foto de Tony Kanaan

Vai ter brasileiro na Indy em 2020?

Já faz alguns anos que a Indy tem esse calendário com a temporada terminando em setembro, diferentemente de campeonatos como a F1 e a Nascar, que vão até novembro.

Um dos motivos é evitar o conflito com o futebol americano. Os jogos começam justamente em setembro e dominam a TV americana até o fim do ano. A ideia parece ter dado certo, uma vez que a Indy tem registrado aumento na audiência nas últimas temporadas.

Mas outra consequência em ter o calendário terminando agora é que o mercado de pilotos fica agitado mais cedo, com vagas sendo ocupadas e contratos sendo fechados em um momento em que o automobilismo europeu ainda nem sequer conheceu todos os seus campeões.

Por essa razão, já dá para ter uma noção do que esperar dos brasileiros na Indy em 2020, e, ao menos por enquanto, a perspectiva não é nada boa.

Quem tem maiores chances de retornar aos EUA no próximo ano é Tony Kanaan. Segundo a imprensa americana, o piloto acertou verbalmente a renovação de contrato com a Foyt e só falta assinar.

Mas estamos falando de uma das piores equipes do grid. Em 2019, Kanaan conquistou um pódio, em Gateway, mas só terminou entre os dez primeiros em outras três etapas (de um total de 17 corridas realizadas). Difícil imaginar que o desempenho da escuderia possa mudar completamente para 2020.

Companheiro de Kanaan nas duas últimas temporadas, Matheus Leist vive uma situação um pouco mais complicada. É que a Foyt perdeu o patrocínio da varejista ABC, então é possível que a escuderia busque um piloto que possa trazer dinheiro para ficar com a segunda vaga.

Outra opção seria ele se mudar para times como Carpenter, Carlin, Dale Coyne e RLL. Mas todoss vão exigir que o brasileiro traga algum dinheiro para seus carros. Restaria o segundo equipamento da McLaren, mas Leist não tem aparecido nos rumores envolvendo a escuderia britânica.

Brasil no Road to Indy 2020

Olhando as categorias de acesso da Indy, também existe a possibilidade de não ter nenhum brasileiro correndo nelas no ano que vem.

Em 2019, Lucas Kohl foi o único representante do país na Indy Lights, mas ele teve uma temporada bastante complicada. Em um grid com apenas oito ou nove carros por corrida, ele jamais terminou entre os cinco primeiros e foi o último colocado – entre os pilotos que receberam a bandeirada – nas últimas quatro provas do ano.

Em sua defesa, neste ano Kohl subiu direto da USF2000 para a Indy Lights – equivalente a sair da F4 para a F2 na Europa -, então já era esperado que ele enfrentasse problemas, porque foi um salto bastante grande.

E os outros dois brasileiros no Road to Indy estavam justamente na USF2000: Bruna Tomaselli e Dudu Barrichello.

Diferentemente de Kohl, a continuidade deles nos EUA não está ameaçada por causa dos resultados obtidos. É que ambos podem parar na Europa em 2020.

Tomaselli, que disputou a USF2000 pelo terceiro ano seguido, participou da seletiva da W Series, na Espanha, e pode fazer parte do grid da categoria feminina no ano que vem.

Já Rubens Barrichello deu entrevistas dizendo que planeja levar seu filho mais velho para o automobilismo europeu.

Dudu teve um começo de 2019 difícil pela equipe Miller Vinatieri, que tinha estreado no certame junto com ele no início deste ano. Mas o desempenho melhorou depois que ele assinou com a DEForce para as duas etapas finais. Tanto que em Laguna Seca conquistou o segundo lugar no grid de largada da bateria 2, terminando em quinto.

Como fechou 2019 em alta, Barrichello poderia continuar na USF2000 no ano que vem e usar a experiência acumulada para lutar pelo título. Talvez até mesmo mudando para uma equipe maior, como Pabst ou Cape. Mas, se o objetivo é fazer carreira na Europa, então o melhor é começar a transição o quanto antes para acelerar o processo de adaptação ao automobilismo Europeu.

Novidades para a Indy 2020?

Se dos cinco brasileiros que correram nos EUA neste ano apenas Kanaan está encaminhado para 2020, outros representantes do país negociam para desembarcar na Indy e em suas categorias de acesso no ano que vem.

Um deles é Felipe Nasr, que recentemente participou de um teste pela equipe de Sam Schmidt. O brasileiro renovou contrato com a escuderia Action Express, da Imsa, mas recebeu permissão para negociar com times da Indy para corridas em que não haja choque de datas entre os dois certames.

Além da vaga na McLaren – equipe que fundiu com a de Sam Schmidt -, a RLL já demonstrou interesse no ex-F1 no ano passado.

E a USF2000 pode receber dois brasileiros no ano que vem. Kiko Porto e Arthur Leist estão disputando a F4 USA neste ano, sendo que Porto deve ficar com o vice-campeonato. Caso decidam continuar a carreira nos EUA, a categoria de acesso da Indy é o próximo passo mais indicado para eles.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da etapa decisiva da Indy e de seus certames de acesso, em Laguna Seca, assim como os dos principais campeonatos do automobilismo mundial.

Leia mais sobre a Indy 2020:
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Quem vai sobrar na Penske na Indy 2021?
Quando a Ferrari quase correu na Indy

foto do topo: phillip abbott/lat/chevy/divulgação

foto Bruna Tomaselli
Bruna Tomaselli participou da seletiva da W Series para fazer parte do grid em 2020 – foto: w series/divulgação

 

Um comentário sobre “Vai ter brasileiro na Indy em 2020?

  1. Pingback: Episódio 105 com Tony Kanaan – Endörfina Podcast

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