foto Liam Lawson

Quem são os pilotos do Red Bull Junior Team 2020

A Red Bull é quem tem o programa de jovens pilotos mais badalado da F1, justamente por ter duas equipes na principal categoria do automobilismo mundial e grandes chances de seus pupilos serem promovidos.

Mas nos últimos anos, o Red Bull Junior Team, como a iniciativa é chamada, tem sido desorganizada. Não tem conseguido levar ninguém à F1. E gente que já foi demitida dela antes, como Brendon Hartley e Alex Albon, é que tem ficado com as vagas na Toro Rosso.

Para este ano, as perspectivas não são muito melhores. É que os principais nomes do Red Bull Junior Team ainda estão longe de conquistar a superlicença, documento obrigatório para correr na F1.

Por outro lado, é divertido acompanhar a evolução dos jovens da Red Bull. Como todos os anos há inúmeras contratações e demissões, o anúncio do plantel é sempre cheio de novidades.

E abaixo veja quem serão os pilotos da Red Bull nas categorias de acesso em 2020:

Os pilotos do Red Bull Junior Team

Juri Vips (Super Formula/Mugen): Com a demissão de Dan Ticktum em meados de 2019, Juri Vips se tornou o principal nome do programa de pilotos da Red Bull. Neste ano, a exemplo do que aconteceu com o antigo colega britânico na temporada passada, vai disputar a Super Formula, do Japão, pela Mugen, uma das melhores equipes da Honda por lá.

Vips tem um único objetivo: conquistar os 20 pontos que faltam na superlicença. Significa terminar a temporada nas duas primeiras colocações, uma tarefa das mais complicadas, visto que o estoniano é praticamente um novato e vai enfrentar pilotos bastante experientes no Japão, como Kamui Kobayashi, que já esteve na F1, e Naoki Yamamoto, bicampeão no campeonato nipônico e que participou de um treino livre pela Toro Rosso em 2019.

A boa notícia para Vips é que ele foi um dos mais rápidos nos treinos de pós-temporada. Além disso, participar de treinos livres da F1 agora dá pontos na superlicença, o que pode facilitar a vida do estoniano em busca de uma promoção para a principal categoria do automobilismo mundial.

Yuki Tsunoda (F2/Carlin) – Principal aposta da Honda para a F1, Tsunoda vai precisar mostrar em 2020 por que foi promovido para a F2 após uma única temporada correndo na Europa.

No ano passado, seus resultados foram no máximo promissores. Conquistou uma vitória na nova F3, mas foi em uma corrida com o grid invertido, e outra na Euroformula Open, onde terminou em quarto na tabela, apesar de não ter participado de todas as etapas. Antes, foi campeão da F4 Japonesa em 2018.

A Red Bull já afirmou que o objetivo é que seu pupilo termine entre os quatro primeiros da F2 para garantir a superlicença e pular para a F1 em 2021. Uma meta muito complicada, levando em conta o forte grid da categoria de acesso neste ano, que contará com Ticktum, Mick Schumacher, Christian Lundgaard, Marcus Armstrong e Robert Schwartzman, entre outros.

Liam Lawson (F3/Hitech) – O neozelandês chegou como um trovão na Europa, em 2018, ao conquistar o vice-campeonato da F4 Alemã, quando ninguém o conhecia. Logo em seguida, venceu o título da Toyota Racing Series, no começo do ano passado, chamando a atenção da Red Bull, que o contratou para o Junior Team.

Mas seu 2019 não foi bom. Pontuou em menos da metade das corridas, sendo que seus melhores resultados foram em provas com o grid invertido – incluindo seus dois pódios. Tanto que ficou atrás de Tsunoda na tabela de pontos e viu seu colega de programa subir para a F2. Na Euroformula Open, onde também correu, ganhou quatro corridas e foi o vice-campeão, apesar de não ter participado de todas as etapas. A expectativa agora é ver se ele consegue evoluir e brigar por vitórias constantemente em seu segundo ano na F3.

