foto Austin Dillon

Você lembra a primeira polêmica da Nascar 2020?

Com a temporada 2020 da Nascar prevista para voltar neste fim de semana após quase dois meses de pausa por causa da pandemia do novo coronavírus, é tempo de lembrar uma das polêmicas que surgiram no começo do ano.

Ela diz respeito ao número mais icônico da categoria – o 3 – que ficou famoso por ser pilotado por Dale Earnhardt, heptacampeão da Nascar e que morreu em um acidente na última volta da edição de 2001 da Daytona 500.

Após a morte de Earnhardt, um dos pilotos mais populares do campeonato em sua época, o número 3 parou de ser usado.

Sua antiga equipe, a RCR, começou a exibir o 29 (equivalente a 2,9) no carro que era do americano e que passou a ser comandado por um Kevin Harvick em começo de carreira. Mesmo em divisões intermediárias, como a Xfinity e a Truck Series, o algarismo não estava mais presente.

Mas isso não significa que o 3 estava aposentado. A RCR detinha os direitos comerciais de explorá-lo da maneira como quisesse. Só preferia mantê-lo fora das pistas.

A volta do 3 na Nascar

A situação mudou em 2014, quando Austin Dillon, neto de Richard Childress (o dono da RCR), subiu para a principal divisão da Nascar. E, por lá, ele passou a competir com o número 3.

A justificativa era que, antes mesmo de Earnhardt surgir, Childress já pilotava um carro com o famoso numeral, então ele estava passando a tradição da família adiante ao deixar seu neto ficar com o 3.

Na época, Martha Earnhardt, mãe de Dale Eanhardt, foi entrevistada pela imprensa americana e reprovou a decisão. Disse que Childress tinha prometido que o 3 nunca mais voltaria às pistas após o acidente fatal do filho. Mas também afirmou entender a tradição familiar envolvida, então só pediu que o carro de Dillon não fosse pintado de preto – cor associada ao falecido heptacampeão.

Mas neste ano, com a chegada da Bass Pro Shops como patrocinadora, o carro número 3 voltou a ter um design muito parecido com o de Dale Earnhardt – em preto e cinza, com uma linha separando os dois tons.

Foi o suficiente para que fãs mais fiéis do Intimidador – como Earnhardt era chamado – reclamassem. Só que mesmo com a reprovação, a polêmica pintura esteve nas primeiras corridas deste ano.

Ela só não tem dado muita sorte ao piloto. Nas quatro provas realizadas antes da pausa forçada pelo coronavírus, Dillon terminou uma única vez entre os dez primeiros, ao ser o quarto colocado em Las Vegas. E, em Phoenix, na última etapa antes da suspensão da temporada, ele bateu e ficou com o 36º posto entre os 38 que largaram.

Resta ver se após a pausa da Nascar pela pandemia Dillon conseguirá se inspirar em Dale Earnhardt e melhorar seus resultados.

foto do topo: alan marler/hhp/chevy racing/divulgação

foto Dale Earnhardt
Dale Earnhardt fez sucesso com um carro número 3 preto e detalhes em vermelho em cinza na Nascar – foto: james phelps/fllickr/CC BY 2.0

 

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