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Corrida das campeãs da W Series

As 18 pilotas que vão formar o grid inaugural da W Series, controversa categoria apenas para mulheres, serão conhecidas nos próximos dias. É que a partir deste fim de semana as 28 finalistas vão se reunir no circuito de Almería, na Espanha, para a fase final da seletiva que determinará as que disputarão toda a temporada.

Em Almería, elas terão o primeiro contato para valer com o carro de F3, o mesmo que será usado pela categoria ao longo do ano. As 18 que mais impressionarem ficarão com as vagas. Duas vão para a lista de reserva, e as demais voltam para casa.

Nas últimas semanas, diversas competidoras participaram de treinos de pós-temporada de outros certames para se prepararem para a seletiva .

Sabré Cook, por exemplo, esteve nos testes da F3 Inglesa nesta semana em Spa-Francorchamps, enquanto a espanhola Marta García participou da segunda semana da pré-temporada da Euroformula Open no começo do mês. Megan Gilkes, Natalie Decker e Shea Holbrook andaram com o carro da F3 Americas, e a húngara Vivien Keszthelyi tomou parte de todo o campeonato de inverno da F3 Asiática.

Algumas pilotas, no entanto, são presença praticamente certa na lista final. Uma delas é Jamie Chadwick, atual campeã do MRF Challenge e que participou de boa parte dos eventos de promoção da W Series. A britânica, que teve bom resultado no treino das mulheres da Formula E, no fim do ano passado, já pode até mesmo ser apontada como uma das favoritas ao título.

Outra é a holandesa Beitske Visser, pilota de fábrica da BMW. A montadora alemã, inclusive, já disse que ela participará de menos corridas de carros GT neste ano para poder se concentrar na luta pela taça da W Series. E olha que ela ainda não foi confirmada entre as 18.

Mas, se você está procurando por alguém menos conhecida e que pode ter uma carreira bastante promissora no esporte a motor, minha aposta é Miki Koyama, que também já está garantida na F4 Japonesa em 2019.

Como as finalistas da W Series foram selecionadas

E já há um bom motivo para ficarmos de olho nessa japonesa de 21 anos: ela foi a vencedora da “Corrida das Campeãs”, realizada durante a primeira seletiva da W Series, em janeiro, na Áustria.

Logo no começo do ano, 54 pilotas haviam ido ao circuito de Melk para participarem de três dias de atividades intensas, para selecionar as 28 finalistas. Lá, elas foram avaliadas por literalmente tudo o que faziam dentro e fora da pista. Desde simular entrevista com potenciais patrocinadores a dirigir carros usando apenas duas rodas.

Do ponto de vista competitivo, o mais interessante nessa primeira fase foi a disputa no formato mata-mata, similar ao da Corrida dos Campões, no qual as pilotas iam duas de cada vez à pista à bordo de um Porsche Cayman. E foi dessa disputa que Koyama saiu-se vencedora, derrotando adversárias com carreira já estruturada no esporte a motor, como Visser e Chadwick.

O resultado em si da “Corrida das Campeãs” não era fundamental para definir quem avançava na seletiva da W Series. A australiana Charlotte Poynting, por exemplo, chegou até as quartas-de-final da competição, mas não passou para a próxima fase da seletiva.

Nas redes sociais, Poynting criticou o processo de seleção, chamando-o de vago e pouco transparente.

Outra polêmica aconteceu quando algumas fotos de uma prova em que as competidoras tinham que pilotar um Ford Fiesta com a traseira erguida apareceram nas redes sociais. Muita gente não entendeu para quê servia esse exercício e questionou o método de seleção das finalistas, ainda mais depois que favoritas como a brasileira Bruna Tomaselli e a norueguesa Ayla Agren não passaram para a próxima fase.

A W Series respondeu as críticas dizendo que todas as provas foram criadas pelo ex-F1 Alexander Wurz e são as mesmas usadas pela FIA para selecionar jovens pilotos para seus programas de treinamento.

Quanto à eliminação de favoritas, desde o começo o certame explicou que não era questão de quem fizesse o melhor tempo. Outros critérios, como trabalho em equipe, desenvoltura com a imprensa e exame biométrico também seriam levados em conta. A nota final seria formada por 70% do que acontecesse dentro do carro e 30% das demais atividades.

E, de fato, as provas escolhidas pela W Series não são diferentes dos usados em escolas de pilotagem e avaliação de pilotos. Talvez a única desvantagem para algumas participantes foi precisar aprender a pilotar na neve, presente em todos os dias de atividades na Áustria. E esse não era um problema para quem vinha de países com temperaturas mais frias, como é o caso dos da própria Europa.

Como a disputa agora será na pista com os próprios carros da F3, as chances de haver polêmica em conhecemos as 18 classificadas deve diminuir. A categoria, no entanto, explicou que os tempos marcados serão apenas um dos critérios de seleção. As pilotas também serão avaliadas pela evolução que mostrarem ao longo dos cinco dias de testes e pela maneira como trabalharem com os engenheiros. As 18 escolhidas devem ser anunciadas no dia 28 de março.

Você pode clicar aqui para ver quem são as 28 competidoras que estarão na Espanha neste fim de semana.

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Miki Koyama comemora após vencer a corrida das campeãs da W Series, na Áustria – foto: W Series/divulgação

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