foto de Audi GT3

5 motivos para o DTM ter carros GT3 em 2021

A crise no DTM parece não ter fim. Desde que a Mercedes anunciou, ainda em 2017, que deixaria a categoria no fim do ano seguinte, o campeonato ainda não conseguiu se reerguer.

Se no ano passado o certame alemão conseguiu atrair a Aston Martin e aumentar o grid, para 2020 a montadora britânica, frustrada com a falta de resultados de um projeto feito às pressas, se mandou, e somente 16 pilotos estão confirmados.

A situação ainda pode piorar neste ano, porque o conselho da Audi deve discutir a permanência no DTM. E as chances de saída são altas, visto que a marca está até hoje envolvida no dieselgate (o escândalo da manipulação dos testes de poluentes dos carros) e também deve ser afetada pela crise da covid-19 como todo o resto do mundo.

Por essa razão, volta e meia a ideia de o DTM adotar os carros GT3, os mesmos usados no IGTC, na antiga Blancpain Series e na divisão GTD da Imsa, é especulada.

Por muito tempo, Gerhard Berger, chefão do DTM, se mostrou contrário a essa ideia. Mas o ex-piloto parece estar mudando de opinião, já que as chances de o campeonato alemão sobreviver só diminuem.

Veja abaixo cinco motivos para o DTM adotar carros GT3 o quanto antes:

1- Corridas sprint

Todos os principais campeonatos de GT3 do mundo são disputados em parcerias, com duplas, trios ou até mais competidores se revesando no carro. O DTM, assim, poderia encontrar seu nicho ao ser o único com corridas sprint entre suas estrelas, com cada um em seu equipamento, sem troca de pilotos no meio da prova.

2 – Os carros já estão prontos

Se a organização do DTM decidisse, neste momento, enquanto você está lendo este post, adotar o regulamento GT3, já haveria centenas de carros disponíveis. Afinal, eles são usados em inúmeros outros campeonatos pelo mundo.

Inclusive, do próprio DTM, as equipes WRT e Phoenix, ambas da Audi, estão entre as mais fortes do GT3 mundial.

Além disso, na própria Alemanha é disputado o Adac GT Masters, campeonato que reuniu mais de 25 veículos GT3 em todas as suas etapas de 2019. Ou seja, muitos dos times que andam por lá poderiam usar o mesmo equipamento e também tomar parte do DTM, desde que não haja choques de data entre as duas categorias.

3 – O GT3 conta com inúmeras montadoras

Audi e BMW, as duas atuais fabricantes do DTM, têm equipamento GT3 já construído. O mesmo ocorre com a Mercedes, que iniciou a crise do DTM ao deixar a categoria para se dedicar à F1 e à Formula E.

E até mesmo a Aston Martin, que só andou no campeonato alemão no ano passado, também já está bem estabelecida no GT3.

Aliás, quem poderia acabar sendo a grande beneficiada por essa mudança de regulamento do DTM seria a Porsche, que hoje não está no certame alemão. Com a troca para o GT3, ela poderia entrar no campeonato e ter a chance de exibir seus modelos diante do público alemão, seu principal mercado na Europa.

Além delas, Bentley, Ferrari, Honda, Lamborghini, Lexus e McLaren também disputam a modalidade e poderiam, com equipes de fábrica ou clientes, ingressar no DTM.

4 – Ficou tarde para o Class One

Esta, na verdade, não é a primeira vez que uma mudança para o GT3 é sugerida ao DTM. Da outra vez, em 2018, quando a Mercedes estava prestes a deixar a categoria, a organização do campeonato alemão preferiu adotar outro pacote de regras, chamado de Class One, que se trata de uma convergência com os carros do Super GT, do Japão.

O objetivo, claro, era tentar atrair alguma das três montadoras do certame nipônico (Nissan, Honda e Toyota) para a Europa.

Mas até agora só saíram do papel duas corridas envolvendo pilotos e equipes de ambas as categorias, sendo uma na Alemanha e outra no Japão no fim do ano passado. Mesmo antes da pandemia do novo coronavírus já não havia mais nenhuma prova marcada unindo os dois campeonatos.

E nenhuma fabricante japonesa manifestou interesse de ir para a Europa. Fora do Japão, a Honda está focada na F1, enquanto a Toyota se divide entre WEC e WRC (além da Nascar). Já a Nissan, que está na Formula E, tem reduzido sua participação no esporte a motor por causa da queda recente nas vendas da marca e de um eventual fim de aliança coma Renault.

5 – Road to DTM

Antes de a pandemia ter paralisado o automobilismo no mundo tudo, o DTM iria ganhar uma categoria preliminar chamada DTM Trophy, que seria realizada com carros GT4 (menos potentes que os GT3) e com provas sprint – com um piloto por veículo.

Assim, se o campeonato alemão adotar os equipamentos GT3, a escada vai estar completa. E os participantes do DTM Trophy poderão usar o certame como preparação antes de dar o salto para o DTM no futuro.

foto do topo: adac/divulgação

foto de Mercedes no DTM
A saída da Mercedes do DTM, no fim de 2018, iniciou a crise na categoria – foto: daimler/divulgação

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s