Era questão de tempo para que Pedro Piquet fosse confirmado no grid da F3 2019. Desde o ano passado, o brasileiro já indicava que gostaria de permanecer na categoria (em 2018, ele correu na GP3 que se tornou a nova F3 na atual temporada) e que não estava na hora de subir para a F2.

Assim, a renovação de contrato com a Trident, anunciada nesta terça, dia 27, já era mera formalidade.

Ao menos dessa vez a notícia não veio a poucos dias do começo da temporada, como foi em 2018.

Continuando na F3 para e renovando contrato com a equipe italiana, Piquet aposta na continuidade para conquistar bons resultados. Afinal, já sabe como a escuderia trabalha, a metodologia dos engenheiros, além de estar habituado com os circuitos, com a asa móvel e com o comportamento dos pneus Pirelli, pontos que os estreantes vão precisar aprender até o começo do campeonato, em Barcelona, em maio.

Por outro lado, o equipamento deste ano será um pouco diferente do usado pelo filho de Nelson Piquet no ano passado.

Piquet na nova F3 2019

A nova F3 é uma fusão entre a GP3 e a F3 Euro. Para marcar seu nascimento, a Dallara desenvolveu um novo carro, que está sendo entregue às dez equipes do certame.

Por se tratar de um equipamento diferente, no quesito saber como o ele se comporta, todos os pilotos e equipes partem do zero neste momento.

Outro problema para o brasileiro é que o grid deste ano deve ser mais forte que o enfrentado por ele na GP3 2018. Algumas das principais equipes da F3 Euro, como Prema, Carlin e Hitech, se juntaram ao campeonato e devem brigar pelas primeiras colocações.

Como até agora houve apenas um shakedown para que os pilotos se ambientassem ao novo carro, e os treinos de pós-temporada foram realizados com os bólidos de 2018 – tanto que Piquet nem participou das atividades -, ainda é muito cedo para avaliar onde que está cada escuderia na ordem de forças.

No entanto, a expectativa é que Prema a ART estejam em um primeiro escalão, seguidas de perto por um grupo formado por Carlin (que terá Felipe Drugovich em seu plantel), Hitech e pela própria Trident.

No ano passado, como a Trident era considerada a segunda melhor escuderia do grid, era comum que Piquet lutasse por marcar pontos no sábado e brigasse pela vitória aos domingos, na prova com o grid invertido.

Levando em conta a evolução de cada piloto e pelo brasileiro ir para sua sexta temporada em um certame equivalente a uma F3, talvez em 2019 devesse almejar lutar pela primeira colocação já no sábado e, consequentemente, disputar o título. Mas é justamente pelo aumento do grid neste ano, também em termos de qualidade, que essa meta pode ter ficado um pouco mais distante.

Ou seja, apesar de na teoria a expectativa é ver Piquet estar na batalha por pódios e vitórias aos sábados, a realidade pode ser um desempenho similar ao de 2018, com pontos na corrida principal e pódios aos domingos. Resta saber se esse rendimento será o suficiente para garantir uma boa vaga na F2 no futuro.

Você pode clicar aqui para ver como está a formação do grid da F3 2019 até agora.

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Pedro Piquet vai correr na Trident pelo segundo ano seguido – foto: alex farias/divulgação