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O que esperar dos pilotos brasileiros na F2 2021?

Felipe Drugovich, Gianluca Petecof e Guilherme Samaia são os três pilotos brasileiros que vão começar a disputa da temporada 2021 da F2 no Bahrein.

Cada um deles está em uma fase diferente da carreira. Drugovich é um forte candidato ao título, Petecof tenta se reencontrar após ser campeão da F-Regional, mas ter deixado a Academia da Ferrari e Guilherme Samaia busca calar os críticos após ter sido o único competidor que não pontuou na F2 no ano passado.

Enquanto isso, ainda enfrentam um grid qualificado, que conta com representantes das academias de diversas equipes da F1, como Ferrari, Red Bull, Alpine, Sauber e Williams.

Além disso, eles também vão precisar se adaptar às novas regras da categoria. A partir deste ano, a F2 terá rodadas triplas, com duas provas curtas no sábado e uma, longa, no domingo, e resta ver como as equipes vão reagir à novidade.

Abaixo você confere o que esperar dos três brasileiros na F2 2021:

Felipe Drugovich na F2 2021

Drugovich foi uma das grandes revelações da F2 no ano passado. O brasileiro tinha subido de categoria desacreditado após um ano abaixado do esperado na F3 e fechado com a MP, uma escuderia que não está entre as piores, mas que costuma andar no meio do pelotão e raramente briga por vitórias.

O brasileiro não quis nem saber. Logo em seu primeiro fim de semana no campeonato de 2020, classificou-se na primeira fila e ganhou a corrida curta no Red Bull Ring. Até o fim do ano, ainda acumulou mais duas vitórias, obteve uma pole e ficou conhecido como “rei dos pneus” por ser um dos competidores que melhor consegue economizar a borracha.

Para a F2 2021, Drugovich trocou a MP pela Uni-Virtuosi, uma esquadra que pode ser considerada a ideal para ele. É que a escuderia é especialista em classificações. Das 24 pole-positions disputadas na F2 desde o começo de 2019, em nove oportunidades (um pouco menos da metade) a primeira colocação ficou com um piloto da UNI-Virtuosi.

Isso é perfeito para Felipe Drugovich, que também vem mostrando ótimo trabalho nas tomadas de tempo. Em sete das 12 etapas disputadas no ano passado, ele partiu de dentro do top-5, incluindo a pole em Silverstone

Do lado negativo, são dois os maiores obstáculos para ele em 2021. O primeiro é que seu companheiro é o veterano Guanyu Zhou, que vai para seu terceiro ano na F2 e sua família é justamente a dona da UNI-Virtuosi. E o segundo é que Drugovich não esteve entre os líderes da pré-temporada.

Além de Zhou, seus principais adversários ao título são o russo Robert Shwartzman, o indiano Jehan Daruvala e o dinamarquês Chistian Lundgaard.


Gianluca Petecof na F2 2021

Não deixa de ser uma surpresa a chegada de Petecof à F2 em 2021. Por ser o atual campeão da F-Regional Europeia, “contra tudo e contra todos”, como ele mesmo descreveu, o mais natural seria ir primeiro para a F3. Mas o brasileiro foi além e aceitou uma proposta da tradicional equipe Campos para disputar a principal categoria de acesso da F1.

Os problemas de Petecof começaram na metade da temporada passada, quando ele perdeu seu principal patrocinador, mesmo quando liderava a F-Regional. Sua permanência na categoria esteve ameaçada, mas ele encontrou novos investidores a tempo de levantar a taça. Só que isso atrapalhou sua intertemporada, uma vez que ele não tinha o orçamento necessário para fazer valer o peso do título e fechar com algum time de ponta da F3.

Também não ajudou ele ter deixado a Academia da Ferrari.

Nesse tempo, a equipe Campos ofereceu uma vaga na F2 a ele por um preço muito menor que o habitual. A aposta é que ele estoure, consiga bons resultados, o que pode acabar atraindo novos patrocinadores para o time.

Há certa expectativa sobre se Petecof pode repetir em 2021 o que Drugovich fez no ano passado. Mas há algumas diferenças entre a MP de 2020 e a Campos desta temporada.

A MP é uma esquadra mais organizada. Se não é um time de ponta, está literalmente no meio do pelotão. Tanto que Drugovich – e também o nipônico Nobuharu Matsushita – venceram corridas em 2020. Já a Campos está uma fase decadente. No fim de 2019, a escuderia perdeu o engenheiro-estrela Jan Sumann para a Hitech, e a queda no desempenho do time espanhol foi perceptível desde então. Isso sem falar na morte do dono da esquadra, Adrián Campos, no fim de janeiro.

O que pode beneficiar Petecof são as novas regras da F2, com mais corridas com grid invertido, o que pode facilitar surpreender e brigar por pódios.


Guilherme Samaia na F2 2021

Dos três brasileiros deste ano, Samaia é o que começa a temporada com menos expectativas. Muito porque seu primeiro ano na F2 não foi bom, e ele foi o único piloto que participou de todas as etapas a terminar sem ter marcado pontos.

Para 2021, ele trocou a Campos pela Charouz, o que significa certo salto de qualidade. Como resultado, seu desempenho melhorou. Nos testes de pós-temporada, realizados ainda em 2020, andou por diversas vezes entre os dez primeiros. Já na pré-temporada, disputada há três semanas no Bahrein, rondou o top-15.

A expectativa é que neste ano ele consiga brigar por pontos de forma mais frequente. O que pode complicar é o grid cheio de pilotos de academias de equipes da F1, além de gente que se destacou na F3.

Agora que você sabe o que esperar dos brasileiros na F2 2021, pode clicar aqui para conferir todos os pilotos inscritos.

E clicar aqui para ver todos os horários, resultados e onde assistir à etapa da F2 no Bahrein, assim como as principais categorias do automobilismo mundial no fim de semana.

foto do topo: dutch photo agency/kgcom/divulgação

Guilherme Samaia busca seus primeiros pontos na F2 em 2021 – foto: dutch photo agency/p1/divulgação

3 comentários sobre “O que esperar dos pilotos brasileiros na F2 2021?

  1. Drugovich – espero que ele erre menos, hoje já não foi o caso, tem chances de brigar se limitar as bobagens.

    Samaia – um pouco melhor que o ano passado já será um avanço enorme. Piloto limitado

    Petecoughs – junto de Deledda será a versão 2021 da dupla Calderon e Ragunathan. Não chega ao final do campeonato, será substituído por um Merhi oi Boccolacci da vida. Pulou etapas e vai pagar o preço agora

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