imagem de Max Verstappen

5 lições que aprendemos com as corridas virtuais até agora

Com a pandemia do novo coronavírus, assistir a corridas, em 2020, por enquanto só pelas provas virtuais.

Nisso o automobilismo fica em uma posição curiosa. Enquanto é um esporte que deve ser bastante afetado pela crise econômica em decorrência da doença (por causa dos custos para correr), também é praticamente o único que pode usar games e simuladores para reproduzir o que aconteceria nas pistas reais.

E o esporte a motor não perdeu tempo. No próprio fim de semana em que o coronavírus começou a paralisar o mundo, as primeiras corridas virtuais aconteceram. E, de lá para cá, elas só têm aumentado. Praticamente todos os grandes campeonatos, como F1, Indy e Nascar, criaram seus torneios oficiais.

Não é absurdo dizer que, mesmo depois que as provas reais voltem a acontecer, as virtuais vieram para ficar – de alguma maneira. Confira abaixo cinco lições que podemos tirar dos games e dos simuladores nestas primeiras cinco semanas de competições.

1 – Corridas no meio da semana

Já faz algum tempo que o automobilismo tem tentado realizar corridas no meio de semana, embora financeiramente não compense para boa parte dos campeonatos (que dependem de bilheteria como fonte de receita).

Antes da pandemia, a Nascar era quem estava mais próxima de ter provas às quartas, até como uma tentativa de diminuir a temporada – que tem etapas em praticamente todos os fins de semana de fevereiro a meados de novembro.

Com as corridas virtuais, esse problema pode ser resolvido, e os campeonatos poderão reunir suas principais estrelas nos games/simuladores no meio da semana, sem o custo de levar toda a estrutura de uma pista para outra.

E quem pode sair ganhando são certames que costumam ter um intervalo grande entre as etapas, como a Imsa e a Formula E, ou com calendários enxutos, que nem a Indy, cujas provas costumam acontecer de março a setembro.

2 – Convidados especiais

As corridas virtuais até agora proporcionaram algumas cenas malucas, como Max Verstappen tendo participado de uma etapa da Supercars, da Austrália, em Barcelona (na imagem em destaque) ou Kyle Busch e Dale Earnhardt Jr. deixando a Nascar de lado para estrear na Indy.

Se as provas nos games e simuladores continuarem após a pandemia, será a chance de os pilotos experimentarem outros campeonatos, e de repente, essas aparições surpresas sejam estendidas também para as pistas reais.

3 – Sonhos impossíveis ficam possíveis

Outra vantagem do mundo virtual é que o céu é o limite na hora inventar onde correr. Colocar os carros da Indy no oval de Daytona? Moleza. Levar a Nascar para o antigo oval de Monza? Fácil. Formula E em Spa-Francorchamps? Por que não?

Situações como essas não devem acontecer nas pistas reais, mas os games e simuladores poderão ser usados para fazer a alegria nos fãs com essas ideias malucas.

E também pode ser a oportunidade para um campeonato tentar se apresentar a um novo público – como os certames da Ásia terem corridas virtuais em horários bons para o ocidente e vice-versa.

4 – Profissionais dos games perderam espaço

Essa era a grande oportunidade que os pilotos profissionais de games e simuladores tinham para se promover. Mas, justamente no momento em que o mundo virtual está em evidência, eles perderam espaço.

São dois os principais motivos. O primeiro é que foi um erro misturar quem é profissional no mundo virtual com os pilotos da vida real.

Na primeira corrida reunindo todos eles, até foi interessante ver quem terminaria na frente. Mas a partir daí o público mais geral perdeu o interesse em acompanhar nomes desconhecidos ficando sempre com as primeiras colocações.

E o outro é que os campeonatos reais, como Indy, F1 e Nascar, levaram pouquíssimo tempo para organizar seus torneios oficiais somente com as estrelas das pistas.

Para piorar, até grandes equipes virtuais, como Veloce e Team Redline, têm organizado campeonatos somente para competidores do mundo real.

5 – Cadê Igor Fraga?

Campeão da Toyota Racing Series, em fevereiro, e mais novo contratado do Red Bull Junior Team, o brasileiro Igor Fraga é conhecido por se destacar tanto no mundo real quanto no virtual.

Mas até agora ele não apareceu em nenhuma corrida nos games e simuladores nessa nova leva.

Será que ele está aproveitando a quarentena para tirar umas férias? Não é nada disso. É que ele é patrocinado pelo Gran Turismo, que não está entre as plataformas mais usadas. A F1, por exemplo, tem suas corridas em seu próprio game, enquanto Indy e Nascar correm no simulador iRacing. Todos, portanto, concorrentes do patrocinador do brasileiro.

imagem do topo: red bull/iracing

imagem de Dale Earnhardt Jr.
Um dos pilotos mais populares da Nascar, Dale Earnhardt Jr correu na etapa da Indy em Michigan e descolou um pódio – imagem: iracing

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