foto Andrea Rosso

Da medalha de ouro para o sucesso na F4 Italiana 2020?

Pode um medalhista de ouro ter dificuldade em seguir a carreira no esporte? Essa pergunta pode ser estranha, mas é o que está acontecendo com Andrea Rosso, piloto italiano que ficou com o primeiro lugar na corrida de F4 dos Motorsport Games, como foi chamada a Olimpíada do Automobilismo, realizada no fim do ano passado.

Campeão de diversos torneios no kartismo da Itália nas últimas temporadas, Rosso já foi considerado um dos piloto mais promissores de seu país. Mas ele decepcionou no ano passado, quando estreou na F4 pela equipe Antonelli.

Pela esquadra, o italiano somou pontos em apenas uma única corrida, justamente na abertura do campeonato, e nem sequer participou de todas as provas do ano.

Mas, no fim de 2019, ele deu a volta por cima ao ser campeão dos Motorsport Games, mesmo correndo contra pilotos mais experientes que ele na F4. Assim, a medalha de ouro serviu para levantar a dúvida se o problema era o piloto ou o equipamento oferecido pela Antonelli, que não está entre as principais equipes do certame.

Para este ano, a expectativa era que a medalha de ouro levasse Rosso a assinar com uma esquadra mais competitiva, que o pudesse fazer brigar pelas primeiras colocações com frequência.

Só que nesta semana ele anunciou que assinou contrato com a Cram, tradicional esquadra da Itália, mas que está longe de seus melhores dias.

No ano passado, o piloto mais bem classificado da esquadra na tabela da F4 foi o israelense Roee Meyuhas que terminou em 20º, com 15 pontos marcados. Ele fechou somente três das 18 corridas realizadas na F4 Italiana 2019 entre os dez primeiros. O italiano Francesco Simonazzi completou em 22º, com quatro pontos, enquanto o sueco Daniel Vebster e o venezuelano Emilio Cipriani não saíram do zero.

Dias melhores na F4 Italiana?

O último pódio da escuderia foi no já distante ano de 2016, quando o holandês Leonard Hoogenboon foi o terceiro em uma das baterias de Imola. Só que naquela época cada etapa da F4 Italiana tinha uma de suas corridas disputadas com a regra do grid invertido. E Hoogenboon se aproveitou desse regulamento para conquistar seu troféu.

Portanto, Rosso, apesar de estar mais experiente na F4 Italiana, terá uma tarefa das mais complicadas em 2020.

Ainda mais neste ano, com o grid da categoria reunindo nomes de peso, como Jak Crawford e Johnny Edgar (do Red Bull Junior Team), Dino Beganovic (da Academia da Ferrari), os veteranos Victor Bernier e Joshua Durksen, Cenyu Han (protegido de Nico Rosberg) e os promissores Gabriele Mini e Gabriel Bortoleto (ambos vindo do kart e andando pela poderosa equipe Prema).

Mas Rosso tem em quem se inspirar em busca de dias melhores. Afinal, foi pela Cram que Felipe Massa foi campeão da F-Renault Eurocup, em seu primeiro ano na Europa, chamando a atenção da Ferrari, que decidiu investir nele.

Só resta a dúvida sobre quando e se a F4 Italiana vai acontecer em 2020. A primeira etapa está marcada somente para o dia 15 de maio, em Monza, mas o país é um dos mais afetados pela pandemia do novo coronavírus, e não há prazo de quando a situação voltará ao normal por lá.

Você pode clicar aqui para ver como o grid da F4 Italiana 2020 está sendo formado.

foto de Andera Rosso
Andrea Rosso venceu a Olimpíada do automobilismo, apesar de um ano muito ruim na F4 Italiana em 2019 – fotos do post: dirk bogaerts photography/sro/divulgação

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