foto Tatiana Calderón

Quem vai correr na W Series 2020?

Ainda estamos em setembro, mas a temporada 2020 da W Series, a controversa categoria destinada apenas às pilotas, começa já na próxima semana.

É que nos dias 16, 17 e 18 de setembro, as competidores que planejam se juntar ao grid do próximo ano vão passar por uma espécie de vestibular no circuito de Almería, na Espanha. As mais bem avaliadas estarão na W Series 2020 e na luta pelo prêmio de US$ 500 mil. As demais voltam para casa.

Antes de falar do treino em si, é bom lembrarmos que as 12 primeiras colocadas de 2019 têm presença garantida no ano que vem.

Jamie Chadwick, Beitske Visser, Alice Powell, Marta García, Emma Kimilainen, Fabienne Wohlwend, Miki Koyama, Sarah Moore, Vicky Piria, Tasmin Pepper, Jessica Hawkins e Sabré Cook receberem convite para correr em 2020 e, caso aceitem, já estão garantidas no certame.

Algumas , aliás, já afirmaram que vão aceitar. García, por exemplo, deve participar da Toyota Racing Series, campeonato que acontece em janeiro e fevereiro na Nova Zelândia – durante o inverno europeu -, para chegar melhor preparara na W Series. E Kimilianen disse que tem negócios inacabados com a categoria, uma vez que perdeu metade das etapas de 2019 por causa de uma lesão.

Caso todas aceitem os convites, restam seis vagas para o ano que vem.

As novatas na W Series 2020

Menos, na verdade. É que entre as novatas em Almería estará Katherine Legge, britânica veterana, com passagem por Indy e Formula E e apontada como favorita para ficar com uma das vagas restantes.

Outra que estará testando na Espanha é Tatiana Calderón, pilota em desenvolvimento da Alfa Romeo, da F1, e que compete na F2 neste ano. Mas, ao menos por enquanto, não briga por um espaço na categoria feminina. Ela foi chamada para participar do primeiro dos três dias de treinos e orientar as competidoras mais jovem.

Só que se ela quiser tomar parte do campeonato em 2020, não resta nenhuma dúvida de que terá tapete vermelho estendido para ela.

Sendo assim, pode ser que apenas quatro – ou cinco – vagas estejam em jogo em Almería. E quem vai disputá-las?

Em primeiro lugar, todas as competidoras que terminaram 2019 entre o 13º e o 18º posto podem participar da avaliação, além de Sarah Bovy e Vivien Keszthelyi, reservas no campeonato inaugural. Essas já saem na frente na disputa por causa da experiência acumulada ao longo do ano com o equipamento.

A elas se juntam uma lista de 14 novas pilotas, capitaneadas por Legge. Todas fizeram parte de um grupo de 30 competidoras que foram aprovadas em uma avaliação no simulador da categoria, no Reino Unido no mês passado.

Entre as 14 está Bruna Tomaselli, brasileira que já havia tentado correr na W Series neste ano, mas acabou eliminada na seleção realizada em janeiro na Áustria.

Tomaselli pode ser considerada outra favorita para ficar com algum dos quatro postos restantes. Ela é bastante experiente nos monopostos – em 2019 está fazendo seu terceiro ano na USF2000, antes correu aqui no país – e nasceu em um mercado importantíssimo para o esporte a motor – o Brasil.

Aqui é a maior audiência do mundo da F1 na TV e, mesmo depois que Felipe Massa deixou a principal categoria do automobilismo mundial, o número de espectadores tem crescido, tanto que a Globo teve recorde de audiência na transmissão do GP da Bélgica, batido na semana seguinte no GP da Itália.

Ou seja, pensando em acordos comerciais e de patrocínio, faria todo sentido a W Series buscar uma brasileira no grid. Já pensou a Globo passando a categoria na TV aberta?

Apesar da experiência de Tomaselli e de Legge, as demais 12 novatas do treino desta semana formam um grupo praticamente recém-chegado ao esporte a motor. Belén García, Nerea Martí e Irina Sidorskova estão em seus primeiros na F4, enquanto as britânicas Abbie Munro e Abbie Eaton estão na transição para os monopostos nestes últimos meses de 2019. Mais precoce ainda é a americana Hannah Grisham, que veio do kart.

Completam o grupo a norueguesa Ayla Agren, que correu contra Tomaselli há alguns anos na USF2000 e é outra favorita, a americana Courtney Crone, a dinamarquesa Michelle Gatting, a tcheca Gabriela Jilkova, a japonesa Anna Inotsume e a neozelandesa Chelsea Herbert.

É provável que a W Series faça alguma mudança no grid para 2020, porque novidades são sempre uma ótima maneira de divulgar o campeonato. Mas com 22 (ou 23, se contarmos Calderón) pilotas disputando somente seis vagas, é muito complicado fazer alguma previsão. Resta aguardar o resultado oficial do campeonato.

foto do topo: alfa romeo/divulgação

foto W Series
Esmee Hawkey é uma das competidoras da W Series 2019 que está com a vaga ameaçadíssima para a temporada 2020 – foto: w series/divulgação

 

3 comentários sobre “Quem vai correr na W Series 2020?

  1. Aliás, surgiu uma pequena treta na última semana, que envolveu a Sophia Floersch. Ao responder um questionamento no Twitter do pq ela não participar na E Series, ela respondeu dizendo que só quer correr contra os melhores. Nisso a Alice Powell respondeu em tom de ironia, perguntando se então quem está na W Series é lixo.

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  2. Engraçado a Calderón ensaiando algo com esse campeonato. Lembro quando da criação da categoria ela foi uma das vozes críticas ao projeto. O mundo dá voltas, ela está péssima na F2 e, no fim das contas, eu acredito que seria uma boa para ela.

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