Agora é oficial. Mick Schumacher vai estrear na temporada 2021 da F1 pela Haas, nove anos após seu pai, o heptacampeão Michael Schumacher, ter se aposentado da principal categoria do automobilismo mundial.

A chegada de Mick à F1 é cercada de expectativas, mas também de críticas. Afinal, o jovem piloto alemão teve uma carreira marcada por altos e baixos até agora. É verdade que ele é o favorito para conquistar o título da F2, neste fim de semana, no anel externo de Sakhir, mas ele demorou para engrenar no campeonato. Sua primeira vitória no ano veio só em Monza, em etapa disputada no começo de setembro. No ano passado, o rendimento foi pior, com Schumacher sendo apenas o 12º na tabela.

Sua passagem pela F3 Euro foi parecida. O título de 2018 foi obtido em meio a uma polêmica sobre ele ter acesso a um motor da Mercedes com maior potência (o que não era ilegal), após uma primeira temporada na categoria, em 2017, que rendeu a mesma 12ª posição na classificação final.

Por esse desempenho inconstante e pela súbita melhora em seu segundo ano em cada campeonato, Schumacher ficou conhecido por onde passou como um piloto de muito potencial, mas que demora a se adaptar ao equipamento.

E esse será seu maior desafio na F1. Com a pressão de mostrar o mesmo talento que seu pai teve na principal categoria do automobilismo mundial, Schumacher terá que lidar com seu próprio problema de demorar para pegar a mão do carro.

Se os resultados demorarem para chegar, as comparações com o pai logo vão surgir, e não vai adiantar argumentar que é um processo normal de adaptação.

Também não ajuda que em 2021 o germânico terá Nikita Mazepin, outro novato, como companheiro de equipe. Por mais que os dois já tenham participado de testes privados por Ferrari e Mercedes, respectivamente, ainda precisarão descobrir como a F1 funciona. Tarefa que pode, sim, levar tempo.

Mick Schumacher pode melhorar em 2022 na F1?

Então, isso quer dizer que em 2022 o alemão deverá estar mais adaptado à F1 e poderá brigar por resultados melhores, certo?

Depende. Por causa da pandemia da covid-19, as equipes da F1 concordaram em atrasar a estreia do novo regulamento técnico da categoria para 2022, o que pode complicar ainda mais a adaptação de Schumacher, uma vez que ele precisará começar tudo de novo no processo de aprender o equipamento.

Do lado positivo, Schumacher agora estará cercado pela primeira vez na carreira de uma estrutura de F1, com simuladores fiéis ao que acontece na pista, dezenas de engenheiros e mecânicos experientes, que podem facilitar o processo de ele se sentir confortável no carro. Assim, a demora para pegar o jeito da F2 e da F3 pode não acontecer na principal categoria do automobilismo mundial.

Resta ver como ele vai conseguir se sair na temporada 2021 da F1.

Você pode clicar aqui para ver como o grid para a temporada 2021 da F1 está sendo formado.

foto do topo: haas

Mick Schumacher é o favorito para terminar com o título da F2 em 2020 – foto: prema/divulgação