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Por que a F3 Americas é a melhor F-Regional do mundo

Enquanto categorias como o DTM e o WTCR sofrem para sobreviver e Indy Lights e W Series cancelaram suas temporadas de 2020 em decorrência da crise causada pelo novo coronavírus, um campeonato deve sair fortalecido da pandemia: é a F-Regional Americas, novo nome da F3 dos EUA.

Depois de um começo ruim, em 2018, quando chegou a ter menos de cinco carros em suas primeiras etapas, o certame conseguiu sair do buraco, fez acordos importantes e vai começar o ano tendo conseguido atrair alguns nomes de peso.

Veja abaixo como a F-Regional Americas conseguiu da a volta por cima e se tornar o principal campeonato do mundo em sua modalidade:

1) A bolsa para o campeão da F4 USA

Como uma forma de atrair pilotos, a SCCA, que chancela tanto a F-Regional Americas quanto a F4 USA, anunciou em 2018 que o campeão da F4 passaria a ter, no ano seguinte, a temporada toda paga no campeonato maior.

Era uma forma de manter os competidores em seu território e evitar uma debandada rumo ao Road to Indy (onde já há esse tipo de premiação aos campeões), o que enfraqueceria ainda mais a F-Regional.

Para este ano, o ganhador do prêmio foi o australiano Joshua Car (com um nome muito apropriado para um piloto de corridas), que subiu para a F3 junto com a equipe Crosslink Kiwi. Ele é considerado um futuro sucessor de Will Power nos EUA e, em duas temporadas na F4 USA, ganhou oito corridas e subiu ao pódio em outras dez oportunidades.

2) E a bolsa para Indy Lights

Se desde 2018 já havia uma bolsa para o campeão da F4, faltava um prêmio para que o vencedor da F-Regional também avançasse na carreira. A solução veio neste ano, quando a Honda, cujos motores são usados nos certames da SCCA, anunciou que pagaria ao primeiro colocado de 2020 a ida para a Indy Lights em 2021.

O novo prêmio atraiu bons pilotos. O principal foi o sueco Linus Lundqvist, campeão da F3 Inglesa em 2018 e que no ano passado estava na Euroformula Open. Lembrando que Matheus Leist tinha sido o primeiro colocado na F3 em 2016 e depois passou duas temporadas na Indy, correndo pela Foyt.

Embora Lundqvist tenha sido o único europeu a fazer a transição para os EUA, a bolsa também chamou a atenção de quem fazia a carreira no país, como o americano Dario Cangialosi, que participava da F-Atlantic e é considerado uma das revelações dos últimos anos. Olho nele em 2020.

3) Da França para os EUA

Muito se fala sobre quem será o próximo piloto americano a correr na F1. E um dos que estavam se destacando na Europa no ano passado era Nicky Hays, de 18 anos de idade. Ele tinha sido o terceiro colocado na F4 Francesa, sendo o melhor novato na classificação e ficando à frente de Victor Bernier, campeão mundial de kart do ano anterior.

Mas Hays nem quis saber de ficar na Europa. No ano passado mesmo já tinha participado de algumas provas da F4 USA e obtido dois pódios. Agora se tornou mais um nome confirmado na F3 Americas para 2020. É outro que pode chegar longe.

4) Fim da Indy Lights

Não deixa de ser curioso. Se de um lado a bolsa para correr na Indy Lights serviu para atrair pilotos para a F-Regional Americas neste ano, do outro o próprio fim da Indy Lights também beneficiou a categoria menor.

Na última semana, Roger Penske, dono da Indy, havia definido que a Lights não seria disputada após a pausa provocada pelo coronavírus porque havia no máximo seis ou sete pilotos confirmados, um grid considerado por ele muito pequeno.

Como o cancelamento da Indy Lights 2020 veio de última hora, pilotos e equipes que já tinham assinado para participar do certame precisaram procurar outro lugar para competir. E uma das escuderias, a HMD, decidiu descer para a F-Regional Americas com seus dois pilotos: o americano David Malukas e veterano uruguaio Santi Urrutia, que chegou muito perto de subir para a Indy há alguns anos.

Eles prometem retornar à Indy Lights em 2021. E conquistar a bolsa da Honda pelo título na F-Regional só vai ajudar os planos deles.

Enquanto isso, na Europa.

Se a F-Regional Americas já tem 14 pilotos confirmados para 2020, a versão Europeia do certame tem somente 12 garantidos até agora, sendo que quatro correm para a Prema e deverão disputar o título entre eles. Muito pouco para um torneio que era para ser o queridinho da FIA e distribui 25 pontos na superlicença para o campeão (mais da metade do necessário para se chegar à F1).

Já a F-Regional Japonesa, por causa de uma série de atrasos no projeto, não tem nenhum piloto anunciado até agora.

Você pode clicar aqui para ver como o grid da F-Regional Americas 2020 está sendo formado. Lembando que a primeira etapa de 2020 está marcada para acontecer de 25 a 28 de junho, em Mid-Ohio.

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Linus Lundqvist se tornou a principal “contratação europeia” da F-Regional Americas para 2020 – foto: euroformula open/divulgação

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