DTM, 2021, Mercedes, GruppeM

A Mercedes está de volta ao DTM em 2021

Após dois anos de intervalo, a Mercedes estará de volta ao grid do DTM em 2021. Na terça-feira, dia 24, a equipe GruppeM anunciou que vai participar da próxima temporada da categoria alemã, quando o regulamento mudará para o GT3, inscrevendo um carro da marca germânica.

Até agora, o piloto da GruppeM ainda não foi anunciado. Mas essa é uma das principais equipes da Mercedes nos certames que usam os modelos GT3. É a mesma escuderia que Felipe Fraga e o italiano Raffaele Marciello defendem no IGTC, o campeonato mundial da modalidade.

Pelas novas regras, a partir de 2021 os carros do DTM não serão mais bancados pelas montadoras – cada equipe precisará conseguir o orçamento necessário de patrocinadores e/ou pilotos pagantes para inscrevê-los.

Situação diferente da que existia até 2018, quando eram as marcas (Audi, BMW e Mercedes) que pagavam praticamente todo o orçamento para que suas esquadras competissem. Aliás, uma das justificativas para a saída da Mercedes foi justamente economizar e, ao mesmo, investir na Formula E, onde tinha acabado de entrar.

E foi pela mudança na regra que a Mercedes acabou voltando ao DTM após dois anos. Ela não está diretamente envolvida na empreitada da GruppeM. Mas a GruppeM é um de seus times clientes e que tem interesse no certame alemão. Isso significa que ele vai receber apoio da fabricante principalmente na engenharia e no acerto de carro, mas não para pagar as contas.

A história da Mercedes no DTM

A volta da Mercedes não deixa de ser simbólica. Afinal, o DTM só foi recriado nos anos 2000 por causa dela. A montadora precisava de uma categoria para exibir seus modelos para o mercado alemão e pleiteou a criação do campeonato. Depois, Audi e Opel acabaram se juntando ao torneio.

Por isso, quando a Mercedes anunciou em 2017 que estava deixando a categoria, foi uma bomba tão grande. Não era apenas uma montadora que estava saindo. Era o motivo de o DTM existir que estava abandonando o barco.

O campeonato alemão até tentou sobreviver nos anos seguintes. Primeiro atraiu a Aston Martin, mas com um projeto feito em cima da hora, cheio de atrasos e que não rendeu um equipamento competitivo. Depois, tentou se juntar ao Super GT, do Japão, buscando que alguma montadora nipônica tivesse interesse de ir para a Europa, o que acabou não acontecendo.

E, quando a Audi anunciou no começo do ano que estava deixando a categoria no fim desta temporada, só restou a mudança para carros GT3 como única alternativa para continuar a existir.

O DTM 2021 será bastante diferente do que conhecíamos até agora, principalmente pelo foco em equipes-clientes, não mais em times bancados por montadoras. Mas uma certeza que temos será a presença de uma velha conhecida, afinal agora a Mercedes está de volta.

foto do topo: daimler/divulgação

Felipe Fraga
Felipe Fraga defendeu a GruppeM em Bathrust neste ano – foto: igtc/sro/divulgação

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