pré-temporada vai para o ralo.

De qualquer forma, a FA é uma escuderia melhor para Bortoleto, mesmo que não seja a ideal. O time teve uma pré-temporada de altos e baixos, mas conseguiu entrar no grupo dos dez primeiros algumas vezes com o italiano Andrea Rosso.

Rosso, no ano passado, correu na F4 Italiana e pareceu que poderia brigar pelo título, mas teve uma queda de rendimento nas etapas finais e fechou em sétimo na tabela, duas posições atrás justamente de Bortoleto.

A tendência é que esses dois pilotos possam “se ajudar” (embora em categorias de base ninguém está disposto a auxiliar o companheiro de equipe) com um forçando o outro a aumentar o ritmo e buscar melhores resultados.

Como o grid da F-Regional by Alpine neste ano está muito forte, com a presença de veteranos como o espanhol David Vidales, o estoniano Paul Aron e o argentino Franco Colapinto (além da chegada de Gabriele Mini e de Dino Beganovic), correr pela FA pode ser uma boa para Bortoleto. É a chance de se destacar em algumas etapas, marcar pontos algumas vezes e tentar chamar a atenção de algum time grande, pensando no título de 2022. Mas como Mari Boya pôde conferir de perto, a FA não fará milagres.

A temporada 2021 da F-Regional by Alpine começa nos dias 17 e 18 de abril, em Imola, como preliminar do GP de San Marino da Emilia Romagna da F1.

E você pode clicar aqui para ver como está o grid da F-Regional by Alpine de 2021.

Andrea Rosso colocou o carro da FA dentro do top-10 em alguns testes da pré-temporada da F-Regional by Alpine 2021 – fotos do post: f-regional by alpine/divulgação