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Por que Fernando Alonso na Indy 500 de 2020 foi um fiasco

Fernando Alonso decepcionou mais uma vez. Naquela que pode ter sido sua última chance real de vencer as 500 Milhas de Indianápolis, o espanhol passou longe de conquistar a Tríplice Coroa do automobilismo: terminou a prova de 2020 na 21ª colocação e jamais figurou entre os ponteiros.

Mas o que deu errado dessa vez para que Alonso tivesse um desempenho tão apagado em Indianápolis? Não foi apenas um fator. Uma série de problemas – novos e antigos – acabaram com suas chances na Indy 500.

Veja abaixo tudo o que deu errado para o bicampeão da F1 nas 500 Milhas de Indianápolis de 2020:

1) Sem perdão da Honda

Ainda antes da pandemia, havia a especulação de um acordo entre Alonso e Andretti para a disputa da Indy 500. Mas o acerto – mais uma vez – acabou vetado pela Honda.

Até hoje a montadora não digeriu muito bem a relação que tinha com o espanhol na época em que fornecia motores para a McLaren na F1. São dois os principais pontos polêmicos: Alonso criticava abertamente a fabricante pela falta de potência do propulsor – como a fase frase “é motor de GP2” – e ele se tornou garoto-propaganda da maior rival da marca, a Toyota, ao ganhar as 24 Horas de Le Mans duas vezes e participar do Dakar.

Sem o aval da Honda, o negócio com a Andretti não foi fechado, e o espanhol precisou buscar alguma equipe com motor Chevrolet – no caso, a McLaren.

Como se viu, a Honda dominou o fim de semana em Indianápolis, tendo equipado oito dos nove pilotos que disputaram a pole e os quatro primeiros colocados da corrida.

Assim, sem um equipamento com motor Honda, as chances de Alonso vencer as 500 Milhas de Indianápolis tinham acabado antes mesmo do início da prova.

2) O acidente

O novo contratado da Renault na F1 foi praticamente o único piloto que se acidentou durante a semana de treinos livres. Foi durante o sexto treino, quando rodou na curva 4 e acertou o muro.

Apesar de não ter sido forte, a batida custou tempo de pista. Assim, enquanto seus adversários acertavam o carro para a classificação, o espanhol ainda precisava recuperar o acerto básico do equipamento, além de verificar que tudo estava funcionando corretamente.

3) A classificação

Somando a falta de potência dos motores da Chevrolet com o ajuste do carro tendo sido comprometido pelo acidente, Alonso já sabia que não teria um bom resultado na definição do grid de largada. No fim, ficou com a 26ª colocação.

O problema? Jamais um piloto que largou em 26º ganhou as 500 Milhas. E desde 1987 ninguém que partiu para além da 20ª posição terminou a prova em primeiro.

4) O problema mecânico

Como se já não bastasse a difícil tarefa de sair da 26ª posição, Alonso ainda enfrentou um falha na embreagem durante a prova. Segundo o próprio espanhol, pelo defeito, todas as vezes que ele ia aos boxes, precisava religar o carro no tranco – com os mecânicos empurrando – para pegar.

Não só esse problema poderia impedi-lo de brigar pela vitória, como também acabou lhe custando uma volta. Em uma das paradas, o carro não pegou e, até consertar, perdeu a volta do líder, dando adeus às chances de vitória.

5) A corrida não foi boa

A gente falou aqui de problema no motor, acidente, classificação ruim e falha mecânica. Ainda assim, não dá para dizer que, se não fosse tudo isso, Alonso teve uma boa participação em Indianápolis.

Enquanto o espanhol lutava para sair do 26º posto, ele tomou um banho do companheiro de equipe Pato O’Ward. O mexicano classificou-se em 15º – como um dos melhores representantes da Chevrolet no grid – e terminou em sexto, o segundo mais bem classificado da marca americana.

E até Oliver Askew brilhou mais que o espanhol. O americano apostou em uma estratégia diferente de paradas, chegou até mesmo a liderar a prova, mas abandonou ao sofrer um forte acidente com Conor Daly em uma relargada.

Como Fernando Alonso assinou com a Renault para correr nas duas próximas temporadas da F1, sua próxima chance nas 500 Milhas de Indianápolis será somente em 2023, quando já terá 41 anos idade. E, assim, sua chance de apagar seus fiascos recentes na principal prova dos EUA conquistar a Tríplice Coroa vai ficando cada vez mais distante.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos das 500 Milhas de Indianápolis, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial no fim de semana.

foto do topo: zach catanzareti photo/CC BY 2.0

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Pato O’Ward levou a McLaren ao sexto lugar na Indy 500 de 2020, já Fernando Alonso… – foto: phillip abbott/lat/chevy racing/divulgação

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