foto de Daniel Ricciardo

Daniel Ricciardo na McLaren. A Renault tem salvação na F1?

Com a ida de Daniel Ricciardo para a McLaren na temporada 2021 da F1, a Renault fará pelo sexto ano seguido alguma mudança em sua dupla de pilotos.

Desde que a montadora retornou à principal categoria do automobilismo mundial, em 2016, ela jamais foi capaz de manter seus titulares por duas temporadas consecutivas.

E continuidade no trabalho é importante para qualquer equipe de F1 que almeja melhorar seu desempenho.

É só ver que a Mercedes, desde que voltou à categoria, em 2010, até agora só trocou de pilotos uma única vez. Foi em 2013, quando trouxe Lewis Hamilton para o lugar de Michael Schumacher. Depois, em 2017, Valtteri Bottas foi contratado. Só que era para a vaga aberta pela aposentadoria precoce de Nico Rosberg. Não que a escuderia encabeçada por Toto Wolff tivesse decidido mudar sua dupla.

Enquanto isso, a Renault segue o caminho oposto. E quando uma esquadra muda tanto assim seus titulares ela indica que a culpa pela falta de resultados é dos pilotos, não de quem comanda nem de quem constrói o carro.

Tanto que no comunicado em que anunciou que o australiano estava deixando a equipe, o atual chefe da escuderia, Cyril Abiteboul, nem sequer falou o nome de Ricciardo. O dirigente apenas pediu mais comprometimento de todos os integrantes do time. Ora, logo ele que vem demitindo ao menos um piloto ao fim de cada temporada.

Outros prejuízos para a Renault na F1

Se não há continuidade na dupla de pilotos, a Renault também enfrenta problemas para manter o que já tinha construído. Nesse cenário, a saída de Ricciardo, que havia sido trazido da Red Bull justamente para liderar a equipe no projeto de ser campeã mundial, se tornou mais uma perda para a montadora francesa na F1.

Nas últimas temporadas, a marca viu a Red Bull, com quem conquistou quatro títulos mundiais, insatisfeita com as quebras constantes no equipamento, romper o contrato que tinha e assinar com a Honda.

E também foi informada que a McLaren, sua última cliente, vai trocar os motores franceses pelos da Mercedes a partir do ano que vem, em busca de melhores resultados.

Perder clientes assim é ruim em todos os aspectos. Significa que a Renault têm menos carros à disposição para avaliar o desempenho do equipamento – e fazer eventuais atualizações – e é menos dinheiro entrando para o caixa da marca, o que pode significar demissões de engenheiros e especialistas a longo prazo.

Assim, para que a atual empreitada da Renault na F1 tenha salvação, é fundamental que o substituo de Ricciardo seja um piloto que possa desenvolver a equipe, ao lado de Esteban Ocon, pelos próximos anos, dando finalmente um pouco de continuidade no trabalho a ser feito.

E também é importante que a escuderia comece desde já a prospectar potenciais novos clientes, ainda mais com a possibilidade de a F1 ter novas equipes a partir de 2022, quando deverá haver a mudança no regulamento.

foto Esteban Ocon
Esteban Ocon se tornou o novo líder da Renault na F1. Ou será o próximo a ser demitido? – fotos do post: renault/divulgação

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