foto Jean-Éric Vergne

5 motivos para JEV ser piloto da Red Bull na F1 2020

É verdade que Pierre Gasly conquistou seu melhor resultado na temporada 2019 da F1 ao terminar o GP da Inglaterra, no fim de semana, no quarto lugar.

Ainda assim, o francês segue com sua vaga ameaçada na Red Bull para o ano que vem. Afinal, ele somou 55 pontos até agora, diante dos 136 obtidos por Max Verstappen, seu companheiro.

E se a fabricante de energéticos decidir trocar seu segundo piloto para 2020, talvez o melhor nome para a vaga aberta seja o de um velho conhecido: Jean-Éric Vergne, que passou pela Toro Rosso de 2012 a 2014.

Poucas horas depois de Gasly ter obtido o quarto posto em Silverstone, o francês garantiu o bicampeonato da Formula E, em Nova York, mostrando que a vida fora da F1 deu muito certo para ele. Mas será que não está na hora de JEV receber uma nova chance na principal categoria do automobilismo mundial?

Veja abaixo 5 motivos de por que a Red Bull deveria contratá-lo para ser companheiro de Verstappen:

Vergne teria chances na F1 2020?

1) Ele já passou pelo Red Bull Junior Team

Nos últimos anos, virou uma tendência a Red Bull dar uma nova chance a seus pupilos. Foi assim com Brendon Hartley, no ano passado, e com Alex Albon e Daniil Kvyat na atual temporada da F1. Bastaria manter essa estratégia para que JEV tivesse uma oportunidade na Red Bull.

O francês integrou o Junior Team no auge do programa, de 2008 a 2011. Naquela época, a fabricante de energéticos era praticamente a única equipe que investia nos pilotos ao longo de suas carreiras pelas categorias menores, na esperança que um dia eles vingassem na F1.

Vergne fez parte de um esquadrão que também contava com Daniel Ricciardo, Carlos Sainz Jr e Daniil Kvyat, mas é o único do trio que hoje não compete na principal categoria do automobilismo mundial.

Em seus anos de Junior Team, ele não fez feio. Foi vice-campeão da F-Renault Eurocup e da World Series by Renault e venceu o título da F3 Inglesa, em 2010, quando igualou o recorde (de Jan Magnussen) de 13 vitórias em uma mesma temporada.

2) Já foi considerado tão bom quanto Ricciardo

Ricciardo e Vergne tiveram um início de carreira bastante parecido no esporte a motor. Ambos correram de F-Renault Eurocup, F3 Inglesa e World Series e depois foram companheiros na Toro Rosso.

Mas, no geral, o francês enfrentou adversários bem mais complicados que os do australiano por onde passou.

Vamos pegar a F3 Inglesa como exemplo. JEV igualou o recorde de 13 vitória competindo contra um grid que também contava com Felipe Nasr e James Calado (atual piloto da Ferrari na WEC). Já na World Series enfrentou Alexander Rossi, Robert Wickens e Hartley para ficar com o vice.

Ricciardo venceu a F3 Inglesa em 2009, mas foram somente seis triunfos em um ano que seu principal adversário foi Renger van der Zande, hoje na Imsa, e que nem sequer disputara todas as etapas. Outros pilotos que se destacaram naquela temporada foram Max Chilton e um austríaco chamado Walter Grubmuller, cujo pai comprou uma equipe para que ele pudesse correr. Na World Series, o australiano perdeu o título para Mikhail Aleshin, que teve uma passagem sem destaques pela Indy.

E nos dois anos em que dividiram a Toro Rosso, JEV e Ricciardo ficaram empatados. O francês terminou na frente em 2012 (mesmo com o companheiro já tendo mais experiência na F1), mas teve um desempenho muito fraco na segunda metade de 2013, que no fim acabou custando a vaga na Red Bull – que foi para Ricciardo.

3) Aprendeu a trabalhar em equipe

Não foi só o desempenho ruim no fim de 2013 que impediu uma eventual promoção de Vergne. O francês era considerado um piloto de temperamento difícil, e se você procurar por “carisma” no dicionário, encontrará o nome de Ricciardo.

Mas recentemente JEV deu uma entrevista ao site e-racing365 dizendo que amadureceu. Ele afirmou que desde que começou no esporte a motor achava que era preciso destruir um companheiro de equipe, esconder o jogo e tentar desestabilizá-lo emocionalmente. E que tudo mudou quando foi contratado pela DS Techeetah, na Formula E, para dividir o time com André Lotterer, veterano do WEC e da Super Formula, do Japão.

O francês, então, resolveu deixar as guerras de lado e trabalhar com Lotterer para melhorar o time, o que acabou dando bastante certo, uma vez que a DS Techeetah ficou com a primeira colocação na recém-terminada temporada da Formula E.

Mas é verdade que algumas polêmicas ainda existem, como JEV ter pedido pelo rádio para que Lotterer estacionasse o carro – que estava avariado após um acidente – durante a primeira corrida da rodada decisiva de Nova York e forçasse a entrada do safety-car. A equipe ignorou o pedido, mas o francês acabou punido pelos comissários por essa tentativa de manipular o resultado.

4) O mercado de pilotos não está fácil na F1

Talvez você não esteja convencido de que JEV mereça uma nova chance na F1. Só que pense por outro lado: se a Red Bull demitir Gasly, quem ela colocará no lugar?

Alex Albon ainda é muito inexperiente, tendo pontuado em apenas três das dez corridas realizadas até agora. Lando Norris recentemente renovou com a McLaren. Nico Hulkenberg jamais subiu ao pódio em toda sua carreira na F1, e Verstappen jamais vai aceitar ter Esteban Ocon como parceiro, devido a toda rivalidade que há anos há entre os dois.

Se a alternativa é olhar quem está fora da F1, Vergne é um dos melhores possíveis.

5) Ele está no auge da carreira com o título da Formula E

JEV se tornou o primeiro piloto a conseguir defender o título na categoria dos carros elétricos. Nas duas últimas temporadas, ele venceu sete vezes e terminou no pódio em outras quatro oportunidades.

Nenhum piloto conseguiu números semelhantes nesse período.

E olha que mudou tudo de uma temporada para outra na categoria. Em 2018, JEV foi campeão com o carro da primeira geração usando o motor elétrico fornecido pela Audi. Em 2019, a taça veio com o novo equipamento da segunda geração e motor DS (Citroën). Ou seja, não dá para dizer que os dois títulos foram por só por causa de ele ter o melhor equipamento.

E aí, você acha que Vergne merecia uma nova chance na Red Bull ou o melhor para ele é permanecer na Formula E e buscar o tricampeonato a partir do fim deste ano?

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da etapa de Nova York da Formula E, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial no último fim de semana.

Foto do topo: ds automobiles/divulgação

foto de Jean-Éric Vergne
Jean-Éric Vergne em seus anos de Red Bull Junior Team na World Series by Renault – foto: nicolas garcia, CC BY 2.0

 

 

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