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Quem se deu bem com o novo calendário da F1 pós-pandemia

Quando a F1 retornar às pistas no começo do mês de julho, após a pausa provocada pela pandemia, ela encontrará um campeonato bastante diferente pela frente. Em primeiro lugar, não terá público. As entrevistas com a imprensa serão restritas e as cerimônias de pódios foram canceladas.

E até o calendário será muito diferente do habitual. Para evitar viagens desnecessárias, problemas com fronteiras fechadas e tentar recuperar o tempo perdido, algumas pistas vão receber o campeonato em dois fins de semana consecutivos. É o caso do Red Bull Ring, logo na retomada, e de Silverstone, no início de agosto.

Por outro lado, etapas como Austrália, Mônaco, Holanda, Canadá e França já foram canceladas e só retornam no ano que vem.

Com tantas mudanças nas corridas, será que algum piloto foi prejudicado? Lewis Hamilton, por exemplo, só ganhou uma vez na Áustria desde que a pista voltou ao calendário em 2014 e agora precisará competir duas vezes por lá neste ano. E o britânico também não costuma dar sorte em Spa-Francorchamps.

Já Max Verstappen nem sabe se vai andar no México e no Brasil, duas pistas onde vem tendo bom desempenho. Por enquanto o calendário da F1 tem só oito etapas divulgadas, e as provas no continente americano só serão confirmadas se a pandemia for controlada deste lado do mundo.

O campeão da F1 2020

Para ver ser algum piloto foi beneficiado pelo novo calendário, montei uma tabela levando em conta os resultados da temporada 2019 da F1 somente nas seis pistas que vão receber corridas neste ano (Red Bull Ring, Hungaroring, Silverstone, Barcelona, Spa-Francorchamps e Monza). Lembrando que Áustria e Inglaterra entram duas vezes, pois sediarão rodadas duplas.

A única adaptação foi pular os resultados de Nico Hulkenberg. Todas as vezes que o alemão terminou entre os dez primeiros, promovi o piloto seguinte na classificação em vez de substituir por Esteban Ocon, que é quem ficou com a vaga na Renault em 2020.

Para a surpresa de ninguém, Hamilton continuaria sendo o campeão no calendário reduzido. Ele teria 50% de aproveitamento nas vitórias, com triunfos em Hungaroring, Barcelona e nas duas visitas a Silverstone.

E olha que a vantagem dele poderia ter sido até maior. É que no GP da Áustria do ano passado ele finalizou apenas com quinta colocação, depois de ter danificado a asa dianteira da Mercedes. Como o resultado no Red Bull Ring foi contabilizado em dobro aqui, ele teve duas vezes mais prejuízo.

O que pode complicar a vida de Hamilton em 2020 é que a F1 negocia para completar o calendário em pistas da Europa que não são o ponto forte da Mercedes. Uma delas é Mugello, onde a Ferrari fez nesta semana o shakedown do equipamento. Outra é Hockenheimring. E o hexacampeão terminou o GP da Alemanha do ano passado somente em nono após se acidentar.

Charles Leclerc destaque da F1

E quem estaria esperando esses eventuais vacilos de Hamilton para se dar bem seria Charles Leclerc, o novo primeiro piloto da Ferrari. O monegasco é quem foi o maior beneficiado do novo calendário, saindo da quarta classificação em 2019 para com o vice – e somente 19 pontos atrás do britânico da Mercedes.

Vitórias em Monza e em Spa ajudaram Leclerc subir na classificação, da mesma maneira que os pódios que havia obtido no Red Bull Ring e em Silverstone.

Já Valtteri Bottas cairia para terceiro, penalizado pelo desastroso GP da Hungria, quando se envolveu em diversos toques. Ele teria terminado no pódio em todas as outras corridas, mas não ganhado nenhuma delas.

Outro que também perderia posição na classificação final seria Verstappen, indo pra quarto. O holandês começou até que bem, ganhando as duas corridas na Áustria e sendo o segundo na Hungria, de qubra assumindo a liderança da tabela. Mas depois vieram os problemas na Inglaterra (acidente com Leclerc), Bélgica (toque na largada) e na Itália (mais toques), prejudicando sua classificação final.

Mas aí fica o aviso para Hamilton. Caso Vestappen não tenha tantos problemas neste ano quando de fato os carros voltarem às pistas, o holandês da Red Bull poderá ser um forte adversário na luta pelo título, uma vez que costuma ter bom desempenho nos autódromos que vão receber a F1.

Sebastian Vettel, de saída da Ferrari, é que seria a grande decepção. Somente um único pódio conquistado – terceiro em Hungaroring – e abandonos em Silverstone e em Monza o deixariam muito longe da luta pelo título

Na verdade, ele teria marcado somente sete pontos a mais que Pierre Gasly – e o francês tomou parte das últimas etapas pela Toro Rosso.

Já na F1B,  Carlos Sainz, futuro substituto de Vettel na Ferrari, manteria a primeira colocação, mas com Daniel Ricciardo muito mais próximo. No meio do pelotão, destaque para Lando Norris, que sairia de 11º no ano passado para nono neste calendário mais curto. Já Sergio Pérez faria o caminho oposto, caindo de décimo para 12º.

E, para você, Hamilton será campeão mais uma vez ou Leclerc e Verstappen vão dar trabalho nesse novo calendário?

Abaixo, você pode conferir como ficaria a F1 2020, nessa classificação hipotética, levando como base os resultados do ano passado (clique na imagem para ampliar, se necessário).

foto do topo: daimler/divulgação

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foto de Charles Leclerc
Charles Leclerc é quem seria o grande beneficiado do novo calendário super-curto da F1 – foto: lukas raich/own work, CC BY-SA 4.0

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