Ele é nove vezes campeão mundial. É o atual vice-líder da tabela e conquistou um segundo lugar na corrida que acabou de ser realizada nos EUA. Mas por que será que Valentino Rossi anda tão criticado na MotoGP 2019, mesmo com um currículo tão recheado?

Os detratores dizem que já passou da hora de o italiano deixar a categoria. Para eles, Rossi já tem idade avançada – completou 40 anos em fevereiro – e está ocupando o espaço que poderia ser de algum novo talento das motos.

Quem defende o Doutor, como o piloto também é conhecido, tem na ponta da língua a resposta para essas críticas. Afirmam que a idade é só um número, e o segundo lugar no Mundial de 2019 mostra que ele ainda está em condições de competir no mais alto nível.

Seus torcedores também questionam a afirmação sobre o veterano estar impedindo a ascensão de alguém mais novo. Eles lembram que Maverick Viñales, o outro representante da Yamaha, terminou a temporada passada atrás do companheiro de equipe e está em uma longínqua 12ª colocação na tabela deste ano. Ou seja, se o espanhol não tem conseguido acompanhar o ritmo de Rossi, então não é exatamente o megacampeão que anda ocupando espaço na montadora.

Mas quem crítica o italiano não para por aí. Eles até entendem que o piloto atualmente está na segunda colocação na tabela de pontos, mas acham que é muito pouco. Afinal, se não melhorar até lá, o dono do número 46 vai completar em junho dois anos sem vitórias na MotoGP.

Jejum de vitórias de Rossi na MotoGP

E não é como se o piloto teve muitas chances de subir no degrau mais alto do pódio. Do seu último triunfo, em Assen, para cá foram somente quatro segundos lugares, incluindo o deste fim de semana, quando acabou ultrapassado por Álex Rins, da Suzuki, nas voltas finais.

É muito complicado conquistar um título apostando apenas na consistência dos resultados, mas sem vitórias. É por isso que os críticos defendem a Yamaha iniciar o planejamento para o futuro o quanto antes.

Talvez Viñales nem seja o melhor nome para liderar a montadora na era pós-Rossi. Mas, para quem não está satisfeito com o desempenho do italiano, já está na hora de a marca colocar em suas motos dois competidores que possam se desenvolver e, em breve, lutar pelo caneco.

Eles costumam lembrar que a Yamaha deixou Johann Zarco, revelação da MotoGP nos últimos anos, escapar para a KTM porque, com Rossi e Viñales, não havia espaço para o francês na equipe de fábrica.

Já quem está do lado do italiano olha para a tabela e aponta que Zarco somou apenas cinco pontos até agora e está bem atrás de Pol Espargaró, seu companheiro de KTM, com 18. Quer dizer, ele que era a grande esperança que a Yamaha desperdiçou?

E, quanto à falta de vitórias, qual culpa o Doutor tem de a marca japonesa não lhe dar um equipamento a altura de competir com Honda e Ducati?

Enfim, essa é uma longa discussão que nenhum dos dois lados vai desistir de seus argumentos e dar o braço a torcer.

Assim, cabe à Yamaha avaliar se compensa manter um dos maiores nomes da MotoGP – mas que não tem conseguido vencer corridas – em seu plantel ou se o ideal é já desenvolver os novos talentos da categoria na luta contra Marc Márquez e Andrea Dovizioso.

Até agora, a resposta da marca é que o melhor é manter o megacampeão. Afinal, não é todos os dias que surge um piloto com o talento dele no esporte a motor. E, para quem está tão preocupado assim com o futuro, pode ficar tranquilo que a equipe satélite, a SIC, tem obtido bons resultados neste começo de 2019 com Fabio Quartararo e Franco Morbidelli.

Você pode clicar aqui para ver os resultados completos da MotoGP no Circuito das Americas, assim como os das principais categorias do automobilismo mundial no último fim de semana.

Foto de Maverick Viñales, Valentino Rossi e suas motos Yamaha
Valentino Rossi e Maverick Viñales representam a Yamaha na MotoGP 2019 – fotos do post: yamaha/divulgação