foto de André Negrão

Quem são os brasileiros nas 24 Horas de Le Mans?

Pela primeira vez na história, pilotos brasileiros disputam todas as divisões das 24 Horas de Le Mans, em 2019. Confira abaixo quem são ele, além de um breve currículo de cada um deles e a experiência que têm em corridas de longa duração.

Bruno Senna (Rebellion nº1 – LMP1): a temporada vem sendo bastante complicada para o sobrinho de Ayrton Senna. Depois de ter sido campeão da LMP2 e considerado um dos melhores pilotos da divisão em 2017, dessa vez ele não está conseguindo repetir o mesmo desempenho.

Não que a Rebellion, uma equipe privada, pudesse desafiar a Toyota pelas vitórias, mas o trio do brasileiro, que também conta com os veteranos Neel Jani e André Lotterer, deixou a desejar. Conquistou apenas um único pódio na super-temporada, e Senna ainda foi vetado pelos médicos de correr em Silverstone por ter se acidentado em um dos treinos.

André Negrão (Signatech Alpine nº 36 – LMP2): vindo de uma tradicional família do automobilismo brasileiro – ele é filho do ex-piloto Guto Negrão e sobrinho de Xandy Negrão -, é o representante do país nas 24 Horas de Le Mans 2019 que tem as melhores chances resultados. Isso porque compete pela equipe Signatech Alpine, que venceu a divisão LMP2 na edição da prova do ano passado e mais uma vez está entre as favoritas.

Além disso, o trio formado por Negrão e pelos franceses Pierre Thiriet e Nicolas Lapierre foi ao pódio da LMP2 em todas as etapas de 2018-19. Para a próxima temporada, Lapierre já anunciou que não continua na Signatech Alpine e será substituído pelo também francês Thomas Laurent, novo reserva da Toyota.

Daniel Serra (AF Corse Ferrari nº 51, GTE-Pro): atual bicampeão da Stock Car, Serra nos últimos anos se colocou como um dos principais pilotos do mundo de provas de longa duração, especialmente pilotando carros GT, tanto que novamente recebeu uma chance na equipe de fábrica da Ferrari, onde vai competir ao lado de James Calado e Alessandro Pier Guidi.

Pela Aston Martin, o brasileiro venceu a divisão GTE Pro, em 2017, quando ainda era desconhecido no automobilismo internacional. Nos EUA, pela Imsa, ele triunfou na Petit Le Mans no fim do ano passado e tem poles em Daytona, Sebring e na própria Petit Le Mans. Também tem conquistas no Brasil e na Europa em provas GT, andando normalmente de Ferrari ou de Lamborghini.

Augusto Farfus (BMW Team MTEK nº 82, GTE-Pro): Como a BMW já anunciou que não vai disputar a próxima temporada do Mundial de Endurance, a corrida deste fim de semana pode ser a despedida de Farfus das 24 Horas de Le Mans – ao menos por agora. O paranaense, no entanto, continua correndo tanto no IGTC, defendendo a marca alemã, quanto no WTCR, onde anda pela Hyundai.

Nas provas de longa duração, Farfus venceu as 24 Horas de Nurburgring de 2010 e a divisão GTLM das 24 Horas de Daytona deste ano. E, em 2018, foi o ano passado ganhou a Copa do Mundo de carros GT, em Macau.

Um dos motivos da saída precoce da BMW do certame, após uma única temporada, foi a insatisfação com a equalização do equipamento (o balance of performance), que deixou seu carro menos competitivo que os das marcas adversárias. Assim, fica difícil imaginar um bom resultado para Farfus neste fim de semana.

Pipo Derani (Risi Competizione Ferrari nº 89, GTE Pro): companheiro de Felipe Nasr na Imsa, Pipo tem se destacado nos protótipos, mas corre em Le Mans com uma Ferrari, na divisão GTE Pro. É parte da esquadra americana Risi Competizione, que há alguns anos recebia apoio de fábrica da montadora italiana, mas que recentemente tem enfrentado problemas de orçamento – e também de batidas – sendo que praticamente todo o dinheiro vem das concessionárias do dono.

Em seu currículo, o brasileiro já tem um triunfo nas 24 Horas de Daytona e três nas 12 Horas de Sebring.

Felipe Fraga (Keating Motorsport Ford GT nº 85, GTE Am): Campeão da Stock Car em 2016, Fraga tem se tornado presença constante no automobilismo internacional. Além das 24 Horas de Le Mans, neste ano ele participa das provas de longa duração da Imsa e da Blancpain Endurance Series.

Seu segredo é ser categorizado como piloto silver, pela FIA. Nessa divisão, entra desde competidores com sucesso em certames de seus países, mas sem projeção mundial – como é o caso de Fraga – a amadores mais jovens e mais habilidosos. Como muitos campeonatos exigem que os carros tenham um piloto silver, as equipes buscam quem entrou nessa categorização por descuido da FIA, já que esses pilotos são muito mais rápidos que os amadores. Assim, Fraga faz parte do trio do Ford GT privado, ao lado de Ben Keating e Jeroen Bleekemolen.

Rodrigo Baptista (JMW Ferrari nº 84, GTE Am): Outro brasileiro que estreia em Le Mans em 2019 ocupando a vaga destinada a um piloto silver. Mas, no caso de Baptista, não é exatamente um truque. Nos último anos, ele saiu da divisão GT4 – normalmente para pilotos amadores – e se tornou um dos principais representantes da Bentley nos EUA.

Ou seja, no caso dele, trata-se de alguém que de fato fazia parte dos silver, mas evoluiu ao ponto de estar no nível dos pilotos de fábrica. Bom para a equipe JMW que percebeu o talento dele e o contratou para a tradicional prova francesa.

Você pode clicar aqui para ver os resultados das 24 Horas de Le Mans 2019, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial no fim de semana.

foto do topo: alpine/divulgação

foto da Ferrari de Rodrigo Baptita
Rodrigo Baptista estreia nas 24 Horas de Le Mans 2019 com uma Ferrari da equipe JMW – foto: jay liu/divulgação

 

 

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