Igor Fraga vem tendo um começo complicado na temporada 2020 da F3. Não por culpa dele, mas pelo equipamento da equipe Charouz, pela qual compete. É que nas oito atividades de pista até agora (um treino livre, uma classificação e duas corridas em cada uma das etapas), ele enfrentou problemas mecânicos em metade delas.

A maior culpada é a parte eletrônica e bomba de combustível, que têm deixado Fraga na mão diversas vezes.

Para piorar os problemas do brasileiro, duas das falhas vieram na classificação, momento fundamental do fim de semana. Em um grid com 30 carros, como é o caso da F3, largar no fim do pelotão praticamente acaba com qualquer chance de bom resultado.

Ainda assim, Fraga tem conseguido se recuperar quando o equipamento coopera. Na primeira corrida do Red Bull Ring, ele saiu da 30ª posição na largada para receber a bandeira quadriculada em 16º.

Já no último fim de semana, enquanto a F1 realizava o GP da Estíria, o brasileiro pulou da 26ª colocação no início da segunda prova da rodada para o 14º posto na bandeirada. Foi uma boa recuperação, mas ainda assim ficou longe da zona de pontos.

Só que há motivos para Fraga ficar otimista para a continuação da temporada. Em primeiro lugar, o carro não falhou nas duas provas da segunda etapa no Red Bull Ring. E, por precaução, a equipe Charouz vai fazer uma nova checagem do equipamento em busca de eventuais problemas.

Pressão em Igor Fraga na F3

Além disso, quando não enfrenta quebras mecânicas, ele tem sido constantemente mais rápido que seus companheiros de escuderia – o alemão David Schumacher e o tcheco Roman Stanek – e tem mostrado condições de andar entre os dez primeiros.

Do lado negativo, há a pressão por resultados. Após ter conquistado o título da Toyota Racing Series no começo de 2020, Fraga assinou para fazer parte do Red Bull Junior Team, que, entre os programas de jovens pilotos da F1, é conhecido por não ter muita paciência com seus recrutas.

Em entrevistas, o brasileiro já disse que os resultados que obtiver serão apenas uma das formas como será avaliado por Helmut Marko e pela iniciativa da Red Bull. Mas vai ser difícil convencê-los a permanecer no Junior Team se continuar andando do meio para o fim do pelotão, mesmo que a culpa seja toda do equipamento.

Ainda assim, sempre vale o aviso: nunca é bom subestimar a capacidade do brasileiro. Afinal, na própria Nova Zelândia, ele não estava entre os favoritos da Toyota Racing Series e acabou com o título, então é sempre um erro tirá-lo da briga.

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Quando o equipamento não quebra, Igor Fraga tem feito boas corridas na F3 2020 e costuma andar na frente dos companheiros de equipe – fotos do post: dutch photo agency/best pr/divulgação