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Na Fórmula Regional, Gianluca Petecof é enfim campeão

Em 2020, pelo terceiro ano consecutivo, Gianluca Petecof começou a temporada como favorito para conquistar o título do campeonato que disputava. Se em 2018 e em 2019 ele ficou sem a taça, dessa vez ele pôde comemorar ao ser o campeão da F-Regional Europeia.

O caneco veio em um ano para lá de estranho – para dizer o mínimo.

Petecof já começou a campanha com um susto em seus planos. É que no momento em que liderava a tabela, no fim de setembro, perdeu um patrocinador e corria o risco de ficar de fora das etapas restantes. Duas empresas brasileiras, porém, passaram a apoiar o piloto, que pôde participar das rodadas seguintes.

Ainda assim, houve prejuízo para ele, uma vez que não tomou parte de uma série de treinos privados e coletivos, enquanto seus principais adversários tiveram mais tempo de pista.

A queda de desempenho de Gianluca Petecof

Mas o mais estranho em 2020 foi a repentina queda de rendimento de Petecof e também de Arthur Leclerc, irmão mais novo do piloto da F1 e que lutou contra o brasileiro pela taça até a corrida final.

Para se ter ideia, nas primeiras 12 corridas do ano, esses dois pilotos, companheiros de equipe na poderosa Prema, ganharam dez vezes. Em outra, foram segundo e terceiro, além de terem se envolvido em um toque. Desde então, nem Petecof, nem Leclerc terminaram com a primeira colocação, e outros cinco competidores de quatro escuderias diferentes subiram no degrau mais alto do pódio.

E até fechar entre os três primeiros se tornou uma tarefa das mais complicadas para eles. Nas últimas nove corridas, o brasileiro teve dois terceiros lugares como melhor resultado. Já o adversário monegasco acumulou dois segundos e um terceiro nesse período. E foi só.

Tudo isso em meio aos rumores do fim da F-Regional e da fusão da categoria com a F-Renault Eurocup para 2021.

Além da queda de desempenho, a equipe Prema viveu uma incomum sequência de problemas mecânicos. Leclerc, por exemplo, nem pôde participar da classificação da etapa decisiva, em Vallelunga, por causa de uma quebra no carro. Antes, em Imola, na penúltima rodada, tinha abandonado uma das baterias depois de largar da pole também por falha no equipamento.

Já Oliver Rasmussen, o único piloto da Prema capaz de triunfar na fase final do campeonato, também teve sua dose de azar. Ele nem sequer pôde largar para uma das provas em Imola quando tinha justamente conquistado a primeira posição do grid.

Talvez no futuro algum Gunther Schweitzer publique um texto chamado “se vocês soubessem o que aconteceu na F-Regional 2020, ficariam enojados”.

Brincadeiras à parte, voltando a falar de Petecof, o brasileiro fez o que há muito tempo se cobrava dele: teve consistência nos resultados. Apesar de enfrentar esses mil problemas, ele pontuou em todas as corridas da temporada, terminando com 16 pontos de vantagem na tabela para Leclerc, que em quatro corridas não recebeu a bandeira quadriculada.

O futuro de Gianluca Petecof

Falando em futuro, o brasileiro ainda não definiu onde vai correr em 2021. Em primeiro lugar, precisará resolver a questão do patrocínio, que quase o tirou das pistas neste ano. Mas o que já se sabe é que ele não poderá voltar à F-Regional, apesar de a categoria ter se fundido com a F-Renault, porque as regras da FIA proíbe um piloto de defender seu título nas categorias de acesso. É uma forma de impedi-los de pilhar pontos da superlicença.

Frederik Vesti, o campeão da F-Regional no ano passado, continuou com a Prema em 2020 e subiu para a F3. Mas é difícil Petecof fazer esse caminho. Segundo a imprensa internacional, a esquadra italiana terá Dennis Hauger, do Red Bull Junior Team, e Arthur Leclerc na F3 em 2021, sendo que o também brasileiro Caio Collet é um dos especulados no terceiro carro.

Ainda assim, o título da F-Regional dá moral para Petecof e faz ele ser um nome de peso para qualquer equipe que queira contratá-lo.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da última rodada da F-Regional Europeia, em Vallelunga, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial no fim de semana.

A decepção de Arthur Leclerc com o carro da Prema era visível – fotos do post: aci csai/divulgação

Um comentário sobre “Na Fórmula Regional, Gianluca Petecof é enfim campeão

  1. Em Imola ouvi um italiano dizer q havia uma zebra alta na entrada de uma chicane e que ambos Rasmussen e Leclerc quebraram seus câmbios, um na tomada e outro na corrida, mas não divulgaram. Depois ele me contou que como cada piloto tinha dois motores para a temporada e todos sabem que são da Alfa Romeo, logo a confiabilidade era questionável. Porém parece que o tiro da Prema saiu pela culatra qdo jogaram Petecof com motor “reserva” na segunda parte da temporada alegando quebra do principal a partir de Monza, e ainda oferecendo uma série de outros problemas extra pista, como erros grotescos e inexplicáveis de acerto em Mugello na chuva, coincidentemente bem qdo o $ acabou. No final, depois de alguma pressão do piloto e da FDA tiveram que revezar os motores dele, que no caso aguentaram enquanto os outros dois perderam para si próprios… enfim a ironia do destino… e justiça feita… afinal gerenciar equipamento inclusive motores Alfa Romeo deve ser uma habilidade de qq piloto de qualidade… mas enfim, foi só o que eu ouvi desse italiano nem sei se é verdade. Quanto a 2021 parece q a terceira vaga não é de nenhum brasileiro…

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