foto de Caio Collet

Estreia para esquecer de Caio Collet na Toyota Racing Series 2020?

Talvez você já tenha visto por aí que Caio Collet teve um fim de semana para esquecer na estreia da Toyota Racing Series 2020, em Highlands.

É verdade que o brasileiro até começou bem, obtendo a pole-position e recebendo a bandeira quadriculada na frente na primeira das três baterias realizadas por lá. Mas a partir daí a situação começou a desandar.

Primeiro, ele perdeu a vitória conquistada porque foi punido em cinco segundos pela direção de prova. O motivo alegado é que praticou largadas (freou o carro completamente e depois acelerou) duas vezes durante a volta de apresentação, o que é proibido pelo regulamento local – mas liberado no resto do mundo.

Para piorar, na segunda prova realizada, o brasileiro abandonou depois que bateu ao ser ultrapassado pelo argentino Franco Colapinto. O dano no carro foi tão grande que ele até tentou alinhar para a terceira corrida do fim de semana, realizada horas mais tarde, mas o equipamento ainda estava avariado e sem condições de participar da disputa.

Como a Toyota Racing Series é um campeonato de tiro curto – são 15 corridas em cinco fins de semana consecutivos -, não pontuar em uma corrida costuma significar o fim das chances de disputar o título. Dois abandonos, como aconteceu com Collet, é para jogar a toalha.

Claro que ainda tem muita corrida pela frente, e os adversários do brasileiro podem enfrentar problemas nas 12 provas restantes deste ano, colocando-o de volta à luta pela taça. Mas mesmo que isso não ocorra, o desempenho do brasileiro em Highlands não deveria ser para esquecer. Veja abaixo quatro motivos para Collet se lembrar positivamente da estreia na TRS 2020.

A estreia de Caio Collet na Toyota Racing Series

1) Apesar de as chances de levantar a taça ao fim da temporada terem diminuído drasticamente, Collet se posicionou como o principal adversário de Liam Lawson, atual campeão da Toyota Racing Series.

Quando foi o anunciado no certame neozelandês, o brasileiro já figurava entre os favoritos, mas teria que enfrentar adversários mais experientes que ele. Entre eles, Yuki Tsunoda, colega da Lawson no Red Bull Junior Team e que disputará a F2 em 2020 pela Carlin; Lirim Zendeli, campeão da F4 Alemã em 2018 e piloto da F3; e Peter Ptacek, companheiro de equipe de Collet na TRS e um dos poucos nomes do grid que já havia disputado o certame neozelandês antes.

2) Embora a vitória tenha sido cassada, Collet encerrou um jejum de triunfos que vinha desde a penúltima etapa da F4 Francesa, realizada em outubro de 2018. Oficialmente, a seca continua, mas ganhar novamente serve para aumentar a moral e a confiança, o que é fundamental para qualquer competidor.

3) Em seus primeiros anos no automobilismo, Collet não tinha como principal ponto forte ser veloz em uma só volta rápida. Na F4 Francesa, quando estreou nos monopostos, largou da posição de honra em sete das 14 corridas realizadas.

Já na F-Renault Eurocup, onde enfrentou adversários mais experientes em 2019, ele não partiu nenhuma vez da primeira fila do grid. Da segunda fila, foram seis vezes em 20 provas.

Na Nova Zelândia, o brasileiro já deu as cartas logo de cara. Foi o mais veloz na primeira sessão classificatória realizada e ficou em segundo na outra.

4) Enquanto Lawson corre pela poderosa equipe M2, que conquistou cinco dos últimos sete campeonatos da TRS, Collet anda pela Mtec, cuja última vitória aconteceu na abertura da temporada 2012. De lá para cá, a esquadra passou a ser considerada a pior entre as que estão correndo na Nova Zelândia.

Mas tudo mudou em 2020. A Mtec fechou um acordo com a francesa R-Ace, que passou a ser responsável por toda a parte de engenharia.

A R-Ace é a mesma equipe defendida por Collet na F-Renault Eurocup (daí o motivo de o brasileiro ter se inscrito no certame da Nova Zelândia) e conquistou o título do campeonato europeu, no ano passado, com o australiano Oscar Piastri.

Assim, apesar de Collet ter sido punido e perdido a vitória conquistada, o desempenho na primeira corrida em Highlands serviu para mostrar que a parceria entre Mtec e R-Ace está no caminho certo e tem condições de lutar por pódios e vitórias. Agora resta saber se será o suficiente para o brasileiro se recuperar na tabela.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da primeira etapa da Toyota Racing Series 2020, que teve Collet e Igor Fraga, como os brasileiros na pista, além de tudo o que aconteceu nas principais categorias do automobilismo mundial no último fim de semana.

foto Caio Collet
Caio Collet recebeu a bandeira quadriculada na frente em Highlands, mas não levou – fotos do post: toyota gazoo racing nz/fgcom/divulgação

 

2 comentários sobre “Estreia para esquecer de Caio Collet na Toyota Racing Series 2020?

  1. Ao menos em Teretonga o problema com volta de classificação continuou. Precisa melhorar isso pois o ritmo em corrida parece ser o forte dele. Porém em carros iguais é péssimo largar fora das primeiras posições

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