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Como foi o desempenho dos brasileiros na F2 2020

A temporada 2020 da F2 chegou ao fim com os três pilotos brasileirosFelipe Drugovich, Pedro Piquet e Guilherme Samaia – em momentos diferentes.

Drugovich foi um dos destaques e pode lutar pelo título no ano que vem, Piquet começou a se adaptar ao equipamento e a brigar por pontos, enquanto Samaia nem sequer pontuou.

Abaixo você pode conferir como foi o desempenho dos três brasileiros da F2 2020:

Felipe Drugovich

Defendendo a mediana equipe MP, Drugovich foi um dos destaques da temporada 2020 da F2.

Em um ano em que praticamente todos os novatos viveram muitos altos e baixos – com exceção de Yuki Tsunoda -, o brasileiro conseguiu se impor ao somar três vitórias (Red Bull Ring, Barcelona e Bahrein), além de outro pódio e uma pole-position (em Silverstone).

Isso sem falar em corridas como a prova principal em Barcelona e em Sakhir, que a vitória escapou das mãos dele por detalhes – o safety-car foi acionado em um momento que estragou a estratégia do brasileiro em Barcelona e houve um toque com Nikita Mazepin no Oriente Médio.

Com esses resultados, Drugovich terminou na nona colocação na tabela, com 121 pontos, na frente de outros novatos mais badalados, como Dan Ticktum (Dams), Marcus Armstrong (ART) e Jehan Daruvala (Carlin).

Mais do que isso, o brasileiro fechou ficou conhecido como “rei dos pneus”, pela sua habilidade de economizar a borracha e ganhar posições na base da estratégia e dos adversários tendo problemas e perdendo ritmo com a degradação dos pneus – competência essa rara para um novato, aliás.

Se continuar na F2 em 2021, Drugovich poderá contar a experiência acumulada nesta temporada, somada ao bom desempenho em classificações e à habilidade de poupar os pneus para ser considerado um dos favoritos ao título. Embora a concorrência no ano que vem deva ser pesada.

Pedro Piquet

Em seu primeiro ano na F2, Piquet sofreu com o equipamento da Charouz, que não está entre as grandes escuderias do campeonato.

Prova disso é que seu companheiro de equipe, o suíço Louis Délétraz, que fez seu quarto ano completo na categoria, não foi além da oitava posição na tabela, tendo obtido cinco pódios, mas terminado cinco das últimas seis baterias fora da zona dos pontos.

Já Piquet pontuou apenas duas vezes, em Barcelona e em Sakhir, mas poderia ter sido mais. Terminou em 11º em Silverstone e no Bahrein e foi 12º em quatro oportunidades, ficando sempre no quase, levando em conta que só os dez primeiros marcam ponto.

No fim da temporada, mostrou melhor adaptação ao carro, pontuando em Sakhir e quase subindo ao pódio na corrida com o grid invertido no Bahrein, quando sofreu uma quebra mecânica nas voltas finais.

Para o ano que vem, o ideal era Piquet assinar com uma equipe maior que a Charouz e usar a experiência na F2 em 20202 para marcar pontos com frequência, mas o brasileiro já anunciou que não vai participar da categoria em 2021.

Guilherme Samaia

Se Samaia tivesse escolhido andar na F3 em 2020 após quase três anos na Euroformula Open, período em que obteve dois pódios, dava para dizer que a mudança estava sendo feita cedo demais.

Mas ele optou por ir além e assinou com a Campos para a disputa da F2 2020.

Resultado: foi o único piloto dos que disputaram a temporada completa da F2 a não ter pontuado em 2020.

Você pode clicar aqui e conferir os resultados completos da última etapa da F2 2020, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial no fim de semana.

foto do topo: dutch photo agency/kgcom/divulgação

Guilherme Samaia, Campos, F2, Fórmula 2, 2020
Guilherme Samaia foi o únicos dos pilotos que disputaram a temporada completa da F2 a não pontuar em 2020 – foto: dutch photo agency/p1 media/divulgação

2 comentários sobre “Como foi o desempenho dos brasileiros na F2 2020

  1. A grande decepção foi o Pedro Piquet que tomou de 134×3 pro companheiro de equipe , Deletráz , então essa desculpa do administrador do site de que o carro dele era ruim não procede. Achei também desnecessário o comentário do Pedro querendo justificar sua saída da F2, quem toma uma surra tão grande do companheiro de equipe tem mais é que ficar quieto.

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  2. Drugovich é bom, ano que vem será um dos favoritos ao campeonato correndo pela Uni Virtuosi. Piquet é fraquinho, 5 anos correndo na Europa e raramente mostrou um brilhareco. Faz bem em mudar o rumo da carreira. Já a continuidade de Samaia depende exclusivamente do quanto recheada é a carteira dele

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