Motopark, Euroformula Open, 2020, F3, Niklas Kruttern

Não foi um bom começo da Euroformula Open 2020

Após uma série de cancelamentos e remarcações de etapas, a temporada 2020 da Euroformula Open começou neste fim de semana, em Hungaroring, com apenas 12 carros.

É uma queda em relação ao ano passado, quando a categoria teve em média 15 ou 16 participantes por etapa.

E, como aconteceu em quase todo o mundo, um dos motivos para a falta de pilotos é a crise provocada pela pandemia do coronavírus, que afetou patrocinadores.

Além disso, o choque de datas com a F3, neste fim de semana, fez com que alguns pilotos, como o americano Cameron Das e o austríaco Lukas Dunner, priorizassem a F3, contribuindo para o grid enxuto.

Tão preocupante quanto o número baixo de participantes em Hungaroring é constatar que quase metade – cinco – dos pilotos compete pela mesma equipe, a Motopark.

O interesse pela esquadra alemã não é por acaso. No ano passado, seus pilotos venceram 16 das 18 corridas realizadas, e agora boa parte do grid quer ter esse equipamento vitorioso em mãos.

O truque da Motopark na Euroformula Open

Para dar conta do interesse, a Motopark fez uso de um velho truque das categorias de acesso da F1: se dividiu em duas, o time principal e a CryptoTower Racing, cujo nome é o mesmo do principal patrocinador da escuderia.

Essa é uma tática antiga. Há alguns anos, a extinta F3 Euro tinha uma regra que limitava cada time a ter no máximo três carros. Para burlá-la e poder ter seis pilotos, a Carlin se partiu em duas: inscreveu sua esquadra principal e outra, chamada de Jagonya Ayam by Carlin, que também era operada por ela.

Fazendo um parentese, Jagonya Ayam é o nome do grupo dono das franquias do KFC na Indonésia. O dono da empresa se chama Richard Gelael, que é o pai do piloto Sean Gelael, hoje na F2. O curioso é que o empresário não pagou só para seu filho fazer carreira no esporte a motor. Ele também costumava investir em outros pilotos. Foi assim, por exemplo, que Antonio Giovinazzi, hoje na Alfa Romeo, pôde competir.

Voltando à tática da Motopark, a vantagem da manobra de se dividir em duas é que, com mais carros, há um intercâmbio maior de dados e informações entre eles, o que pode fazer a diferença na hora de acertar o equipamento e de montar uma estratégia.

E o lado negativo é que, se uma equipe monopoliza os pilotos, outras não conseguem assinar com ninguém e acabam até mesmo deixando o campeonato. Em relação a 2019, as escuderias RP, Teo Martín e Fortec não estiveram presentes na primeira etapa deste ano.

Como a próxima etapa está marcada para os dias 22 e 23 de agosto, em Paul Ricard, e a F3 não andará nessas datas, a expectativa é que o grid da Euroformula Open esteja um pouco maior. Além disso, outros pilotos eram especulados na categoria neste ano, mas não fecharam contrato a tempo. Pode ser que apareçam em uma corrida ou outra até o fim do ano.

Você pode clicar aqui para ver como o grid da Euroformula Open 2020 foi formado. E clicar aqui para conferir os resultados completos da etapa de Hungaroring, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial no fim de semana.

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Favorito ao título da Euroformula Open 2020, Ye Yifiei corre pela Cryptotower, equipe B da Motopark – fotos do post: euroformula open/divulgação

 

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