foto de Lews Hamilton

O que a F1 2020 e o campeonato alemão de endurance têm em comum?

A F1 tem bons motivos para ficar de olho no campeonato alemão de endurance em 2020.

É que nesta semana a organização do Nürburgring Langstrecken Serie, o NLS (antigo VLN), uma das principais categorias de provas de longa duração do mundo, anunciou que planeja realizar normalmente a etapa que está marcada para 27 de junho, mas com os portões fechados.

A decisão aconteceu logo depois de as autoridades da Alemanha proibirem eventos culturais e esportivos até o fim de agosto por causa da pandemia do novo coronavírus.

Correr com os portões fechados é, portanto, uma tentativa de burlar a proibição. A justificativa é que, sem espectadores, há menos pessoas envolvidas no evento, e o risco de disseminar a doença é menor.

Neste ano, a Alemanha não faz parte do calendário da F1, então a principal categoria do automobilismo mundial não será afetada pela determinação do país. No entanto, Bélgica e Áustria também tomaram decisões semelhantes, proibindo eventos pelo menos até setembro.

Por enquanto, o GP da Áustria está marcado para o dia 5 de julho, enquanto o da Bélgica para 30 de agosto. Os dois, portanto, não poderão acontecer pelas determinações atuais.

Mas se o NLS conseguir realizar sua corrida no fim de junho, mesmo que sem público, aí abre espaço para a F1 pleitear também ter suas etapas durante esse período de proibição a portas fechadas. Será uma forma de tentar retomar a temporada o quanto antes.

Como está o calendário da F1 2020?

Até agora, especulações apontam um plano da F1 de começar 2020 justamente no Red Bull Ring e, em seguida, fazer três corridas consecutivas em Silverstone, com a próxima sendo em Barcelona, todas com portões fechados.

Como a F1 tem pilotos vindos de várias partes do mundo – isso sem falar em jornalistas, engenheiros, mecânicos e pessoal da organização – a ideia é diminuir o número de viagens ao máximo para evitar problemas com fronteiras fechadas e quarentenas obrigatórias que os países podem impor para quem vem de outros lugares do mundo.

Por isso esse plano de correr três vezes seguidas em Silverstone em quatro semanas, uma vez que sete das dez equipes são sediadas no próprio Reino Unido.

Há outra semelhança entre a F1 e a NLS: o paddock. É que o campeonato alemão costuma receber em média 150 carros por etapa, e cada um deles conta com ao menos três pilotos. São, arredondando, 450 competidores por corrida, vindos de diversos países, incluindo da Ásia e das Américas.

Ver como todas essas pessoas chegarão à Alemanha para a primeira rodada do NLS pode antecipar os problemas com fronteiras que a principal categoria do automobilismo mundial pode ter no começo de julho, para a abertura do campeonato no Red Bull Ring.

Quanto a GPs com público, não há previsão de quando eles vão voltar a acontecer.

foto do topo: daimler/divulgação

foto Porsche
As corridas do NLS, o campeonato alemão de turismo, costumam receber mais de 150 carros – foto: porsche/divulgação

 

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