carro do Flamengo na Formula Superliga

Quando Tuka Rocha correu pelo Flamengo

Por uma obra do destino as histórias de Tuka Rocha e do Flamengo voltaram a se encontrar na última semana. É que ambos estiveram no noticiário esportivo. Do lado triste, a morte do piloto brasileiro em decorrência de um acidente aéreo, no dia 17, e do lado positivo o título do time carioca na Copa Libertadores, no futebol, seis dias mais tarde.

E, para quem não lembra, há mais de dez anos Tuka Rocha foi justamente o piloto do Flamengo (na foto do topo) em um campeonato que se chamava Fórmula Superleague, em que cada carro representava uma equipe de futebol.

A estreia do certame aconteceu em 2008, e logo na primeira etapa, em Donington Park, Tuka levou o equipamento do Flamengo ao pódio ao terminar a bateria 2 na segunda colocação. Naquele dia, o  brasileiro tinha aproveitado a regra do grid invertido para largar na pole-position. Na corrida, ele foi ultrapassado pelo Sevilla, da Espanha, mas conseguiu fazer a festa da torcida rubro-negra com o pódio.

Mas tão bom quanto o resultado na pista foi a apresentação do brasileiro à torcida do Flamengo. Embalado pelo bom desempenho obtido no Reino Unido, o piloto voltou ao país, deu entrevista ao lado dos dirigente do clube carioca e até recebeu uma camisa do time com o seu nome.

Em um dos melhores momentos, um dos dirigentes do Flamengo na época disse que Tuka era melhor que os reforços contratados para a equipe de futebol, porque ele já vinha com uma taça conquistada – em referência ao pódio em Donington.

Em outro momento, o então presidente do clube na época, Márcio Braga, entrou no carro da Superleague, mas como o equipamento era apertadinho ele não conseguiu sair.

Tuka disputou toda a temporada completa em 2008 e ainda obteve um quarto lugar em Vallelunga, na Itália, mas aí na corrida principal, sem o grid invertido. No fim, fechou o ano em 16º entre os 18 times. Para o ano seguinte, ele acabou substituído pelo também brasileiro Enrique Bernoldi.

Times da Fórmula Superleague

Na época, duas críticas eram feitas à Fórmula Superleague. A primeira era a ausência de times do primeiro escalão europeu. Não tinha Real Madrid, Manchester United, Bayern, Barcelona, Inter de Milão nem Juventus. Mas teve Milan, Liverpool, Borussia, Roma, Porto, Lyon e Atlético de Madri.

E a outra era que financeiramente o campeonato dependia do patrocínio de uma petrolífera de Angola chamada Sonangol, que viabilizava a contratação de pilotos com passagens pela F1, como Sébastien Bourdais e Giorgio Pantano.

No fim de 2010, o contrato com Sonangol acabou, e a empresa, que não estava no seus melhores dias, preferiu não renovar, causando a debandada quase que completa das equipes de futebol. Até houve uma tentativa de manter a categoria em 2011, com os carros representandos países, não mais os clubes, mas não vingou, e o certame fechou as portas logo depois. Foi breve, mas bastante divertido.

foto do topo: cdmafra/own work/public domain

foto de Tuka Rocha
Tuka Rocha durante etapa da Stock Car; piloto morreu em desastre de avião em dezembro – foto: fernanda freixosa/vicar/divulgação

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