foto da Ducati

O dilema da Ducati para a MotoGP 2020

Principal adversária da Honda nas últimas temporadas da MotoGP, a Ducati volta a enfrentar problemas no mercado de pilotos da categoria.

Depois de perder Jorge Lorenzo, a montadora italiana, neste ano, está sendo obrigada a lidar com as consequências do contrato assinado com Pecco Bagnaia ainda em meados de 2018.

É que, para garantir os serviços do atual campeão da Moto2, a marca estabeleceu que em 2020 ele terá, correndo pela Pramac (equipe satélite da Ducati), uma moto com as mesmas especificações das usadas pelo time de fábrica – atualmente com Andrea Dovizioso e Danilo Petrucci.

Nas temporadas passadas, tem sido comum a marca italiana oferecer apenas uma moto atualizada para a Pramac. Petrucci foi quem a guiou nos últimos anos. E, com a promoção do italiano, Jack Miller é quem ganhou a prioridade no equipamento.

Quem pode correr pela Ducati em 2020?

E esse é o dilema que a Ducati tem para a próxima temporada. Enquanto de um lado ela assinou contrato com Bagnaia, do outro conta com dois pilotos experientes brigando por possivelmente uma só vaga em 2020. Veja abaixo um resumo do problema da montadora:

1) Por contrato, Bagnaia, da Pramac, terá uma moto com as especificações de 2020 na próxima temporada da MotoGP.

2) Jack Miller, que atualmente é o dono do equipamento atualizado, já avisou que não vai aceitar ter uma moto inferior na próxima temporada. Na verdade, o australiano espera ser promovido para o time de fábrica, como companheiro de Dovizioso.

3) Só que Petrucci venceu o GP da Itália, há duas semanas, e vem de três pódios seguidos na categoria. Ocupa a quarta colocação na tabela, apenas cinco pontos atrás de Dovizioso. Ou seja, a Ducati tem todos os motivos para renovar com ele.

4) Apesar de ter sido campeão da Moto2, na temporada passada, de forma dominante, Bagnaia não tem ido bem em 2019. Ele soma apenas nove pontos até agora, mesma quantidade do também novato Miguel Oliveira, da equipe satélite da KTM. Entre os estreantes, o destaque tem sido Fabio Quartararo, da SIC, com 51 pontos e duas poles.

Para resolver esse imbróglio, a Ducati deve seguir um desses dois caminhos. O primeiro é, pela primeira vez, oferecer duas motos com atualizadas para a Pramac: uma para Miller e outra para Bagnaia.

Ou então, honrar o contrato do italiano, mas liberar Petrucci ou Miller para correr por outra montadora.

Enquanto isso, Álex Marquez, irmão mais novo de Marc Márquez e atual líder da Moto2, tem sido especulado em 2020 na segunda vaga da Pramac – para andar com a moto defasada.

Assim, caso a marca o contrate para ser companheiro de Bagnaia, o problema passa a ser contar com uma dupla bastante inexperiente, que pode ter problemas para pontuar com frequência. Aí, nesse caso, terá sido uma má ideia abrir mão de um veterano como Miller ou como Petrucci, ambos com vitórias na MotoGP.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da etapa de Barcelona da MotoGP, assim como os das principais categorias do esporte a motor no fim de semana.

foto de Álex Marquez
Álex Marquez, irmão mais novo de Marc Márquez, é um dos pilotos especulados na Pramac Ducati na MotoGP 2020 – foto: marcvds/divulgação

 

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