Tatiana Calderón passou os últimos anos pedindo para ter continuidade na carreira. Para se ter uma ideia, a única vez que ela ficou mais de uma temporada na mesma equipe tinha sido em 2010 e em 2011 quando correu pela Juncos na categoria que hoje é a Indy Pro 2000.

Desde então, a colombiana andou pela esquadra de Emilio de Villota, por Double R, Jo Zeller, Carlin, Arden, Teo Martín, Dams, Jenzer e voltou para a Arden até fechar para correr na Super Formula, do Japão, pela Drago Corse em 2020.

Em 2021, ela teve o contrato renovado com a Drago Corse e permanecerá na escuderia nipônica para um segundo ano na Super Formula.

Muitos dizem que nas categorias de base a continuidade do trabalho não é tão fundamental assim. É mais importante ter acesso aos melhores carros e às melhores equipes, para chamar a atenção dos times da F1, que ficar por muitas temporadas em uma mesma esquadra.

Também pesa que são poucas as equipes que estão presentes em todos os campeonatos da base, o que obriga os jovens pilotos a mudarem de time conforme forem avançando na carreira.

Assim, o que vemos é que um competidor acaba avaliado mais pela sua capacidade de se adaptar a uma nova escuderia que pelo seu desenvolvimento. Quem consegue se destacar logo de cara, como é o caso de Yuki Tsunoda (novo contratado da AlphaTauri na F1), ganha mais espaço que quem leva mais tempo para chegar ao topo.

A continuidade na carreira rumo à F1

Mas também há exemplos de como a continuidade é importante mesmo nas categorias de base. Mick Schumacher, atual campeão da F2, ficou cinco anos na Prema. Chegou à esquadra italiana em 2016, para tomar parte da F4, e só saiu agora, em sua ida à F1.

Robert Shwartzman, considerado favorito ao título da F2 em 2021, vai para seu quarto ano consecutivo na Prema, enquanto Guanyu Zhou deve iniciar sua terceira temporada na Uni-Virtuosi (escuderia de sua família).

Eles começam 2021 com um pequena vantagem em relação a seus adversários, uma vez que não precisam se acostumar com uma nova equipe nem com uma cultura diferente de trabalho.

Nesse sentido, a expectativa é que Calderón possa brigar por resultados melhores em seu segundo ano na Super Formula. Em 2020, ela participou de somente cinco corridas e não pontuou em nenhuma delas. Mas mostrou evolução ao longo do ano, lutando por pontos nas três últimas provas. Em Fuji, na última rodada, um problema na embreagem a impediu de pontuar. E olha que ela terminou aquela etapa com a quinta melhor volta da corrida.

Já no Treino dos Novatos – como a atividade de pós temporada é chamada – ela foi um dos destaques, fechando com o nono melhor tempo na soma dos resultados dos dois dias de testes. Agora resta ver se a colombiana se manterá em alta e mostrará novamente porque já foi considerada uma pilotas mais promissoras do mundo.

foto do topo: toyota gazoo racing/divulgação

Tatiana Caderón, F1, Fórmula 1, Alfa Romeo, teste
Tatiana Calderón já testou até pela Alfa Romeo na F1 – foto: notimexTV/CC BY 3.0