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O curioso caso de Álex Márquez na MotoGP em 2020

A temporada 2020 da MotoGP ainda nem começou, mas já tem gente que perderá o emprego assim que ela terminar. Trata-se de Álex Márquez, atual campeão da Moto2 e que assinou contrato com a equipe de fábrica da Honda para este ano.

Na semana passada, a imprensa internacional cravou o acordo da montadora japonesa com Pol Espargaró, que está na KTM, para 2021, deixando o mais novo dos irmãos Márquez a pé.

E o mais curioso dessa história é que Álex (vou usar o primeiro nome no post para diferenciar ele do irmão) nem sequer disputou uma única corrida pela Honda. Seu desempenho foi avaliado apenas nos treinos de pré-temporada, em fevereiro, e agora ele já sabe que não continuará na esquadra.

Mas o que aconteceu para o espanhol ter sido descartado assim tão rápido?

O azar de Álex Márquez na MotoGP

Em primeiro lugar, ele deu um azar tremendo. Por causa da pandemia do novo coronavírus, ao menos oito etapas que já deveriam ter sido realizadas foram adiadas ou canceladas. Eram, portanto, oportunidades para Álex mostrar para a Honda que ele tinha condições de seguir como titular em 2021.

Em segundo lugar, Álex já sabia que só tinha sido contratado pela marca nipônica, no fim do ano passado, porque as opções no mercado eram bastante limitadas.

O antigo titular da esquadra, Jorge Lorenzo, anunciou de última hora – em novembro – que iria se aposentar, mesmo tendo contrato para 2020, o que limitou as opções da montadora. Como as equipes da MotoGP costumam definir suas duplas para o ano seguinte bastante cedo (ainda no começo do ano anterior), nomes como Joan Mir, Jonathan Rea (da Superbike) ou mesmo Espargaró, que já haviam sido especulados na marca em outros anos, estavam com contrato válidos com outros times.

Assim, não era uma surpresa que a Honda estaria disposta a ir ao mercado em busca de outro piloto assim que tivesse chance.

Por fim, a contratação de Álex também serviu para agradar Marc Márquez, que logo depois assinou um vínculo de quatro temporadas – duração muito incomum no esporte a motor – e está amarrado na Honda até o fim de 2024.

Agora só resta saber se o hexacampeão vai aceitar numa boa o irmão não ter sido mantido para 2021 ou se, no futuro, poderá usar este episódio para forçar o rompimento do vínculo e se mandar para outra montadora.

Enquanto isso, Álex não tem muitas opções para permanecer na MotoGP. Há uma vaga aberta na Ducati, caso Andrea Dovizioso decida mudar de equipe, e outra na KTM, justamente a que era de Espargaró e onde o italiano é especulado. Além disso, ele pode acabar na LCR, a equipe satélite da Honda, pois Cal Crutchlow e Takaagi Nakagami têm contrato só até o fim de 2020.

Com a pressa que as equipes da MotoGP têm para definir suas duplas, não deverá levar muito tempo para descobrir onde o irmão menor da família Márquez vai correr em 2021.

Falando nisso, na última semana a jornalista especializada em MotoGP Juliana Tesser me convidou para participar do podcast dela, o Flag to Flag, e falar se Marc Márquez já pode ser considerado o maior de todos os tempos da categoria ou se, antes, ele precisa mudar de equipe e provar que não depende só do equipamento da Honda.

É só dar o play aqui embaixo para escutar.

foto do topo: honda/divulgação

foto de Álex Marquez
Álex Marquez, irmão mais novo de Marc Márquez, foi um dos destaques da Moto2 no ano passado – foto: marcvds/divulgação

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