Pilotos da Racing Point na F1 2019:
11 – Sergio Pérez (MEX)
18 – Lance Stroll (CAN)

Quase que a F1 perdeu uma de suas equipes antes mesmo do fim da temporada passada. É que no começo do segundo semestre de 2018, a Force India entrou em administração (o equivalente à recuperação judicial aqui no Brasil) e precisava encontrar alguém disposto a comprá-la – e assumir suas dívidas – para continuar correndo.

Foi quando apareceu um consórcio liderado por Lawrence Stroll – pai do piloto Lance Stroll – que não só adquiriu a Force India e prometeu pagar os débitos como também pretende investir no time e reforçar a parte técnica.

O processo de venda não foi exatamente transparente. Outros interessados em ficar com a equipe alegaram ter feito propostas maiores que a de Stroll, enquanto a Haas questionou se o novo time – agora rebatizado como Racing Point – tem direito à premiação em dinheiro da F1.

O curioso é que, apesar de o futuro da escuderia – e os empregos de seus integrantes – ter sido ameaçado durante o processo de administração, nenhum funcionário trocou de time. Toda o pessoal técnico responsável por levar a esquadra ao quarto lugar do Mundial de Construtores de 2017 e por desenvolver o equipamento do ano passado permaneceu.

Mudança mesmo foi só entre os pilotos titulares. Como consequência da venda, Lance Stroll, filho do novo proprietário, foi trazido da Williams. Ele assume a vaga que era de Esteban Ocon, protegido da Mercedes.

Ocon, aliás, nem está no grid da F1 em 2019, já que as negociações que tinha com Renault e McLaren não deram certo. Ele será reserva da montadora germânica ao longo do ano e é especulado como substituto de Valtteri Bottas a partir de 2020.

No outro assento, continua Sergio Pérez, único piloto que não compete por Ferrari, Mercedes e Red Bull a ter subido ao pódio na temporada passada.

Na parte técnica, RP19, novo carro da Racing Point para a temporada 2019 da F1, é muito parecido com o equipamento de 2018. A justificativa, segundo o diretor-técnico Andrew Green, é que o desenvolvimento dele começou justamente no período em que a equipe estava em administração. Ou seja, não tinha muito dinheiro disponível. A solução, portanto, foi aproveitar o máximo de componentes usados no ano passado e apenas adaptá-los às novas regras, que restringiram a complexidade da asa dianteira e o tamanho dos apêndices aerodinâmicos da lateral, chamados de bargeboards (veja detalhe mais abaixo).

Com o dinheiro dos Stroll e mais tempo para trabalhar no novo carro, Green já avisou que a Racing Point terá diversos pacotes de atualização ao longo deste ano. Então, a tendência é que o time melhore durante a temporada, situação semelhante à ocorrida em 2018.

PONTOS FORTES DA RACING POINT 2019

O principal é a equipe ter mais recursos. A família Stroll já anunciou que vai ampliar a sede da esquadra, além de contratar novos engenheiros. Situação bem diferente da enfrentada em 2018, quando orçamento era um problema, por causa dos bloqueios dos bens do antigo dono, Vijay Mallya, devido aos processos que ele enfrentava na Índia.

Na época de Mallya, a Force India era conhecida por ser a esquadra mais eficiente do grid, afinal conseguia brigar por top-5 no Mundial de Construtores, mesmo com um dos menores orçamentos da F1. Um dos responsáveis por essa fama era o diretor-técnico Andrew Green, que permanece no time.

PONTOS FRACOS

No ano passado, a Force India passou pela pior situação possível de seus funcionários não saberem se iam manter seus empregos durante o processo de administração. Como o novo carro começou a ser desenvolvido nesse momento, é provável que ele tenha problemas, então a expectativa é que Pérez e Stroll não sejam tão competitivos nas primeiras etapas.

Curiosamente, os dois são conhecidos por não serem bons em classificações. Mas ambos compensam em outros aspectos. O mexicano é um dos pilotos que mais sabe cuidar do equipamento ao longo de uma corrida – aumentando o leque de estratégias possíveis – e Stroll é muito bom em ganhar posições durante a primeira volta de cada prova.

Por outro lado, o próprio canadense é alguém que pouco mostrou resultado até agora na F1.

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Apesar das novas regras para a asa dianteira, o bico do Racing Point RP19 é similar ao usado pela Force India em 2018
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Os bargeboads são a parte preta na lateral do novo carro da Racing Point para a F1 2019
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A ideia da Racing Point foi apenas modificar o necessário no RP19, carro para a temporada 2019 da F1

Abaixo você pode clicar nos links em azul para ver sobre os novos carros da F1 2019:
Haas VF-19
Toro Rosso STR14
Mercedes W30
Ferrari SF90
Alfa Romeo C38
Red Bull RB15
> McLaren MCL34
> Williams FW42
> Renault RS19
> Guia F1 2019