foto das 24 Horas de Daytona

Quem são os brasileiros nas 24 Horas de Daytona 2020?

Com sete representantes, a delegação brasileira na edição de 2020 das 24 Horas de Daytona, prova que abre a nova temporada da Imsa, encolheu em relação ao ano passado.

Um dos motivos é que dessa vez não há uma equipe brasileira competindo. Em 2019, Chico Longo levou a Via Itália, sua escuderia aqui do país, para correr em Daytona ao lado de Marcos Gomes e Victor Franzoni.

O outro desfalque é do de Bia Figueiredo. A pilota até foi anunciada para a prova deste fim de semana, mas desistiu de participar. Mas é por um bom motivo. Ela está grávida e vai se afastar do esporte a motor por enquanto.

Confira abaixo quem são os pilotos brasileiros na edição de 2020 das 24 Horas de Daytona, além de um breve currículo deles e a experiência de cada um deles em corridas de longa duração.

Os brasileiros nas 24 Horas da Daytona

Felipe Nasr (Action Express Cadillac nº 31):

O último piloto do país a ter estreado na F1 retorna a Daytona em busca da vitória que escapou no ano passado. Em 2019, ele era o líder da prova. Mas a chuva apertou nos momentos finais, e Nasr cometeu um erro, escapando na curva 1, sendo ultrapassado por Fernando Alonso. Como a corrida acabou mais cedo devido ao mau tempo, o time do espanhol é que foi declarado ganhador. E o brasileiro acabou com a segunda colocação.

Ainda na temporada passada, Nasr venceu as outras duas corridas mais tradicionais da Imsa: as 12 Horas de Sebring e a Petit Le Mans.

Para 2020, ao lado do também brasileiro Pipo Derani, ele segue na equipe Action Express, que agora inscreve um único carro. Se há a desvantagem de não poder comparar os dados com outro veículo do time, ao menos todas as atenções estarão voltadas para a tripulação brasileira, que será reforçada pelo português Filipe Albuquerque e pelo britânico Mike Conway neste fim de semana.

Em sua carreira, Nasr já tomou parte da ELMS e das 24 Horas de Le Mans, ambas em 2018, mas sem resultados expressivos. No mesmo ano, foi campeão da Imsa ao lado do americano Eric Curran.

Pipo Derani (Action Express Cadillac nº 31):

Se Nasr ainda busca sua primeira vitória nas 24 Horas de Daytona, Pipo Derani já recebeu a bandeira quadriculada na frente. Foi em 2016, quando competia pela equipe ESM, que já fechou as portas.

Desde então, ele foi contratado pela Action Express com o objetivo de levar a equipe ao título da Imsa. No ano passado, em meio ao debate sobre se a equalização dos carros estava prejudicando demais o Cadillac pilotado pelos brasileiros, eles ficaram com o vice.

Agora, partem em mais uma tentativa de ficar com o caneco. Não será fácil. A Penske é a atual campeã da categoria, enquanto a Mazda segue bastante forte.

De qualquer forma, o ponto forte de Derani nem é em Daytona. O piloto segue firme para se tornar o maior nome da história das 12 Horas de Sebring. Aos 26 anos de idade, ele já venceu essa corrida três vezes. O recorde são seis, de Tom Kristensen.

Helio Castroneves (Acura Penske nº 7):

Mais conhecido por sua carreira na Indy, Castroneves começa 2020 pressionado, tentando enfim deslanchar na Imsa. Competindo ao lado do americano Ricky Taylor, o brasileiro não ganhou nenhuma corrida no ano passado e, para piorar, viu Juan Pablo Montoya e Dane Cameron, no outro carro da Penske, serem campeões.

Assim, nada melhor que uma vitória nas 24 Horas de Daytona para dar a volta por cima. Neste fim de semana, Castroneves e Taylor contam com o reforço de Alexander Rossi no carro da Penske.

E falando um pouco de Indy, neste ano o brasileiro está confirmado nas 500 Milhas de Indianápolis, sempre pela Penske, mas não está garantido na etapa no circuito misto na mesma pista, que serve como preparação. É que a escuderia pode inscrever Scott McLaughlin, atual bicampeão da Supercars, da Austrália, nessa prova.

