Joan Mir fez história na temporada 2020 da MotoGP. Apenas dois anos depois de ter subido da Moto2, o espanhol levou a Suzuki ao título em um dos campeonatos mais estranhos que a categoria já viu.

Seus principais adversários também tiveram passagens recentes pela Moto2. Franco Morbidelli foi o campeão de 2017, enquanto Fabio Quartararo, sensação do início de 2020, ganhou corrida em seus anos na categoria intermediária.

Abaixo, você pode conferir cinco pilotos que vão correr na Moto2 em 2021, não estão entre os favoritos, mas têm potencial de subir à MotoGP e surpreender no futuro. Veja a lista:

Pilotos da Moto2 em 2021:

Remy Gardner

Parentesco com grandes estrelas tem se tornado um trunfo dos jovens pilotos rumo à MotoGP. Em 2020, Álex Márquez, irmão mais novo de Marc Márquez, subiu para a equipe de fábrica da Honda, enquanto Luca Marini, meio-irmão de Valentino Rossi, estreará neste ano pela Avintia.

O próximo dessa fila pode ser o australiano Remy Gardney, de 22 anos de idade. Ele é filho de Wayne Gardner, campeão das 500cc (como a MotoGP era chamada) em 1987 e que nos anos seguintes correu nas quatro rodas.

Gardner, o filho, correrá na Moto2 em 2021 pela Red Bull Ajo e começará o ano em alta. Afinal, ele ganhou a última etapa da temporada passada, em Portugal.


Joe Roberts

Aos 23 anos de idade, Roberts mostrou evolução em sua terceira temporada completa na Moto2 em 2020: largou três vezes na pole-position (no Qatar, em Le Mans e em Brno), subiu ao pódio na República Tcheca e fechou com a sétima colocação na tabela.

Resultados ainda discretos, certo?

Não para a Aprilia. O americano supreendentemente foi chamado para substituir Andrea Iannone após o italiano ser banido do esporte por quatro anos em razão de um caso de doping.

Mais supreendentemente ainda foi ele ter recusado a proposta e afirmado que planejava seguir na Moto2, onde acredita poder lutar pelo título em 2021. Nem mesmo o empresário do piloto acreditou na recusa.


Cameron Beaubier

Maior estrela da Motoamerica (como a Superbike dos EUA é chamada) nos últimos anos, Beaubier retorna ao paddock da MotoGP após um hiato de 12 anos. Em 2009, ele tomou parte das 125cc, pontuou apenas duas vezes e desde então preferiu voltar aos Estados Unidos, onde seguiu carreira.

Só que agora, aos 28 anos de idade e mais experiente, ele desembarca mais uma vez ao Mundial de olho em uma eventual promoção à MotoGP. Em 2021, correrá pela American Racing, equipe que Roberts (do tópico anterior) defendeu em 2020. Quem sabe não aparece uma vaga na Aprilia também para ele?


Lorenzo Dalla Porta

O italiano de 23 anos de idade começa 2021 tentando deixar para trás o desempenho ruim da temporada passada. Em seu ano de estreia na Moto2, pontuou somente na rodada dupla de Misano, quando seu melhor resultado foi um 13º lugar.

Muito pouco para quem tinha sido campeão mundial da Moto3 no ano anterior de forma dominante e com rodadas de antecipação. Seu trunfo é apostar na continuidade do trabalho, uma vez que preferiu renovar o contrato com a Italtrans.


Aron Canet

Não é porque Canet e eu fazemos aniversário no mesmo dia que ele integra esta lista de pilotos da Moto2 para ficarmos de olho em 2021. O motivo é que a história dele lembra a de Fabio Quartararo. Ambos se destacaram no Espanhol de Moto3, quando ainda estavam no início da adolescência, subiram para o Mundial com recorde de precocidade, mas pareciam que jamais iam decolar.

Enquanto Quartararo só cumpriu às expectativas e estourou ao ser contratado pela SRT na MotoGP, em 2019, Canet ainda tenta chegar ao estrelado.

Para este ano, ele segue na Aspar, na Moto2, após fechar na 14ª posição em 2020. Antes, passou quatro anos na Moto3, conquistou seis vitórias no período, um vice e um terceiro lugar na tabela. Assim, 2021 pode ser o ano em que ele precisa estourar se quiser manter as comparações com Quartararo, hoje piloto de fábrica da Yamaha na MotoGP.

Em tempo: falando em MotoGP, participei do podcast Flag to Flag da jornalista Juliana Tesser para discutir a surpreendente saída de Davide Brivio da atual campeã Suzuki. O destino do dirigente é a F1, onde ele comandará a Alpine, novo nome da Renault. E é possível, sim, comparar o momento da Suzuki ao da Alpine. Dê o play abaixo e entenda por quê.

foto do topo: gold & goose/red bull content pool

Aron Canet na época em que brigava pelo título na Moto3 – foto: gold & goose/ktm images/divulgação