Dennis Hauger (F3/Hitech) – Este piloto norueguês teve em 2019 o grande ano de sua carreira. Foi campeão da F4 Italiana, vice da F4 Alemã e se tornou um dos nomes mais promissores de sua geração, mesmo sendo conhecido por cometer erros nas corridas.

O desempenho no ano passado serviu acabar com a impressão não muito boa deixada em 2018, quando  fez sua estreia nos monopostos, e passou longe da luta pelo título da F4 Inglesa. Agora, fica a dúvida se Hauger poderá se tornar um forte candidato a vitórias e à taça em seu primeiro ano na F3.

Jack Doohan (F3/HWA) – Mais conhecido por ser filho de Mick Doohan, um dos pilotos mais vitoriosos da MotoGP, o australiano ainda não conseguiu emplacar no automobilismo. Em sua estreia nos monopostos, em 2018, terminou atrás de Hauger na F4 Inglesa. E, no ano passado, foi somente o 11º na Euroformula Open, muito longe de Lawson e Tsnuoda, que ficaram no top-5. Seus melhores resultados têm vindo na Ásia, onde foi vice da F3 local.

Em 2020, na F3, ele vai para o terceiro campeonato diferente em três anos de carreira. Difícil pensar que possa dar certo.

Jonny Edgar (F4/Van Amersfoort) – Revelação do kartismo, o britânico não teve um bom ano em 2019, na sua estreia nos monopostos. Foi o décimo colocado na F4 Italiana, tendo conquistado duas poles e dois pódios em 21 etapas.

Neste ano, ele ocupará a vaga que era de Hauger na boa equipe Van Amersfoort e terá a chance de fazer sua carreira deslanchar da mesma forma como o norueguês conseguiu em 2019. Mas, se não vingar, pode acabar demitido do Red Bull Junior Team no fim do ano.

Jak Crawford (F4/Van Amersfoort) – Este jovem piloto americano é o mais novo contratado da fabricante de energéticos. Apesar de ter apenas 14 anos de idade, tem mostrado bons resultados. Foi vice-campeão da F4 Mexicana na temporada passada e terminou em sétimo na USF2000 em seu primeiro ano, apesar de ter ficado de fora da rodada de abertura.

Agora, resta ver como será a transição do americano para o automobilismo europeu e se ele conseguirá se colocar como um dos principais pilotos da F4 Italiana, onde vai correr.

Igor Fraga (F3/Charouz) – O brasileiro assinou com o Red Bull Junior Team depois de ser campeão da Toyota Racing Series e ficou com uma das últimas vagas no programa. Escrevi um texto separado sobre ele, e você pode clicar aqui para ver a análise completa.

Jehan Daruvala (F2/Carlin)Revelado pela Force India, o piloto indiano foi integrado de última hora pela iniciativa rubro-taurina e vai disputar com a Carlin, a F2, categoria que não costuma receber os integrantes do Junior Team. Será que é um caminho melhor que a Super Fórmula?

As saídas do Red Bull Junior Team

Em relação a 2019, quatro pilotos deixaram o programa rubro-taurino: Ticktum foi demitido ainda no primeiro semestre do ano passado por causa dos fracos resultados na Super Formula. Lucas Auer foi contratado pela BMW para retornar ao DTM. Patricio O’Ward foi liberado do contrato que tinha para se juntar à McLaren na Indy, depois que descobriram que ele não tinha os pontos necessários para obter a superlicença, e o kartista Harry Thompson assinou com o time júnior da Sauber.

Agora que você conhece os integrantes do Red Bull Junior Team, pode clicar aqui para ver quem faz parte da Academia da Ferrari em 2020 ou então clicar aqui para ver quem são os jovens da Mercedes rumo à F1.

foto do topo: euroformula open/divulgação

foto Dennis Hauger
Dennis Hauger fez sua carreira no Red Bull Junior Team deslanchar em 2019 com o título da F4 Italiana e o vice da F4 Alemã – foto: aci/csai/divulgação

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