Matheus Leist (JDC Miller Cadillac nº 85):

Depois de dois anos complicados na Indy, onde só terminou duas das 34 corridas que disputou entre os dez primeiros colocados, Leist deixou os monopostos para se dedicar às provas de longa duração da Imsa.

Por enquanto, ele está confirmado na equipe JDC Miller apenas para as principais corridas do calendário – 24 Horas de Daytona, 12 Horas de Sebring, 6 Horas de Watkins Glen e a Petit Le Mans – e não tem nenhuma previsão de voltar à Indy, nem mesmo para as 500 Milhas.

Em Daytona, Leist corre pela JDC, escuderia cliente da Cadillac. É uma situação diferente de Penske, Action Express e Mazda, que contam com investimentos direto das montadoras (Acura, Cadillac e Mazda, respectivamente). Por isso, as chances de bons resultados do brasileiro, que corre ao lado do americano Chris Miller, do francês Tristan Vautier e do colombiano Juan Piedrahita, são menores.

Augusto Farfus (RLL BMW nº 24):

Farfus é talvez o brasileiro do grid com maior experiência nas corridas de longa duração. Tendo sempre defendido a BMW, já venceu as 24 Horas de Nurburgring, em 2010, e a Copa do Mundo de carros GT, em Macau, há dois anos. No ano passado, levou a melhor na divisão GTLM das 24 Horas de Daytona.

A diferença é que em 2019 ele ganhou em Daytona na outra BMW da equipe RLL, mas agora a vaga foi ocupada pelo canadense Bruno Spengler, ex-DTM. Assim, o brasileiro passou para o outro carro do time e tentará defender sua vitória nos EUA correndo com americano John Edwards, o finlandês Jesse Krohn e o australiano Chaz Mostert.

Daniel Serra (Risi Competizione Ferrari, nº 62):

Agora oficialmente confirmado como piloto de fábrica da Ferrari, o atual tricampeão da Stock Car é um dos favoritos na divisão GTLM das 24 Horas de Daytona. Ele compete pela Risi Competizione, tradicional equipe americana, que retorna à corrida após alguns anos afastada.

Nessa nova empreitada, Serra terá os italianos Davide Rigon e Alessandro Pier Guidi, além do britânico James Calado, todos contratados pela própria Ferrari, como companheiros.

No ano passado, ao lado de Calado e Pier Guidi, ganhou a Petit Le Mans, corrida que encerrar a temporada da Imsa. Em seu currículo, além do sucesso no Brasil, também tem duas conquistas nas 24 Horas de Le Mans, entre os carros GT.

Felipe Fraga (Mercedes-AMG Team Riley nº 74):

No fim do ano passado, Fraga surpreendeu ao anunciar que estava deixando a Stock Car, onde foi campeão em 2016, para se dedicar à carreira internacional. O motivo é que foi contratado pela Mercedes para disputar o IGTC, único campeonato do mundo com corridas em cinco continentes e que começa na semana que vem na Austrália.

A imprensa americana aponta o empresário Ben Keating, dono de um rede de concessionárias nos EUA e piloto amador, como responsável por ter descoberto Fraga no Brasil e feito a carreira dele engrenar internacionalmente.

Em Daytona, o brasileiro se juntará a Keating e aos também americanos Gar Robinson e Lawson Aschebach em busca da vitória na divisão GTD.

No ano passado, também com Keating, recebeu a bandeira quadriculada na frente nas 24 Horas de Le Mans (na divisão GTE-Am), mas perdeu a vitória porque o carro não foi aprovado na inspeção técnica. Já na Petit Le Mans,  teve uma pane seca na última volta, quando liderava na GTD. Agora, seria bom ele deixar o azar para trás.

Você pode clicar aqui para ver os horários e resultados completos da edição de 2020 das 24 Horas de Daytona.

foto do topo: acura/divulgação

foto Felipe Nasr
Felipe Nasr e Pipo Derani estão no único carro da equipe Action Express nas 24 Horas de Daytona 2020 – foto: brian cleary/fgcom/divulgação

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s