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Trulli, Patrese, Badoer e Nannini rumo à F1

A temporada 2021 deve marcar a chegada em peso de uma nova geração de pilotos italianos. Os sobrenomes, porém, são bem conhecidos: Trulli, Patrese, Badoer e Nannini. Todos eles são de famílias que fizeram parte do grid da F1 e agora buscam repetir a dose.

Falando nos quatro, Enzo Trulli, aliás, fará sua estreia nos monopostos já no próximo fim de semana. Filho do ex-F1 Jarno Trulli, que ficou conhecido por ser companheiro de Fernando Alonso na Renault há mais de 15 anos, ele correrá na F4 dos Emirados Árabes. Essa categoria tem cada vez mais atraído quem está fazendo a transição do kartismo para os carros de fórmula.

Lorenzo Patrese “queimou a largada”. Ele tomou parte de duas rodadas da temporada passada da F4 Italiana, como preparação para a transição em tempo integral para os monopostos neste ano. É verdade que ele não pontuou nenhuma vez. Mas, além da inexperiência, não ajudou andar pela equipe AKM, uma das mais fracas do certame.

Seu pai, Riccardo Patrese, disputou 256 GPs na F1 entre 1977 e 1993. Era o recordista até ser superado por Rubens Barrichello e, posteriormente, por Kimi Raikkonen.

Se Riccardo Patrese durante muito tempo deteve a marca de mais provas na F1, o pai de Brando Badoer também é um recordista na principal categoria do automobilismo mundial. Mas por uma façanha que não dá, digamos, muito orgulho. Luca Badoer é o piloto que mais disputou corridas no certame sem pontuar. Foram 50, entre 1992 e 2009. Ele ficou mais conhecido por chorar copiosamente quando abandonou o GP da Europa de 1999, pela pequena Minardi, quando estava na quarta colocação.

Brando Badoer, de 14 anos de idade, espera dar à sua família os primeiros pontos na F1. Sendo o mais jovem desse grupo, ele está começando fazer a transição para a F4, já tendo participado de alguns testes. O único problema é que ele andou pela mesma equipe AKM onde estava Patrese…

O quarteto de italianos de sobrenomes famosos ainda conta com Matteo Nannini, o mais veterano do grupo.

Nannini já assinou com a equipe HWA para disputar a F3 em 2021. No ano passado, nessa mesma categoria, ele teve uma campanha bastante complicada, tendo pontuado somente na etapa da Espanha.

O sobrinho de Alessandro Nannini teve um início de carreira meteórico nos carros de fórmula, sendo campeão da F4 dos Emirados Árabes, em 2019, e subindo para a F3 já no ano seguinte, quando não foi tão bem assim. Agora resta ver se com um pouco de continuidade ele conseguirá melhores resultados.

O que pode atrapalhar o planos de esses quatro pilotos um dia chegar à F1 é justamente a concorrência entre eles.

Os pilotos italianos rumo à F1

Com apenas 20 vagas no grid da principal categoria do automobilismo mundial, é muito complicado que um mesmo país consiga ter muitos representantes no grid. A tendência é que patrocinadores e governos locais acabem optando investir apenas nos mais promissores. Não por acaso, os 19 pilotos confirmados para 2021 (sem contar Lewis Hamilton) vêm de 14 países diferentes.

Fora que a concorrência entre os italianos também é pesada. Gabriele Mini, atual campeão da F4 Italiana, é considerado um desses fenômenos do esporte a motor e conta com Nicolas Todt como empresário. É o mesmo que cuida das carreiras de Charles Leclerc, Felipe Massa e Caio Collet, entre outros.

Isso sem falar em Andrea Kimi Antonelli, apontado como o principal nome da academia de jovens pilotos da Mercedes. Batizado em homenagem a Kimi Raikkonen, ele ainda está no kartismo e no momento se recupera de um grave acidente que sofreu na disputa do Mundial de Kart.

Como Mick Schumacher mostrou, sobrenome pode ser importante na hora de garantir uma vaga na F1. Mas sozinho não adianta. Mick, por exemplo, além do nome famoso, tem no currículo os títulos da F3 e da F2. Agora resta ver se Trulli, Patrese, Badoer e Nannini conseguirão repetir a dose ou se eles perderão espaço para os outros pilotos italianos badalados na jornada rumo à F1.

Matteo Nannini teve um início de carreira meteórico, mas não foi bem na F3 em 2020 – fotos do post: aci csai/divulgação

Um comentário sobre “Trulli, Patrese, Badoer e Nannini rumo à F1

  1. Discordo que o Nannini não foi bem na F3… pegou a carroça da Jenzer e ainda foi ao pódio. A Jenzer estava ainda pior que no ano que o Tsunoda correu lá.

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