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O que muda com o novo calendário da Nascar 2021?

A Nascar anunciou nesta quarta-feira, dia 30, o calendário para a temporada 2021 da categoria.

As datas eram aguardadas com expectativa. Em primeiro lugar, é a primeira temporada que vai acontecer na esteira da pandemia, então será um teste para ver se é possível voltar à normalidade no esporte a motor na sequência do coronavírus.

Em segundo, em 2016 a Nascar fechou um contrato de cinco anos com as pistas, no qual praticamente bloqueava qualquer mudança no calendário nesse período. Só que ao mesmo tempo nesse intervalo a qualidade das corridas diminuiu, com menos acidentes e ultrapassagens, afetando a audiência. Agora o contrato acabou, e a organização do campeonato pôde fazer grandes mudanças na agenda de provas.

Entre as novidades, o Clash, corrida que abre a temporada, mas não vale pontos para o campeonato, será disputado no misto de Daytona; Atlanta e Darlington receberão duas rodadas; uma das provas em Bristol será disputada no chão de terra; uma das corridas em Dover passou para o oval de Nashville e outros três circuitos mistos entraram: no de Indianápolis, o Circuitos das Américas (em Austin) e Road America.

De todas, a maior mudança foi o aumento dos circuitos mistos. Eram três (Sonoma, Watkins Glen e o Roval de Charlotte) previstos para este ano e agora serão seis em 2021 – isso sem contar o Clash.

Mais do que isso, das quatro etapas que serão realizadas após a Olimpíada e que antecedem o início dos playoffs, duas serão em mistos: em Glen e em Indianápolis (e outra é em Daytona, onde o oval costuma ter resultados imprevisíveis).

Ou seja, ser um bom piloto em circuitos mistos pode ser a diferença entre conseguir se classificar para o mata-mata ou de ficar de fora da disputa pela taça mais cedo.

Quem se deu bem com o novo calendário da Nascar

E isso pode fazer a diferença na hora de as equipes contratarem seus pilotos para 2021. É que dois dos favoritos ao título da Xfinity, Chase Briscoe e Austin Cindric, são especialistas nesse tipo de circuito.

Briscoe tem contrato com a Stewart/Haas, onde Clint Bowyer e Cole Custer não estão confirmados para o ano que vem, embora Kyle Larson também seja especulado no time. Lembrando que Custer é filho de um dos executivos da empresa de Gene Haas, então é mais difícil que ele perca a vaga, principalmente depois de ter andado bem em 2020, quando venceu uma corrida e se classificou para os playoffs.

Já Cindric, que é filho do presidente da Penske, disputa a vaga na Wood Brothers – um time satélite da escuderia – com Matt DiBenedetto, atual titular. O desempenho de DiBenedetto em 2020 não foi tão bom, uma vez que, apesar de ter chegado ao mata-mata, ele não ganhou nenhuma prova no ano nem andou bem onde é considerado especialista, como em Bristol.

E como a Nascar ainda não definiu se os treinos livres serão disputados no ano que vem – neste ano eles foram cancelados como corte de custos em decorrência da pandemia – ter um piloto experiente em circuitos mistos pode se tornar uma vantagem ainda maior.

Aqui tem o calendário completo da temporada 2021 da Nascar. E você pode clicar aqui para ver como o grid da Nascar 2021 está sendo formado.

foto do topo: jim fluharty/hhp/chevy racing/divulgação

Chase Briscoe pode ser um do que vão se aproveitar do novo calendário da Nascar em 2021 – foto: zach catanzareti photo/CC BY 2.0

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