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Brasil em queda no Road to Indy 2019

Ontem escrevi aqui no World of Motorsport, que o número de pilotos brasileiros correndo na Indy caiu de dez para apenas dois em cerca de 20 anos.

Nessas horas, é normal olhar para as categorias de acesso procurando quem serão os novos representantes do país no certame. O problema é que não é nada animadora a perspectiva dos brasileiros no Road to Indy.

Após três anos de crescimento, o número de jovens pilotos brasileiros correndo em USF2000, Indy Pro 2000 (novo nome da Pro Mazda) e Indy Lights caiu em 2019. No gráfico abaixo, dá para ver o número de representantes do país ano após ano. A linha cheia representa o total dos três campeonatos e as pontilhadas, cada categoria.

Pilotos brasileiros no Road to Indy, Indy Lights, Pro Mazda, USF2000
Número de brasileiros no Road to Indy caiu em 2019

Se em 2018 seis pilotos do país participaram da abertura da temporada desses certames, em São Petersburgo, neste ano são apenas três.

O mais famoso é justamente o único estreante do grupo: Dudu Barrichello. O filho mais velho do ex-F1 Rubens Barrichello vai para sua segunda temporada nos monopostos, tendo participado, em 2018, da F4 USA.

Não foi bem. Terminou na 20ª colocação, com 11 pontos marcados em 17 corridas, enquanto seu companheiro de equipe Dakota Dickerson – que já tinha muita experiência no certame – foi o campeão.

Para 2019, Barrichello deixou a F4 para competir na USF2000, porta de entrada do programa Road to Indy. Sua equipe, a Miller Vinatieri, também veio da F4 e está estreando na categoria, então ainda é muito cedo para fazer qualquer prognóstico de desempenho.

Nos treinos de pré-temporada, realizados na última semana, Barrichello teve altos e baixos. No primeiro dia de atividade, tomou 2s do líder. Melhorou no segundo dia, sendo o quinto mais rápido na soma dos tempos e tendo sido o mais veloz na última sessão de pistas.

Nas entrevistas, o piloto tem tido os pés no chão. Sabe que, por ser o primeiro ano dele e da escuderia na USF2000, o objetivo é aprender o máximo possível agora. Claro que a expectativa é que ele obtenha bons resultados ao longo da temporada, mas a cobrança por pódios e vitórias talvez só deva vir em 2020.

Quem também corre na USF2000 é Bruna Tomaselli, que fechou com a boa equipe Pabst para este ano. Em termos de experiência, ela está na ponta oposta de Barrichello. Com duas temporadas completas, a catarinense já disputou 25 corridas no certame, mais que qualquer nome do grid.

Dá para esperar que ela use tudo o que aprendeu nessas provas para brigar no pelotão da frente, marcando pontos com frequência ao longo do ano. Quanto a lutar pelo título, aí complica. Desde 2010, todos os campeões da USF2000 eram da equipe Cape, que continua mais do que favorita para esta temporada. A esquadra terá três pilotos: os americanos Darren Keane, Reece Gold e Braden Eves (este, minha aposta para ficar com a taça).

O terceiro brasileiro no Road to Indy 2019 é Lucas Kohl, que pulou da USF2000 direto para a Indy Lights nesta temporada, onde competirá pela Belardi.

Ele não andou bem nos treinos de pré-temporada. Ficou quase 3s atrás do líder nas atividades no Circuito das Américas, mas se aproximou do pelotão nos testes desta semana em Homestead-Miami, ainda que tenha permanecido em último. Como o salto de categorias parece ter sido grande demais para ele, o jeito é tentar aprender o máximo possível neste ano para ser mais competitivo em 2020.

Da geração 2018, Igor Fraga venceu a seletiva da McLaren para ser piloto do simulador da equipe e espera que a vaga o abra portas em outros campeonatos. Apesar do quarto lugar na USF2000 na temporada passada, ele disse que não tinha orçamento necessário para os próximos passos da carreira.

Carlos Cunha Filho deixou a Pro Mazda antes da penúltima etapa do ano passado e não anunciou nenhum plano para voltar a correr. Rafael Martins tinha dinheiro somente para as duas primeiras rodadas do mesmo campeonato em 2018.

E Victor Franzoni, que correu na Indy Lights por ter sido o campeão da Pro Mazda no ano anterior, também não teve o orçamento necessário para seguir na categoria. Em janeiro, ele disputou as 24 Horas de Daytona, pela equipe brasileira Via Itália, e foi o terceiro mais rápido na divisão GTD na soma das 15 voltas mais rápidas de cada um na prova. Seu destino deve ser as provas de endurance.

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Dudu Barrichello vai correr na USF2000 em 2019 – foto: USF2000/divulgação

2 comentários sobre “Brasil em queda no Road to Indy 2019

  1. Puxa vida devo agradecer vocês ganharam meu dia que site fantástico cheio de noticias não me canso de Elogiar já é a minha terceira visita por aqui absolutamente fantástico.

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