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A volta de Matt Kenseth à Nascar deu certo?

Quando Matt Kenseth foi anunciado como substituto de Kyle Larson (demitido após fazer um comentário racista online) para o restante da temporada 2020 da Nascar, ele disse que tinha aceitado retornar da aposentadoria porque a Ganassi era uma equipe já pronta para brigar por bons resultados.

E também que ele não teria que ajudar o time a se reconstruir do zero, como tinha acontecido em sua passagem pela Roush-Fenway dois anos antes.

Mas na época analistas americanos disseram que a realidade era um pouco diferente do que Kenseth estava dizendo. O carro número 42 dependia principalmente do desempenho de Larson (cujos resultados costumavam estar acima do que o equipamento oferecia), então substituí-lo não seria tão fácil.

Além disso, em seus últimos anos na Joe Gibbs, Kenseth se tornou um piloto de poucas ultrapassagens. Seus maiores ganhos de posição aconteciam a partir de estratégia e por largar bem nas corridas, não mais de escalar o pelotão, o oposto do que Larson vinha fazendo.

O retorno de Kenseth às pistas

Como no retorno às pistas a Nascar não está realizando treinos livres nem a classificação, os grid de largada estão sendo definidos por sorteio ou por inversão dos primeiros colocados da etapa anterior. Mas, mesmo nesses sorteios, há vantagens para os carros que estão na frente nos chamados owner points (que equivale ao Mundial de Construtores da F1).

Como Kenseth ainda usava os pontos obtidos por Larson nas corridas que antecederam a pausa para a pandemia, ele teve uma boa posição de largada no retorno em Darlington. Lá, ele foi capaz de andar nas primeiras posições por toda a prova e cruzar a linha de chegada em décimo.

Mas conforme ele foi largando mais atrás nas demais corridas e dependia dele mesmo para acertar o carro, os resultados foram piorando. Na segunda prova em Darlington, terminou em 30º. Foi 26º e 23º nas duas baterias em Charlotte e subiu para 16º em Bristol.

Após suas cinco primeiras corridas no retorno, o campeão de 2003 soma 82 pontos é o 32º na tabela. Larson, nas quatro provas que fez, tinha acumulado 121. E, para comparação, Brad Keselowski, só com a vitória em Bristol, levou 50 – mais da metade dos obtidos por Kenseth em cinco provas.

É verdade que ainda restam 17 etapas até o início dos playoffs, e Kenseth pode conseguir um triunfo – seja por estratégia, por sorte ou em super-oval – e se garantir na fase final do campeonato. Mas, com o desempenho mostrado até agora, ele distante de lutar pelo título e sua análise de que a Ganassi era uma equipe pronta – e que bastava apenas mudar o piloto – não se confirmou.

E é bom Kenseth ficar de olho aberto. Ainda que ele tenha poucas chances de ser dispensado até o fim do ano (até porque ele já é o substituto), outros pilotos buscam ocupar o carro 42 nos próximos anos, incluindo Ross Chastain, que tem contrato com a Ganassi, estava na vaga de Ryan Newman enquanto o piloto se recuperava o grave acidente sofrido em Daytona e está lutando pelo título da Xfinity neste ano.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da Nascar em Bristol, assim como os das principais provas virtuais no fim de semana.

foto do topo: foto: chevy/getty images/divulgação

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Ross Chastain foi um dos destaques da Nascar Truck Series em 2019 e está de olho na vaga na Ganassi – foto: zach catanzareti/flickr/CC BY 2.0

 

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