Formula E

Como o coronavírus está afetando o automobilismo

A epidemia do novo coronavírus, que já matou ao menos 425 pessoas, também tem afetado o automobilismo.

Um dos exemplos de como o esporte a motor precisou lidar com o surto do vírus é o adiamento da etapa de Sanya, da Fórmula E, que estava marcada para o dia 21 de março e agora não tem mais data para acontecer – pode até mesmo ser cancelada.

Bem antes do coronavírus, essa era uma das corridas problemáticas do calendário da categoria, uma vez que aconteceria justamente no mesmo fim de semana das provas da Imsa e do WEC – o Mundial de Endurance – em Sebring.

Ou seja, Sébastien Buemi, Brendon Hartley, António Félix da Costa e James Calado, que correm tanto no certame de carros elétricos quanto nas provas de longa duração, seriam obrigados a escolher apenas um deles para participar. Com o adiamento da prova de Sanya, todos eles estarão em Sebring.

Além disso, o piloto chinês Ma Qinghua, da NIO 333, está em uma mini-quarentena antes da etapa do México, que acontece em duas semanas.

Mas a Formula E não é a única categoria afetada pelo coronavírus.

A F1 também está monitorando a epidemia, uma vez que o GP da China está marcado para 19 de abril, e a cidade de Xangai, que recebe a corrida, já teve quase 200 casos do coronavírus registrados.

Fora que a área de logística das equipes e da própria categoria precisa de alguma antecedência para se preparar para a prova, como providenciar transporte dos equipamentos, reservar hotéis, comprar passagens etc., então logo chegará o momento de a F1 decidir se o GP da China vai para a frente.

Há, inclusive, especulações sobre uma troca de datas com o GP da Rússia, marcado para setembro. Mas questões como o que fazer com os ingressos que já foram vendidos para as datas originais e choque de calendário com outros campeonatos podem impedir que essa solução aconteça.

Wuhan e o coronavírus

Outro campeonato mundial que foi impactado pelo coronavírus é o WEC, mas é por um caso específico. É que David Cheng, dono da equipe DC, que compete na divisão LMP2, mora justamente em Wuhan, cidade que é o epicentro da epidemia. No momento, o dirigente está em Londres e não pode voltar para a China, uma vez que a cidade foi isolada.

E Wuhan receberia no primeiro semestre deste ano a segunda etapa dos campeonatos nacionais da China, com corridas de GT, TCR, F4 e de carros de turismo em uma pista de rua. A tendência é que essas corridas não aconteçam. Aliás, a própria realização desses campeonatos em 2020 não está garantida.

O circuito de Wuhan, inclusive, fez parte da primeira temporada do WTCR, em 2018, mas no ano passado a pista deixou o calendário e foi substituída por Sepang.

Agora, enquanto as principais categorias do automobilismo mundial seguem monitorando o coronavírus, vai depender de as autoridades internacionais de saúde determinarem o quão grave é a epidemia e qual a força exata da doença antes de pensar na retomada das corridas por lá.

Foto de Wuhan
Wuhan recebeu uma etapa do WTCR em 2018, com domínio total da Audi – fotos do post: audi/divulgação

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