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Na F1, o coronavírus veio na pior hora para Sergio Pérez

Sergio Pérez se tornou o primeiro piloto da F1 2020 a ter o diagnóstico confirmado para a covid-19, doença causada pelo coronavírus. E, como resultado, ele ficará de fora do GP da Inglaterra, que acontece neste fim de semana.

Para ele, a notícia não poderia ter vindo em uma hora pior. É que sua temporada tinha começado cheia de expectativas de bons resultados, mas até agora não decolou.

Em 2020, a Racing Point, equipe pela qual compete, tem sido a sensação do campeonato ao brigar com Red Bull e Ferrari graças ao seu novo carro, que é muito, muito parecido com o da Mercedes de 2019.

E o ano de Pérez até que começou bem. Ele tinha chances de subir ao pódio no GP da Áustria, na primeira corrida após a pausa em decorrência da pandemia, quando a Racing Point cometeu um erro de estratégia após o safety-car ser acionado: a equipe não chamou seu piloto para os boxes, e como resultado Pérez acabou sendo ultrapassado facilmente por adversários que tinham pneus novos.

A partir daí, a situação desandou de vez. Na segunda prova na Áustria, no chamado GP da Estíria, Pérez se envolveu em um acidente com Alex Albon, quando tentava superá-lo, danificou a asa dianteira do carro da Racing Point e perdeu uma posição até a bandeirada.

E, na Hungria, o mexicano foi facilmente batido pelo companheiro de equipe, Lance Stroll. Largou em quarto, uma colocação atrás do canadense, e completou a corrida em sétimo, enquanto o parceiro foi o quarto na bandeirada, garantindo o melhor resultado do time até agora no ano.

Fazendo um parêntese, Stroll é muito criticado porque para ele ter vaga na F1 seu pai precisou comprar uma equipe – a Racing Point -, mas no GP da Hungria pôde mostrar dois de seus principais pontos fortes. O primeiro é que é um bom piloto em asfalto molhado e/ou secando. Tanto que no ano passado já tinha lutado por vitória no GP da Alemanha em condições semelhantes.

E a outra é que tem reflexos muito rápidos em primeiras voltas, quando costuma ganhar  posições. Em Hungaroring, não foi diferente. Ultrapassou Bottas na largada e andou em segundo durante boa parte da prova, até ser superado tanto pelo finlandês da Mercedes quanto por Max Verstappen.

O futuro de Sergio Pérez na F1

Após três fins de semana em que resultados melhores escaparam, Pérez teria agora, em Silverstone, a chance de recuperar o bom momento e buscar o primeiro pódio da Racing Point na temporada. Mas aconteceu o oposto. A covid-19 o prejudicou e deve deixá-lo de fora de mais duas corridas.

Para piorar, seu futuro na F1 pode depender dos resultados obtidos neste ano. Sebastian Vettel, que vai deixar a Ferrari no fim da temporada, é especulado em 2021 na Racing Point (que passará a se chamar Aston Martin). Segundo a imprensa internacional, Lawrence Stroll, o do dono da escuderia, acredita que o alemão, tetracampeão do mundo, é o piloto ideal fazer o time crescer – mesmo com Vettel estando em má-fase, com erros e rodadas, há quase dois anos.

O lado bom para Pérez é que, mesmo que perca as duas corridas de Silverstone, ele ainda terá mais oito provas para se recuperar e lutar por bons resultados. E um eventual bom desempenho ainda neste ano pode ser fundamental para permanecer na F1, seja fazendo Lawrence Stroll mantê-lo na Racing Point/Aston Martin, seja para convencer outra a equipe a apostar nele.

Você pode clicar aqui para conferir os horários e resultados completos do GP da Inglaterra da F1, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial no fim de semana.

foto de Jimmie Johnson
Entre os principais pilotos de outras categorias, Jimmie Johnson, da Nascar, é outro que contraiu o coronavírus e já voltou a correr – foto: jim fluharty/hhp/chevy/divulgação

Um comentário sobre “Na F1, o coronavírus veio na pior hora para Sergio Pérez

  1. Lembrando que o Perez traz consigo um bom valor de patrocínio e de interesse para a corrida local, que é importante para a diluição de custos da F1 na sua viagem para as Americas. Então é algo que não pode ser menosprezado. Por outro lado, para o bilionário Papito Stroll, dinheiro não é realmente um grande problema, chegar entre os primeiros (como equipe e piloto) sim. Do contrário, de bilionário ele se arrisca a “apenas” sair milionário da aventura na F1

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