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Quanto ganham os pilotos da Formula E?

Bom, responder quanto ganham os pilotos da Formula E pode ser complicado.

Sendo direto, o site e-racing365 revelou que os principais nomes do campeonato, como os que já foram campeões e quem veio da F1, recebem de US$ 1,1 milhão (R$ 4,1 milhões, na cotação atual) a US$ 1,8 milhão (R$ 6,7 milhões) por temporada. Os demais competidores levam menos que esses números.

Lembrando que nesse valor não entra patrocínios pessoais dos competidores, seja com empresas que já investem em suas equipes, seja com qualquer outra.

Para colocar em perspectiva, é quase dez vezes menos que o salário dos principais pilotos da MotoGP e mais de vinte vezes menos que os das estrelas da F1.

Agora é que entra a parte complicada. O mesmo e-racing365 noticiou sobre a possibilidade de começar uma guerra salarial na Formula E. Então, dependendo de quando você estiver lendo este post, pode ser que os números acima já não vão mais valer.

Levando em conta que a categoria de carros elétricos atraiu uma dezena da montadoras, e que o marketing delas está disposto a investir em energias renováveis – principalmente devido aos recentes escândalos de manipulação dos testes de emissão de poluentes e da futura proibição de carros com motores a combustão na Europa -, então a guerra salarial já era esperada e pode ser até mesmo inevitável, caso o campeonato não tome nenhuma providência, como algum tipo de teto de orçamento na remuneração dos competidores.

Guerra de salários na Formula E

E o problema de uma guerra salarial é, uma vez os custos da Formula E disparando, será muito difícil atrair novos competidores, tanto no caso da saída de alguma montadora, quanto para ampliar o grid.

A outra parte complicada para responder sobre os salários da Formula E é que a maior parte dos pilotos também disputa outra categoria ao longo do ano. Atual campeão, Jean-Éric Vergne se divide entre o equipamento da DS Techeetah e a ELMS. Sébastien Buemi, Sam Bird e André Lotterer, entre outros, também tomam parte do WEC. Felipe Nasr é o atual campeão da Imsa, e no ano passado Lucas Di Grassi e Nelsinho Piquet faziam parte do grid da Stock Car. 

E correr em duas categorias acaba aumentando o quanto os pilotos da Formula E ganham no fim do ano.

Assim, dá para chegar a uma conclusão. Se a reportagem do e-racing365 disse que os salários da categoria de carros elétricos e da Indy acabam se equivalendo, a Formula E leva uma pequena vantagem, porque seu calendário enxuto permite aos competidores também andar em outro certame para aumentar seus ganhos.

No caso da Indy, geralmente seus pilotos no máximo participam das corridas de longa duração da Imsa, como as 24 Horas de Daytona e as 12 Horas de Sebring.

Mas nada disso impediu que Felix Rosenqvist deixasse a boa vaga que tinha na Mahindra (e a presença no SuperGT, do Japão) para aceitar a proposta da Ganassi e ser companheiro de Scott Dixon na Indy 2019.

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Felix Roseqnvist foi um dos destaques da Formula E antes de se transferir para a Indy – foto: felix rosenqvist media/divulgação

 

 

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