Foto de carros da F1 de Mercedes, Ferrari e Red Bull

3 novas equipes que poderiam movimentar a F1

Já faz algum tempo que a FIA tem tentado aumentar o grid da F1 para 12 equipes. Só que, desde a chegada da Haas, não apareceu mais nenhum time interessado em se juntar à principal categoria do automobilismo mundial.

Não faltam justificativas para a falta de novos participantes: os custos para correr na F1 são elevados, a distribuição da premiação é bastante desigual e, com exceção da Honda, as mesmas montadoras que fornecem motores para o restante das escuderias têm equipes no campeonato – o que gera desconfiança quanto ao equipamento oferecido.

Mas como a categoria deve passar por uma grande reformulação em 2021, tanto no regulamento técnico quanto nos acordos comerciais entre as escuderias e a Liberty (dona da F1), há esperanças de que esse cenário mude, e novos participantes apareçam.

O trunfo para isso é adoção do teto orçamentário. Os números oficiais ainda não foram anunciados, mas a previsão é que as equipe possam gastar até US$ 175 milhões a partir de 2021. Esse cálculo deve excluir salários dos pilotos, marketing, eventos para convidados e patrocinadores e motores. E o objetivo é que as escuderias tenham vida financeira saudável correndo na F1.

Se tudo der certo, a consequência deve ser o grid crescer nos próximos anos. Confira abaixo três equipes que deveriam entrar na F1 nos próximos anos. Lembrando que são apenas ideias minhas, não há nenhuma notícia ou informação falando sobre a chegada delas.

1) Renault B (mas pode chamar de Alpine, Nissan, Dams etc)

foto do carro azul da Alpine
A Alpine, marca de luxo da Renault, disputa o WEC 2019 – foto: dppi media/renault/divulgação

Entre F2, F3 e F-Renault Eurocup, a montadora francesa tem Jack Aitken, Anthoine Hubert, Guanyu Zhou, Ye Yifei, Christian Lundgaard, Max Fewtrell, Caio Collet e Victor Martins representando sua academia de jovens pilotos. Ou seja, é praticamente impossível que haja espaço para a maior parte deles um dia na F1, ainda mais com a fabricante contando com uma dupla experiente com Daniel Ricciardo e Nico Hulkenberg.

Por essa razão, está mais do que na hora de a marca abrir um time B, nos mesmos moldes da Toro Rosso, para que seus jovens pupilos possam acumular quilometragem na categoria principal.

Do contrário, a Renault corre o risco de mais uma vez ficar conhecida por revelar pilotos para outras equipes. Foi assim na década passada, quando investiu em Robert Kubica, Lucas Di Grassi e Pechito López, entre muitos outros, mas eles alcançaram as maiores conquistas de suas carreiras por BMW, Audi e Citroën, respectivamente.

Claro que com o mau desempenho da equipe de fábrica na F1 2019, a recente prisão do CEO, Carlos Ghosn, e das recentes negociações de fusão com a Fiat, criar um time júnior para seus jovens pilotos não é uma prioridade da Renault nesse momento. Mas seria bom que essa ideia saia do papel, antes que seja tarde demais.

2) Brabham

FIA Formula 3 European Championship 2016, round 2, race 1, Hungaroring (HUN)
Pedro Piquet correu com as cores da Brabham no começo da carreira – foto: f3 euro/divulgação

Equipes que tentam entrar na F1 forçando a barra ao copiar algum nome que ficou na história da categoria não costumam ser bem vistas pelos fãs. No começo da década, por exemplo, o campeonato chegou a ter duas Lotus, mas nenhuma delas tinha ligação com a escuderia criada por Colin Chapman no século passado. E, sem prestígio, as duas já deram adeus às pistas.

Então por que daria certo com a Brabham?

É que nos últimos anos o ex-piloto David Brabham, filho caçula de Jack Brabham, o fundador do time, ganhou uma batalha na Justiça contra um empresário alemão para recuperar os direitos do nome da escuderia.

E ele está mais do que disposto a trazer a esquadra de volta ao esporte a motor. Só que, ao que tudo indica, não será na F1. A Brabham tem desenvolvido um carro para participar da divisão GTE do WEC, o Mundial de Endurance, além de outras corridas de longa duração. O equipamento já participou de exibições na Austrália, mas não tem data de estreia confirmada.

Caso David mude de ideia e decida entrar na F1, ele poderia ter uma dupla de pilotos para lá de saudosista. Pedro Piquet seria um bom nome para assumir um dos carros – afinal, o pai dele, Nelson Piquet, foi bicampeão mundial pela Brabham – , enquanto o segundo veículo poderia ser de Matthew Brabham, sobrinho de David e campeão da USF2000 e da Indy Pro 2000 há alguns anos. O único problema é que nenhum deles têm a superlicença, documento obrigatório para correr na F1.

3) Lamborghini

foto Lamborghini

Nesta semana, surgiu a notícia de que, em 2017, a Porsche havia começado a desenvolver um motor para uma eventual entrada na F1 nos anos seguintes. O plano, porém, foi abortado por causa da ida da montadora para a Formula E e pela manutenção do MGU-H nos propulsores da F1 – decisão que não interessava à fabricante alemã.

Mas e se outra montadora o Volkswagen Auto Group é que fosse correr na principal categoria do automobilismo? Talvez o melhor nome para a empreitada seja a Lamborghini.

A marca italiana já conta com Stefano Domenicali, ex-chefe de equipe da Ferrari, como CEO e tem conquistados bons resultados nas corridas de longa duração, como o atual bicampeonato das 24 Horas de Daytona, na divisão GTD.

Além disso, ela poderia se aproveitar de toda a pesquisa feita pela Porsche sobre a F1 para já saber o que vai enfrentar, fora que o desenvolvimento do motor já não começaria do zero.

E, do ponto de vista comercial, disputar de igual para igual contra Ferrari, Mercedes e outras marcas já consagradas – e até mesmo vencê-las – seria excelente para divulgar seus carros e expandir a companhia no mundo todo.

Indo um pouco mais longe, o menos por enquanto, os titulares seriam Mirko Bortolotti e Andrea Caldarelli, que no início de suas carreiras fizeram parte dos programas de desenvolvimento de Ferrari e Toyota, respectivamente, mas se encontraram mesmo foi na Lamborghini nos carros GT. Porém, assim como aconteceu na Brabham, a falta da superlicença poderá ser um problema para eles.

Você concorda com as minha sugestões? Ou acha que outra equipe poderia entrar na F1?

foto do topo: daimler/divulgação

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