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O que esperar dos brasileiros na F2 e na F3 em 2020?

F2 e F3, duas das maiores categorias de acesso da F1, começaram no Red Bull Ring, na Áustria, a temporada 2020 após a pausa provocada pelo coronavírus. De olho no sonho de um dia chegar ao campeonato principal, são cinco os brasileiros presentes: Pedro Piquet, Felipe Drugovich e Guilherme Samaia correm na F2, enquanto Igor Fraga e Enzo Fittipaldi andam na F3.

Em comum, os cinco estão estreando em seus respectivos campeonatos neste ano. E nenhum está em um time de ponta. Todos correm por equipes médias, mas capazes de alcançar bons resultados quando tudo dá certo.

Nessas horas, talvez valha a pena seguir a receita para chamar a atenção em categorias de acesso: terminar a prova do sábado na parte debaixo da zona de pontos e aproveitar a regra do grid invertido, no domingo, para se destacar com pódios e vitórias. Mas é claro que o melhor dos mundos para todos eles continua sendo ir bem nas duas baterias da etapa.

Confira abaixo o que esperar de cada brasileiro neste em 2020:

F2 2020:

Felipe Drugovich: Em 2019, as tomadas de tempo foram seu principal problema na F3, quando correu pela Carlin. Das oito classificações realizadas, em seis ele se posicionou na segunda metade do grid, a partir de 16º, o que complicava bastante sua tarefa de somar pontos, uma vez que somente os dez primeiros eram premiados.

Para 2020, o brasileiro surpreendeu e anunciou que ia subir direto para a F2, em vez de buscar espaço em uma escuderia maior da F3. Ele assinou pela MP, uma equipe mediana, mas que aposta principalmente no companheiro de equipe, o veterano Nobuharu Matsushita, para ficar com o título.

Só que Drugovich é quem começou brilhando, se classificando na primeira fila para a prova da Áustria, marcando seus primeiros pontos e vencendo, no domingo, pela primeira vez. Se os problemas nas classificações ficarem para trás, ele pode surpreender em 2020 e chamar a atenção dos times de F1.

Pedro Piquet: o filho de Nelson Piquet chegou à F2 apontado como o brasileiro com maior chances de ir bem. Não é por acaso. No ano passado, terminou com a quinta colocação na F3, atrás apenas do trio da Prema e de Juri Vips, do Red Bull Junior Team.

Ele corre pela Charouz, equipe que em 2019 levou seus dois pilotos ao pódio na F2. E, assim como Drugovich, neste ano terá um veterano – Louis Délétraz – como companheiro.

A única dúvida fica sobre a capacidade de Piquet se adaptar ao equipamento. Nos últimos seis anos, ele andou de F3 ou de GP3 e agora terá um carro muito mais potente à disposição. E desde que ele chegou à Europa sempre teve um desempenho melhor no segundo ano em uma categoria, não indo tão bem no primeiro.

Guilherme Samaia: o campeão da F3 Brasil de 2017 é o grande ponto de interrogação do quinteto. Afinal, ele subiu para a F2 tendo participado de meia temporada da Euroformula Open no ano passado e obtido um pódio. Desempenho parecido com o de 2018: ficou o ano todo na Euroformula Open e fechou uma vez entre os três primeiros.

Resta ver se ele conseguirá se adaptar rápido à F2 ou se o tempo afastado das pistas vai pesar.

F3 2020:

Enzo Fittipaldi: assim como Pedro Piquet, o irmão mais novo de Pietro Fittipaldi costuma andar melhor no segundo ano em uma categoria. Foi assim na F4 Italiana, quando conquistou um único pódio como novato, mas retornou no ano seguinte para ser campeão como nove vitórias.

Andando na F3 2020 pela HWA, a expectativa é que ele possa acumular bastante experiência e brigar para somar pontos com frequência. E usar os resultados deste ano para garantir uma vaga melhor em 2021, quando poderá usar tudo o que aprendeu neste ano para brigar pelo título.

Igor Fraga: o brasileiro foi um dos últimos a garantir vaga na F3 2020 e terá um desafio daqueles, vai precisar liderar a Charouz, um time com três novatos – além dele, andam o tcheco Roman Stanek e o alemão David Schumacher.

Mas fica o aviso para não apostar contra Fraga. No começo do ano, antes da pandemia do coronavírus,ele foi o campeão da Toyota Racing Series, mesmo enfrentando adversários muito mais experientes, e garantiu vaga no Red Bull Junior Team.

Por não estar em uma das melhores equipes, fica a dúvida se o programa rubro-taurino terá paciência com ele, mas o próprio piloto já explicou que os resultados obtidos serão apenas uma parte da avaliação que será feita sobre ele.

Agora que você já conhece os cinco brasileiros, você pode clicar aqui para ver como o grid da F2 foi formado e aqui o da F3.

E também pode clicar aqui para conferir os resultados completos da rodada de abertura da F2 e da F3 na Áustria, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial no fim de semana.

foto do topo: dutch photo agency/kgcom/divulgação

igor-fraga-f3-2020
Igor Fraga busca impressionar na F3, em seu primeiro ano com apoio do Red Bull Junior Team – foto: dutch photo agency/best pr/divulgação

2 comentários sobre “O que esperar dos brasileiros na F2 e na F3 em 2020?

  1. O Drugovich sem comentários, se classificou muito bem na corrida 1, o que mesmo com um desempenho ruim possibilitou que ele chegasse em 8º e largasse na pole. Na segunda corrida o carro melhorou muito e ele mostrou que sabe andar na frente, tem muito piloto bom que não pode dizer o mesmo.

    O Pedro teve um desempenho bem apagado porém consistente, se melhorar um pouco o ritmo talvez consiga alguns top 10, também aposto nele mais para o ano que vem. É só ver como o próprio Alesi (que tinha desempenho parecido na GP3) evoluiu muito pra esse ano.

    O Enzo teve uma segunda corrida muito forte, saiu de 18º para chegar em 9º e marcar pontos, vários setores e voltas roxas, me impressionei. Lembrando que começou o fim de semana em 29º ainda ter marcado pontos, saiu em alta e tenho expectativa melhor pra ele nas próximas corridas.

    O Igor estava muito bem nos treinos, teve aquele problema no qualify, acho que ele tem ritmo para um top 10, escalou bem o grid na primeira corrida. Porém na segunda ficou por ali e não conseguiu evoluir muito. Acho que ele e o Enzo tem capacidade para andar dentro do top 10 e beliscar alguns bons resultados (o que já seria ótimo para ambos).

    O Samaia vamos nem comentar, infelizmente ele não tem resultados para estar na F2. Embora não seja um piloto terrível, não vai chegar a lugar nenhum ali.

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    1. Complementando o que falei do Enzo na corrida 2, ele ficou com a segunda volta mais rápida só 0.017 mais lenta que a do Piastri. Por várias voltas ele foi um dos mais rápidos na pista.

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