foto do carro de Molly Taylor

O pior carro do mundo TCR volta às pistas

Enquanto o WTCR vai para a quarta etapa da temporada 2019, neste fim de semana, em Zandvoort, bem longe dali, o TCR da Austrália dá o pontapé inicial de sua história.

Com 17 carros de oito montadoras, o certame se inicia cercado de expectativas. É que, além da diversidade das máquinas, ele reuniu um grid de qualidade, cheio de pilotos profissionais, diferentemente do que acontece na maior parte dos campeonatos nacionais de TCR, nos quais boa parte dos competidores é amadora.

Quem está se familiarizando com o WTCR, assistindo à categoria pelo Fox Sports, vai perceber que o torneio da Austrália tem alguns veículos bem diferentes do Mundial. Entre as montadoras representadas do outro lado do mundo estão a Renault, a Holden (um antigo Opel Astra, mas com novo emblema) e a Subaru.

E é justamente a presença da fabricante japonesa que chama a atenção. Afinal, o Subaru WRX STI é considerado o pior carro já produzido para o regulamento TCR. Aí fica a dúvida: por que uma equipe resolveu usá-lo neste ano?

A Subaru no TCR

Vamos por partes. Não é que o Subaru seja literalmente o pior carro do mundo. Ele pegou essa fama no ano passado quando Stefano Comini, o primeiro campeão da história do TCR, guiou um modelo da marca na etapa de abertura do campeonato europeu.

Naquele fim de semana, apesar de todos os títulos do currículo, o piloto suíço não conseguia acompanhar o ritmo dos demais competidores e foi apenas o 20º na sua primeira corrida. Essa aventura durou só uma etapa, e no resto do ano Comini passou a competir com um Honda.

Some-se a isso o número excessivo de abandonos do Subaru nas provas em que foi inscrito – apesar de obter pódios na Itália e no Oriente Médio -, e assim começaram as críticas.

Para ser justo, o projeto não era um desastre por completo. Só não havia dinheiro. Quando o formato TCR surgiu, em 2015, muitas equipes começaram a desenvolver carros para esse regulamento, mas sem o apoio direto de uma montadora.

Ou seja, enquanto nos últimos anos Hyundai e Lynk & Co gastaram milhões para fazer seus veículos e passaram cerca de um ano só testando, o Subaru foi desenvolvido de forma autônoma pela equipe italiana Top Run, sem contar com investimentos da fábrica.

E o Subaru não foi exceção. Mais ou menos na mesma época que ele, surgiram de forma independente os veículos de Alfa Romeo, Kia, Ford e Renault. Alguns sobreviveram e estão até hoje competindo, outros não tiveram a mesma sorte.

Mas se o equipamento da montadora japonesa não é bom, como foi parar na Austrália?

Por causa de Molly Taylor. Considerada uma das melhores pilotas de rali do mundo, ela está começando a transição para as pistas neste ano, e o TCR Austrália foi o campeonato escolhido para sua estreia.

Molly Taylor no TCR Austrália

Nos ralis, ela compete pela equipe de fábrica da Subaru, e como há carros da montadora construídos dentro das regras do TCR, foi natural que ela permanecesse com a marca.

Só vai ficar a dúvida do quanto a pilota pode ter sua aclimatação aos circuitos prejudicada pelo equipamento.

Voltando ao grid, de todos os 17 competidores, apenas um também corre na Supercars: Andre Heimgartner, o outro representante da Subaru. Então uma solução para Taylor pode ser ver a diferença do companheiro de equipe para o resto do grid para ter uma ideia de quanto é a defasagem do carro.

Você pode clicar aqui para ver o grid completo da temporada 2019 do TCR Austrália.

foto do topo: tcr austrália/divulgação

foto do Subaru
Primeira imagem do Subaru, quando foi lançado, em 2015

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