foto de Fabio Quartararo na moto

Quartararo pode ser o sucessor de Valentino Rossi na MotoGP?

Será que Fabio Quartararo pode se tornar o sucessor de Valentino Rossi, nos próximos anos, e levar a Yamaha de volta aos dias de glórias da MotoGP?

Se você fizer essa pergunta aos torcedores do jovem francês, eles vão responder que sim.

Não é para menos. Em Jerez de la Frontera, Quartararo, que completou 20 anos de idade no fim do mês de abril, se tornou o piloto mais jovem da história da MotoGP a conquistar uma pole-position.

E essa era apenas a quarta corrida que o ele fazia na principal divisão da motovelocidade.

Aliás, logo na estreia na MotoGP 2019 o francês já tinha mostrado seu potencial. No Qatar, em março, Quartararo havia se destacado nos treinos livres e classificado sua moto na quinta colocação no grid. Tinha até quem se perguntava se ele seria capaz de vencer em sua primeira corrida na categoria.

Mas o francês deixou a moto morrer antes da volta de apresentação e foi obrigado a largar dos boxes, em último, acabando com qualquer chance de bom resultado. E, em Jerez, um problema mecânico o obrigou a abandonar a corrida quando estava em segundo.

Não é de hoje que Quartararo tem chamado a atenção nas pistas.

A primeira vez que o francês foi considerado um fenômeno das duas rodas foi em 2013. Naquela época, com apenas 14 anos de idade, foi o primeiro colocado no campeonato espanhol de Moto3 (CEV Moto3). É muito difícil um piloto ir bem em sua temporada de estreia nesse certame, por causa da quantidade de veteranos correndo, mas Quartararo não só se destacou como terminou com a taça.

Como a idade mínima para correr no mundial de Moto3 é 16 anos, o jeito foi voltar ao torneio espanhol para mais uma temporada.

Aí, com mais experiência, não teve para ninguém. Ele venceu nove das 11 corridas de 2014 e terminou as outras duas na segunda colocação.

A Regra Quartararo na MotoGP

Só que o problema da idade persistia após o bicampeonato: o francês estava com 15 anos, ainda menos que o mínimo para o mundial. A organização da MotoGP, então, não teve escolha, senão mudar o regulamento. O limite permaneceu nos 16 anos, mas qualquer ganhador do campeonato espanhol foi liberado para correr, independentemente de sua idade.

E o francês até que começou bem sua passagem no mundial de Moto3: brigou pela vitória na estreia no Qatar, fechou na segunda colocação no Circuito das Americas e largou na pole na Espanha e na França, respectivamente na quarta e na quinta etapa de 2015.

Só que um acidente em San Marino o fez perder as últimas rodadas daquela temporada, ficando com a décima colocação na tabela. Seu segundo ano na Moto3 foi um desastre. Embora tenha tomado parte de todas as corridas, seu desempenho regrediu. Não largou na pole nenhuma vez, não subiu ao pódio e foi apenas o 13º na classificação final. Por isso, a surpresa quando decidiu subir para a Moto2 em 2017. Na categoria intermediária,  praticamente não brilhou.

Ou seja, apesar de ter sido apontado como um fenômeno quando era mais jovem, Quartararo estava mais para um foguete molhado, como são chamados os atletas promissores que não conseguem levar suas carreiras adiante, que para uma futura estrela da MotoGP.

Mas alguém estava disposto a apostar nele. Tanto que o francês foi o escolhido para ficar com a última vaga do grid de 2019, na recém-criada equipe SIC, novo time satélite da Yamaha.

Se levarmos em conta todo o desempenho desde que retornou da lesão em sua temporada de estreia no mundial de Moto3, ele tinha apenas uma pole, duas vitórias (sendo que foi desclassificado após uma delas) e apenas mais outro pódio em três anos. Qual a chance de alguém com esses poucos resultados dar certo na principal categoria do motociclismo?

Para calar seus críticos, Quartararo vingou. Em um momento em que a equipe de fábrica da Yamaha – em especial Maverick Vinãles – vem tendo dificuldades com o equipamento deste ano, o francês é que tem alguns dos maiores momentos de brilho da montadora.

Como a aposentadoria de Rossi pode vir nos próximos anos, talvez a fabricante japonesa já tenha encontrado o sucessor do italiano.

Entretanto, é bom ter muita calma na hora de comparar os dois. Quando o Doutor, como Rossi também é chamado, chegou à MotoGP, já tinha sido campeão das 125cc e das 250cc (as divisões de acesso de sua época) e nunca tinha passado um ano sem vencer. Quartararo é promissor, mas ainda precisa demonstrar que definitivamente os dias de vacas magras na Moto2 e na Moto3 ficaram para trás.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da MotoGP na Espanha, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial no fim de semana.

foto do topo: sic racing team/divulgação

foto de Fabio Quartararo
Fabio Quartararo é o pole mais jovem da história da MotoGP – foto: yamaha/divulgação

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